Boletim
Eletrônico
Sindicalismo e Política
N. 39 - Janeiro/Fevereiro
2003
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Sumário:
1) Mensagem do editor
2) Seminário
Intermédiário do GT
3) Tese e Dissertações
4)
Publicações
5) Seminários
6) Recados e Informações
Gerais
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1)
Mensagem do
Editor
Colegas,
Nesta edição publicamos a chamada de
trabalhos para o Encontro Anual da ANPOCS 2003
e os resumos dos trabalhos para o Seminário
Intermediário.
Esta semana colocamos em nossa página o
artigo de Héctor Lucena sobre a crise na Venezuela
e o ensaio fotográfico de José de Souza Martins.
Em breve novos artigos serão disponibilizados.
Visite-nos!
Marco Aurelio
Santana
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2) GT Trabalhadores, sindicatos e a nova questão
social
A) XXVII
Encontro Anual da ANPOCS 2003 - Chamada de
Trabalhos
Estamos iniciando os preparativos de
nosso GT Trabalhadores, sindicatos e a nova questão
social, no XXVII Encontro Anual da
ANPOCS, a ser realizado de 21 a 25 de outubro de 2003, na cidade de
Caxambu (MG).
Os
interessados devem enviar propostas de trabalho, em
até duas páginas, com espaço 1,5, em fonte Times New Roman, tamanho 12. A
proposta deverá conter: título e resumo do trabalho, nome do proponente,
titulação, filiação institucional e dados completos para contato (e-mail, tel.,
endereço, etc.). O resumo deve contar com um
parágrafo inicial trazendo uma definição clara dos objetivos do trabalho, cujo
conteúdo deve ser detalhado no restante da proposta.
Como tem sido recorrente em nossos encontros, alguns
critérios serão levados em conta para a seleção dos
trabalhos:
a) Será dada preferência para aqueles postulantes que
não tenham apresentado trabalho no Encontro Anual (2002) e
no Seminário Intermediário (2003);
b) O paper deve corresponder a trabalho de
pesquisa recente ou em andamento.
c) O colega que enviar propostas para o nosso grupo não
deve enviar para outro GT. O objetivo aqui e evitar a
duplicidade de apresentação de um mesmo pesquisador e dar
condições para um numero maior de colegas apresentarem seus
trabalhos.
d) Buscar-se-á respeitar o critério sugerido pela ANPOCS
de que as mesas sejam, preferencialmente, compostas por
colegas de diferentes estados da federação e em diferentes
etapas da carreira profissional
O prazo final, impreterível, de envio
das propostas é 31 de março de 2003. Elas devem
ser remetidas para o e-mail do GT: Boletimgt@bridge.com.br.
Para facilitar o trabalho da comissão de seleção, solicitamos que
este seja o meio prioritário de envio das mesmas.
Porém, elas podem ser
enviadas também por Sedex, valendo a data de postagem, para:
Marco Aurélio Santana
Rua Viúva Lacerda, 249, Bloco 3, ap.
305.
Humaitá – Rio de Janeiro –RJ
22261-050
No caso de remessa pelo
correio, deve-se enviar uma cópia impressa e uma em disquete.
Em abril divulgaremos os trabalhos selecionados.
Maiores informações sobre o funcionamento do GT e de sua linha de
discussão nos últimos anos podem ser obtidas na página: www.pessoal.bridge.com.br/sindicalismo .
Tudo
de bom
Marco Aurélio Santana (UNIRIO)
José Ricardo
Ramalho
(UFRJ)
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B) Seminário Intermediário - Maio -
Universidade de São Paulo
Seguem abaixo os resumos dos
trabalhos a serem apresentados em nosso Seminário Intermediário, que se
realizará em maio, na USP. Todas as sessões contarão com debatedores. A
programação completa do seminário será divulgada em breve. Em abril, colocaremos
os trabalhos completos em nossa página para ampliar o debate no
encontro.
1a. Sessão - Trabalho e
trabalhadores nos novos espaços produtivos: qualificação, sociabilidade e
flexibilização
O novo discurso da qualificação profissional e
os trabalhadores do “Consórcio Modular” em
Resende/RJ.
Lia de Mattos Rocha (Mestre pelo
PPGSA/UFRJ)
O objetivo deste trabalho é compreender como as novas exigências em
relação ao trabalhador, resultantes das reestruturações produtivas ocorridas nas
últimas décadas, são apreendidas no processo produtivo tanto pelos
trabalhadores, quanto pela gerência, a partir do novo paradigma de qualificação
centrado na questão da competência. Pretende-se observar quais as
características que a fábrica em questão privilegia na contratação de seus
empregados, e compreender como esses trabalhadores são treinados e como a
gerência lança mão dessas características no processo da produção. O caso
escolhido para a realização desse trabalho é a planta da Volkswagen instalada na
região de Resende (no Sul fluminense) desde 1996, organizada de forma a inserir
os fornecedores dentro de um “Consórcio Modular”, modificando de forma radical a
relação entre-firmas.
