Memória e Trabalho no bairro do Jacaré – RJ
Monografia defendida no Departamento de História da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Dia 15/12/2004
Autora: Cristiane Muniz Thiago
Banca Examinadora:
Prof Dr Francisco Carlos Palomanes Martinho (UERJ)
Profa Dra Icléia Thiesen (UNIRIO)
Prof Dr Marco Aurélio Santana (UNRIO) – Orientador
Resumo:
O
presente trabalho tem como tema a memória dos ex-trabalhadores do complexo
industrial do bairro do Jacaré, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.
Tendo em vista as relações destes operários com o movimento sindical e
com os partidos políticos, bem como a relação entre sindicato e movimento
comunitário, o objetivo do trabalho é identificar e analisar a experiência
desses operários, além de sua atual situação face às transformações
urbanas ali ocorridas nas últimas décadas e à desindustrialização que
atingiu o bairro. Hoje, o
Jacaré é um bairro desvalorizado e a comunidade do Jacarezinho traz para o
local o estigma de violento e perigoso. As ruas repletas de operários, estão
hoje semidesertas com seus galpões feitos de moradia. Mais que o fim de um
complexo industrial, a década de 1990 marca uma face decisiva na vida de
centenas de trabalhadores e nas suas formas de representação. Os
resultados da pesquisa indicam que os ex-trabalhadores do complexo
industrial do Jacaré, hoje em sua maioria desempregados ou sub-empregados,
sofreram um imenso desgaste tanto no aspecto profissional quanto na sobrevivência
individual e coletiva. Como enfrentamento ao desemprego esses trabalhadores
buscaram novas opções de trabalho. Entre elas destacamos o cooperativismo,
uma opção de geração de emprego e renda frente à crise da década de
1990. A metodologia utilizada foi a da História Oral, a
partir da qual entrevistamos os atores sociais envolvidos. Além disso,
utilizamos o levantamento e a análise de fontes escritas sobre os
trabalhadores e as indústrias relacionadas ao contexto histórico de decadência
da região.
NUPESPAR/GETS/UFPR
15,
16 e 17 de junho de 2005
Local:
Biblioteca Pública do Paraná – Curitiba
15
junho - 18h 30m.
Abertura
Mesa
Redonda 1: A Reforma Sindical e a Ação das Centrais
Luiz
Marinho / (CUT) (Confirmado)
João
Carlos Gonçalves (Juruna) (Força Sindical) (Confirmado)
Aldacy
Rachid Coutinho (UFPR) (Confirmada)
Marcos
Ferraz (NUPESPAR) - Mediador
Debate
e perguntas do público
16
junho – 9 h
Mesa
Redonda 2: O Sindicalismo e os Trabalhadores no Paraná
Roni
Anderson Barbosa (CUT-PR) (Confirmado)
Sérgio
Butka (Força Sindical – PR) (Confirmado)
Sidnei
Machado (Advogado trabalhista) (Confirmado)
Ivana
Lima (NUPESPAR) – Mediador
10:30
h - Debate e perguntas do público
16
junho – 14 h
Mesa
Redonda 3: Sindicalismo e Relações Local/Global
Luis
Paulo Bresciani (IMES) (Confirmado)
Marco
Aurélio Santana (UNIRIO) (Confirmado)
Sindicalista
Repres. do Mercosul (A confirmar)
Sílvia
Araújo (NUPESPAR) - Mediadora
15h
30m. - Debate e perguntas abertas ao público
17
junho – 9 h
Mesa
Redonda 4: Reestruturação Produtiva e Novas Sociabilidades
Cid
Cordeiro (DIEESE –PR) (Confirmado)
Leonardo
Mello e Silva (USP) (Confirmado)
Lee
Pleger – ISS/Holanda (Confirmado)
Maria
Aparecida Bridi (NUPESPAR) – Mediadora
10:30
h - Debate e perguntas do público
17
junho – 14 h
Mesa
Redonda 5: Organização, Sociabilidade e Estratégias de Sobrevivência dos
Trabalhadores
Jacob
Carlos Lima (UFSCar) (Confirmado)
Gisele
Carnerio (CEFURIA) (Confirmada)
Adonizete
Silva (Assoc. Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis Novo Amanhecer
da Fazendinha
Cesar
Sanson (CEPAT) – Mediador
15h
30m. - Debate e perguntas abertas ao público
Equipe
Organizadora:
Silvia
Maria de Araújo/UFPR (Coordenadora)
Marcos
Ferraz (Colaborador)
Maria
Aparecida Bridi
Ivana
Lima
Instituição
Proponente:
Universidade
Federal do Paraná
Departamento
de Ciências Sociais
Programa
de Pós-Graduação em Sociologia, área de Sociologia do Trabalho
R.
General Carneiro, 460 9º and.