Jovens trabalhadores e integração social no Rio de
Janeiro: algumas questões para o debate
Rogério Mendes de Lima (Doutor em Sociologia pelo
PPGSA/UFRJ e Professor do Centro Universitário da Cidade
/RJ)
As
transformações econômicas ocorridas na década de 90 no Brasil alteraram
significativamente o panorama do mundo do trabalho em nosso país. Caracterizada pelo que se convencionou
chamar de reestruturação produtiva, essas mudanças redefiniram as formas de
organização das relações de trabalho, destruindo e incorporando novas formas de
sociabilidade e fazendo emergir, progressivamente, um novo cenário social. Diante dos recortes possíveis, este
trabalho, parte de uma pesquisa em desenvolvimento, enfoca o processo de
integração social pelo mundo do trabalho de jovens trabalhadores na cidade do
Rio de Janeiro, analisando suas perspectivas de vida, suas formas de integração
social, o processo de continuidades e descontinuidades em relação ao passado e
quais as reflexões que esta experiência pode trazer para a compreensão das novas
configurações do mundo do trabalho no Brasil. Neste momento, o objetivo deste trabalho
consiste em apresentar algumas questões que vão se delineando e que tornam
necessária uma reflexão sobre os parâmetros de análise sobre o mundo do trabalho
pela sociologia brasileira.
Flextempo - flexibilização da jornada à
brasileira
Sadi Dal Rosso (Departamento de Sociologia - Universidade de
Brasília)
O objeto de estudo é a
regulação do tempo de trabalho. Os regimes tayloristas e fordistas favoreceram o
trabalho longo, continuado e com horários repetitivos. A reestruturação
produtiva, os novos arranjos organizacionais e decisões políticas fizeram com
que surgissem modalidades flexíveis de emprego do tempo. No Brasil, a
flexibilidade de tempo de trabalho foi introduzida mediante sistemas de
compensação de horas. O estudo apresenta ainda um panorama sucinto nacional e
internacional sobre flexibilidade de tempo. Neste sentido, ele busca estudar o
processo de introdução de sistemas flexíveis de organização do tempo de trabalho
e analisar os significados e as implicações da adoção de sistemas flexíveis de
tempo A metodologia combina a discussão teórica com dados empíricos e uma
análise crítica das implicações da adoção da flexibilidade de tempo de trabalho.
As fontes de informação provêm de bases documentais de sindicatos, de empresas e
do governo. Estatísticas internacionais e nacionais são empregadas para indicar
o grau de expansão da flexibilidade de tempo nas atividades econômicas. Postulo que o caso brasileiro permite desenvolver
a noção de embuste ou ardil, que opera no jogo das relações sociais, sob
determinadas condições. A flexibilização da jornada produz, ainda,
efeitos sobre a taxa de mais-valia.
Os trabalhadores no contexto da globalização dos
alimentos
Josefa Salete Barbosa Cavalcanti (Doutora pela Universidade de
Manchester e Professora do Departamento de Ciências Sociais, Universidade
Federal de Pernambuco), Dalva Mota (Doutoranda do PPGS- UFPE) e Ana Cristina
Belo da Silva (Bolsista
CNPq)
Com base em
evidências empíricas recentes, este trabalho traz ao debate as
características das mudanças no
trabalho e a crescente industrialização da agricultura. Neste sentido, focaliza
as estreitas relações entre os espaços agrícolas e aqueles da distribuição e
consumo dos alimentos, segundo dados de pesquisa realizada com unidades
agroindustriais e familiares das novas regiões produtora de frutas e vegetais do
Nordeste do Brasil, e também com supermercados da cidade do Recife. A hipótese a
ser examinada é a de que as regras e convenções definidas pelos supermercados
estão influenciando fortemente os espaços da produção, ao tempo em que os usos
da moderna tecnologia contribuem para a transformação dos produtos, dos postos
de trabalho e das qualificações requeridas dos gestores e outros trabalhadores
que participam dos setores de
produção, distribuição e consumo dos alimentos. Destarte, serão examinadas
mudanças na construção dos produtos e nos tipos de serviços relacionados,
destacando os modos como os parâmetros de qualidade instituídos pelos agentes
externos, passam a envolver os alimentos, os trabalhadores e o meio ambiente,
num conjunto particular de relações sociais, que tende a transformar o trabalho
na agricultura, os tempos definidos para a distribuição e consumo dos produtos
agrícolas e, conseqüentemente, a sociabilidade e os tipos de controle exercidos
sobre os trabalhadores.
2a. Sessão - Sindicatos e relações de trabalho: novas
formas de organização e
negociação?
Os componentes do sistema brasileiro de
relações de trabalho: permanência e mudança
Cecília Helena Ornellas Renner (Doutora em Sociologia USP –
Professora do Mestrado em Direito da Universidade Católica de
Santos)
As reflexões
apresentadas neste trabalho foram inspiradas, inicialmente, pelo debate aberto
devido ao envio, pelo Poder Executivo, ao Congresso Nacional, do Projeto de Lei
nº 5.483/2001, que propôs a alteração do artigo 618 da CLT, estabelecendo que
“as condições de trabalho ajustadas mediante convenção ou acordo coletivo
prevalecem sobre o disposto em lei, desde que não contrariem a Constituição
Federal e as normas de segurança e saúde do trabalhador". Isto se deu, após uma sucessão de
reformas que revelavam a tendência à ampliação do espaço dado à negociação das
condições de trabalho, que acompanharam a intensificação da discussão acerca da
flexibilização das relações laborais, visando possibilitar a predominância das
condições negociadas em detrimento daquelas estabelecidas em lei. Sendo o
sistema constituído por partes integradas, que aspectos desse sistema se
mantiveram e em que componentes incidiram as mudanças ocorridas no sistema? Quem
tem sido o beneficiário das mudanças ocorridas? Enfim, com que modificações e
atendendo a interesses de que grupos têm esse sistema sobrevivido às práticas
atuais de um Estado neoliberal? Propomos assim analisar os componentes desse
sistema, suas funções e quais as alterações que têm sido introduzidas de forma a
responder à questão porque supôs-se que as negociações coletivas poderiam
auxiliar a flexibilização das relações de trabalho, tal como está implícito no
projeto acima citado.
O processo de negociação na Mercedes Benz-ABC:
novo governo, novos desafios.
Renan Bandeirante de Araújo (Mestre em Ciências Sociais e
Pesquisador do NEG-Unesp/Marília)
Alçado como sendo um processo de negociação
paradigmático entre capital e trabalho, interessa-nos expor, considerando o novo
momento político no qual atravessa o país, os alcances, desafios e
possibilidades das práticas sindicais propositivas como as que vem sendo
desenvolvidas, desde os anos 90, na Mercedes Benz-ABC. Se, de um modo geral, os
metalúrgicos daquela região tem procurado pautar sua atuação no sentido de
buscar saídas negociadas para o processo de reestruturação produtiva. Ou seja,
propor e interferir nas mudanças relativas ao processo de modernização das
empresas, sem dúvida alguma, foi na MBB-ABC que o Sindicato dos Metalúrgicos
imprimiu de maneira relevante seu modelo de atuação caracterizado como sendo um
“novo padrão sindical propositivo”. Nesta transnacional, é que foram acordados
inúmeros Contratos Coletivos de Trabalho versando sobre; Terceirização,
Manufaturas celular, Melhorias Contínuas, Trabalho em Grupo, Participação nos
Lucros e Resultados, Flexibilidade da Jornada de Trabalho, Readequação Salarial,
Banco de Horas, etc. Se, na produção, a postura sindical propositiva aposta na
constituição de parcerias entre capital e trabalho, no plano político, seus
pressupostos vinculam-se ao novo pacto social. Nesse contexto, a
concertação sindical conformar-se-ia como parte constituinte, vital ao
sucesso da ampla concertação social proposta pelo Partido dos
Trabalhadores (PT). Analisar as
potencialidades, fortalecimento e disseminação desse novo processo
político-sindical, tomando como referência as negociações em curso na MBB,
constituiu o objetivo de nossa participação
CUT-cidadã: uma avaliação do sindicalismo
recente
Marcos Alexandre dos
Santos Ferraz (Doutorando – FFLCH-USP)
O
presente trabalho tem por objetivo uma avaliação dos desdobramentos da ação
sindical cutista nos anos 90. Ação que passou do campo do confronto explícito
para novas formas de negociação e de participação propositiva na esfera pública.
Conjunto de ações que ficou conhecido no meio sindical por CUT-Cidadã.