– CEP 80060-150 – Curitiba -PR
Instituição
Promotora:
Universidade
Federal do Paraná, NUPESPAR – Núcleo de Pesquisa Sindicalismo no Paraná,
linha de pesquisa do GETS – Grupo de Estudos Trabalho e Sociedade,
cadastrado no CNPq.
Parcerias
CEPAT
– Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores
BIBLIOTECA
PÚBLICA DO PARANÁ
CUT-PR
2. As palestras serão proferidas por conferencistas convidados pela Comissão Organizadora. Cada sessão de palestras poderá ter um ou dois palestrantes.
3. Os Grupos Temáticos são os seguintes:
GT 1, A obra teórica de Marx e o marxismo
GT 2, Marxismo e ciências humanas
GT 3, Economia e sociedade no capitalismo contemporâneo
GT 4, Socialismo no século XXI
4. Cada grupo temático terá um coordenador e um subcoordenador. Todo pesquisador interessado poderá enviar trabalho para apresentar num grupo de sua escolha – sendo que, eventualmente, a Comissão Organizadora do IV Colóquio Marx e Engels poderá remanejar a distribuição das propostas de um grupo para outro.
5. São reservados cinco períodos para reuniões de GTs. Os coordenadores de cada GT proporão à Comissão Organizadora o número de reuniões do seu grupo de acordo com o total de comunicações recebidas e com a distribuição que considerar melhor – número de comunicações a serem apresentadas por sessão e número de sessões a serem realizadas. A Comissão Organizadora definirá a agenda final, distribuindo da melhor forma possível as reuniões dos quatro GTs, de modo a reduzir o número de sessões simultâneas, facilitando o acesso do público a diferentes sessões, e de modo a não sobrecarregar a programação.
6. O prazo para a inscrição das comunicações encerra-se no dia 31 de maio de 2005. O pesquisador deverá enviar a sua comunicação para o Cemarx, com duas cópias impressas e uma em disquete. Atenção: o autor deverá indicar no próprio envelope e de modo visível o Grupo Temático para o qual está enviando a comunicação. O texto deverá conter entre doze e vinte e quatro mil caracteres (contando espaço) em times new roman 12. Do texto deverão constar o título da comunicação, o nome do autor e a sua condição (professor, pós-graduando ou pesquisador independente). O texto deve definir o tema da comunicação, apresentar as suas teses e explicitar o debate (teórico, historiográfico ou político) no qual a comunicação se insere. No dia 30 de junho, o Cemarx divulgará a lista de comunicações aceitas para o 4o Colóquio. Cada expositor terá cerca de 30 minutos para apresentar a sua comunicação.
7. O Cemarx solicita a preferência para a publicação dos textos apresentados no colóquio.
8. Outra novidade do 4o Colóquio Marx e Engels é a abertura para a participação de alunos de graduação. Os estudantes de graduação poderão apresentar trabalhos de pesquisa de iniciação científica cujos temas se enquadrem em um dos quatro Grupos Temáticos do colóquio. Esses trabalhos serão expostos na forma de painéis. O prazo de inscrição também é 30 de maio de 2005. O estudante deverá enviar um resumo de sua pesquisa para o Cemarx, com duas cópias impressas e uma em disquete. O texto deverá conter dois e três mil caracteres (contando espaço) em times new roman 12. Do texto deverão constar o título da comunicação, o nome do autor e o curso de graduação no qual ele está matriculado. O texto deve apresentar o tema da pesquisa e apresentar as suas principais idéias e objetivos. No dia 15 de julho, o Cemarx divulgará a lista das pesquisas de iniciação científica aceitas para serem expostas nos painéis do IV Colóquio Marx e Engels.
9. O Cemarx não pode conceder ajuda financeira aos participantes do colóquio. Enviará a notificação de aceite aos inscritos no dia 30 de junho, quatro meses antes do início do evento, justamente para que todos tenham tempo suficiente para solicitar financiamento às agência de fomento e universidades.
Enviado por: Luis Paulo Bresciani
E-mail para contato: lpb3@ig.com.br
Conference
Contact Person & Address: Christina KARAKIOULAFIS, Department of Sociology,
University Campus, University of Crete, Rethymno, Greece 74100.
Tel:
+30 28310 77465-6, +30 28310 77485, Fax: +30 28310 77 467
E-mail:
karakichr@social.soc.uoc.gr.
H)
57a. Reunião Anual da SBPC
A 57ª Reunião Anual da SBPC, será realizada de 17 a 22
de julho de 2005, na
Universidade Estadual do Ceará, em Fortaleza/CE.