Entretanto, tal padrão de ação, ainda pouco avaliado por pesquisadores e
sindicalistas, não deixa de provocar conflitos, visto que suas ambigüidades o
colocam em uma fronteira nebulosa que separa direitos sociais e filantropia. Em
oposição/complementação da ação sindical tradicional – de defesa dos direitos
trabalhistas e da reposição de perdas salariais – o Sindicalismo CUT,
influenciado fortemente pelo novo marco institucional da Constituição de 88 e
pelo desafio de resistir a políticas neoliberais, desenvolveu novos padrões de
ação. Estes novos padrões caracterizam-se fundamentalmente pela participação na
formulação, gestão e implementação de políticas públicas – seja através da
intervenção em Conselhos (Codefat, Conselhos de Saúde, Conselhos de Educação,
etc...), seja através da implementação de agências de emprego e renda e de
cooperativas de trabalhadores.
O (atual) debate sobre organização sindical no
sindicalismo-CUT
Sérgio Tadeu dos Santos (Mestre em Ciências
Sociais UERJ – Professor da Universidade Estácio de Sá)
O trabalho analisa a retomada do debate sobre estrutura sindical
pelo sindicalismo-CUT dentro do esforço de atualizar sua estratégia sindical
para atuação em uma conjuntura que é marcada por profundas transformações no
mundo do trabalho, principalmente a partir da década de 1990. Tendo como pano de
fundo este debate buscamos verificar os possíveis rumos do sindicalismo-CUT em
um cenário inédito no qual sua mais expressiva liderança, Luís Inácio Lula da
Silva, foi eleito presidente e diversos ex-dirigentes sindicais cutistas agora
assumem a direção do rumo das propostas de reformas trabalhistas e sindicais que
figuram como propostas centrais no governo do Partido dos Trabalhadores (PT).
Assim, a partir das teses congressuais, bem como das entrevistas com seus
dirigentes nacionais, analisamos as concepções atuais do sindicalismo-CUT sobre
reforma trabalhista e sindical, discutindo os rumos do sindicalismo-CUT em um
momento no qual diversas de suas lideranças vão dirigir o processo de reforma
das leis trabalhistas no Brasil dentro da perspectiva que vem caracterizando o
movimento sindical cutista desde o seu nascimento: uma atuação que se
caracterizou pela ampliação dos espaços de democracia e liberdade para os
trabalhadores.
3a. Sessão - Neoliberalismo e lutas sociais no
Brasil
Neoliberalismo e relações de classe no
Brasil
Armando Boito Jr. (Doutor em Ciência Política e Prof. do
Departamento de Ciência Política, Unicamp)
O trabalho
analisa o impacto das reformas neoliberais nas relações de classe da sociedade
brasileira. São examinadas as alterações ocorridas no bloco no poder, a nova
composição das frações burguesas, as alianças de classe e as posições das
classes trabalhadoras nesse novo modelo de capitalismo. O texto sustenta que o
neoliberalismo representa uma nova hegemonia burguesa no capitalismo brasileiro:
o bloco no poder neoliberal detém o controle da política de Estado e a ideologia
neoliberal difundiu-se em alguns setores das classes populares.
Estrutura de Posições
de Classes no Brasil: mapeamento, mudanças e efeitos na
renda,
José Alcides Figueiredo
Santos (Doutor pelo IUPERJ e Prof. do Departamento de Ciências Sociais, da
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
O trabalho apresenta uma
investigação inédita das diferenciações de classe da sociedade brasileira, das
mudanças ocorridas na estrutura social do país nas duas décadas finais do século
XX e dos efeitos das posições de classe na vida das pessoas. Em termos mais
específicos, o estudo promove um mapeamento da disposição estrutural e dos
perfis específicos das posições e segmentos de classe no Brasil de hoje,
empregando uma tipologia derivada originalmente do esquema de classe de Erik
Olin Wright, porém alterada em diversos aspectos em relação ao seu ponto de
partida, e cujas categorias empíricas refletem as possibilidades e limitações da
base de microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). A
abordagem de padronização e decomposição de mudança é aplicada para interpretar
a direção, o alcance e os fatores determinantes das transformações nas posições
e sua configuração estrutural de 1981 a 1996. São analisados os efeitos das
posições de classe, representando distintos mecanismos geradores de renda, sobre
o montante da renda obtida pelas pessoas. O estudo considera o poder explicativo
intrínseco das posições de classe, a importância relativa entre os determinantes
posicionais de classe e os atributos de capital humano, os efeitos de origem de
classe e os efeitos interativos entre a posição de classe e a educação sobre a
renda.