Maiores informações
em:
http://www.sbpcnet.org.br/eventos/57ra
XII
Encontro de Ciências Sociais Norte e Nordeste
17,18,19
e 20 de abril de 2005
Belém, Campus da UFPA
GT
22. Trabalho,
desenvolvimento e direitos sociais
Coordenadores:
Edna
Castro (UFPA) edna_naea@ufpa.br
Jacob
Carlos Lima
(UFSCar/UFPB)
jacobl@uol.com.br
Maria
Neyara Araújo de Oliveira (UFC)
neyaraaraujo@yahoo.com.br
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O Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais - PPCIS/UERJ e o Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro/IUPERJ/UCAM, realizaram o Seminário Internacional Gênero, Trabalho e Família em Perspectiva Comparada. Este seminário é parte de uma pesquisa internacional comparada, cujo objetivo é coletar dados que permitam identificar as tendências mais gerais das relações de gênero, no que diz respeito aos arranjos familiares e à dinâmica que homens e mulheres estabelecem entre o cotidiano da vida doméstica e o trabalho pago. Neste seminário serão apresentados os resultados comparados desta e de outras pesquisas internacionais que vêm investigando este mesmo tema. Estarão presentes representantes de instituições de pesquisa do Brasil, Chile, Uruguai, México, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Suécia e Inglaterra, numa rara oportunidade de diálogo sobre um tema relevante e comum, a partir de diferentes contextos e análises. 30 de Março a 1 de abril de 2005 Local:
UERJ / 1º. Andar – Auditório 11
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Programação 30 de março -
Manhã
- 15:45 - Coffee break 16:00
- Comentários e Debate -
Manhã - 10:45 - Coffee Break 11:00
- Comentários e Debate 12:30 - Almoço -
Tarde
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O Centro de Memória da Unicamp informa o lançamento do livro
O trabalho na ordem liberal: o movimento operário e a construção do Estado na Primeira República de João Tristan Vargas
Lançamento: 16 de março, 18:30h, em S. Paulo, na Livraria da Vila: Rua Fradique Coutinho, 915. Fone: 3814-5811
R$ 30,00
De modo geral, na Primeira República os poderes públicos consideravam que o trabalho devia ficar sujeito à "lei" da oferta e da procura. As greves eram tratadas como caso de polícia. Só em meados dos anos 1920 e principalmente a partir da ascensão de Getúlio é que o Estado mudou sua postura, sendo então formulada uma política social, com a criação de uma legislação trabalhista. Certo? João Tristan diz que não. Em O trabalho na ordem liberal, o autor nega que, na República Velha, o Estado tivesse uma política em relação ao movimento operário e que rejeitasse por princípio a criação de leis trabalhistas. Recheada de casos recolhidos em textos de época, a obra sugere que o acesso aos serviços da polícia por parte dos empresários era obtido por meio de relações privilegiadas, influência dentro do aparato de Estado e compensações pessoais de todo tipo para os agentes repressores. Quanto à criação de leis de trabalho, a dificuldade principal seria a preocupação governamental com o peso sobre a folha de pagamento dos operários a serviço do Estado. Alguma semelhança com os tempos atuais?
E-mail do autor: marljo@uol.com.br
- Aquisições em outras cidades e estados podem ser feitas pelo correio, pelo mesmo preço anunciado acima, por meio de depósito na c/c 51019.2, ag.0444, bco. 341 (Itaú)
Estimados colegas:
Como es de vuestro conocimiento, Uruguay tiene la sede de la Revista Latinoamericana de Estudios del Trabajo (RELET). Sus editores son Marcos Supervielle, Mariela Quiñones y quien suscribe Geyser Margel.
El
número 18 de la Revista tiene como eje
temático “Migraciones Laborales” y en tal sentido estamos
solicitando artículos sobre el tema específico. Yo estoy a cargo de este número
y los invito a que me envien trabajos que consideren de interés en versión
electrónica a mi email: geyser@fcssoc.edu.uy
y la copia impresa a la dirección: ALAST, Geyser Margel. Martinez Trueba
1300, CP: 11200, Montevideo, Uruguay. Cabe reiterar que todas las
propuestas recibidas estarán sujetas al sistema de arbitraje y de ello
dependerá su publicación.
El formato de los artículos tiene que seguir las “Instrucciones para colaboradores” explicitadas en la Revista N°16. El plazo para la recepción de artículos es el 11 de febrero de 2005.
Si bien esta convocatoria la realizamos para el tema específico, estamos además construyendo una base de datos con artículos sobre otras temáticas vinculadas al trabajo y al empleo. En este sentido, nuevamente los invito a que nos envíen artículos que consideren pertinentes, cumpliendo también con los requisitos formales ya referidos.
Sin otro particular, les saluda,
Geyser Margel
Editora
A assinatura pode ser anual (2 exemplares) ou bi-anual (4 exemplares), podendo também ser bi-anual de apoio, para os que desejarem tornar-se "patronos" da revista – o número de exemplares recebidos é o mesmo e a diferença em reais representa um apoio político.
Maiores informações podem ser obtidas por e-mail para comercial@boitempo.com.
com um abraço,
ivana jinkings
pelo comitê de redação
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