Ascensão e refluxo do MST e da luta pela terra
na década neoliberal
Claudinei Coletti
(Doutorando em Ciências Sociais, Unicamp)
O objetivo
deste trabalho é analisar a trajetória do Movimento dos Trabalhadores Rurais
Sem- Terra (MST) na década de 1990, especialmente na “era FHC”. Quando
observamos mais atentamente o período pós-1995 notamos um crescimento expressivo
das ações do MST durante o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso
(1995-98) e um refluxo do movimento nos anos recentes. Nossa intenção, neste
sentido, será explicar as razões desse crescimento e os fatores responsáveis por
esse refluxo. Nossa hipótese geral é que o avanço do MST no primeiro mandato do
governo FHC foi possível, em primeiro lugar, graças aos efeitos perversos
causados pelo aprofundamento das políticas neoliberais no Brasil – o aumento
expressivo do desemprego (urbano e rural) nos anos 90 e a inviabilidade da
pequena produção agrícola fizeram com que inúmeros desempregados e ex-pequenos
produtores rurais engrossassem as fileiras do MST -, em segundo lugar, pelo
caráter, pelo menos à primeira vista, mais democrático do governo FHC no início do seu primeiro
mandato, fato que abriu caminho para o avanço da luta pela terra naquele
momento. Já o refluxo das ações do MST, a nosso ver, estaria diretamente
relacionado a um conjunto de medidas duramente repressivas adotadas pelo governo
FHC, em seu segundo mandato, contra o movimento.
A
adesão da Força Sindical ao neoliberalismo
Patrícia Vieira
Trópia (Doutoranda em Ciências Sociais, Unicamp e Professora da
Puc-Campinas)
O neoliberalismo tem suscitado reações muito heterogêneas no
sindicalismo brasileiro, variando da política de resistência à política de
adesão. Este artigo analisa a adesão da central de trabalhadores Força
Sindical ao neoliberalismo.
Desde a sua criação, em 1991, esta central tem defendido e apoiado a
implantação das políticas de privatização e de desregulamentação das relações de
trabalho. Apesar do caráter socialmente perverso do neoliberalismo, este apoio
não se restringe apenas às direções dos sindicatos filiados. Os metalúrgicos de
São Paulo, principal base da Força Sindical, também aderiram, ainda que
de forma passiva, ao neoliberalismo. As razões do crescimento da central ao
longo da década e do apoio do operariado metalúrgico de São Paulo ao
antiestatismo são analisadas neste trabalho.
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3)
Tese e
Dissertações
A) Sindicalismo e Democracia
no Brasil: Atualizações – Do Novo Sindicalismo ao Sindicato
Cidadão
No dia 31 de julho de 2002, ocorreu a defesa de
tese de doutorado de nossa autoria, em Sociologia (FFLCH/USP). A tese, com o
título “Sindicalismo e Democracia no Brasil: Atualizações – Do Novo Sindicalismo
ao Sindicato Cidadão”, Compuseram a banca: a Profª Drª Maria Célia Paoli
(USP/orientadora), Prof. Dr. Francisco de Oliveira (USP), Prof. Dr. José Sérgio
Leite Lopes (Museu Nacional e USP), Profª Drª Cibele Risek (USP São Carlos) e
Prof. Dr. José Ricardo Ramalho (UFRJ).
Resumo
O trabalho se propôs a cobrir os últimos 30 anos
da trajetória da experiência sindical que resultou na CUT. No primeiro capítulo
nos detivemos sobre o surgimento e a afirmação do chamado “novo sindicalismo”,
concentrando-nos na experiência dos metalúrgicos do ABC. Esta, que foi
articulada a partir dos conflitos fabris iniciados nos anos mais duros do Regime
Militar e do trabalho político que foi sendo gestado a partir do espaço de
referência sindical, e que ganha evidência com a eclosão das greves de 1978 a
1980, projetando à cena política “novos personagens” e colocando em novas bases
o debate sobre a “redemocratização” do país. Tratamos ao mesmo tempo e em
paralelo do debate acadêmico que então se estabeleceu sobre aqueles
acontecimentos. No segundo capítulo, abordamos o momento no qual as lideranças,
que surgiram naquele ciclo de greves e protestos ao Regime, se lançaram em
intensas articulações intersindicais para configurarem dois grandes blocos: o da
Unidade Sindical e do setor combativo. Este último tendo sido responsável pela
criação da CUT, em 1983. Daí por diante o sindicalismo CUT, uma vez assumindo
cada vez mais explicitamente a referência do socialismo, procurará demarcar um
posicionamento de clara oposição à “transição conservadora”. Eis que, com a
instauração de uma nova institucionalidade expressa nos avanços e limites da
nova Constituição, o sindicalismo CUT, ao mesmo tempo em que se estabelecera
como uma referência de destaque no cenário sindical e político brasileiro e que
se via cada vez imbricado na estrutura sindical oficial e crivado de
controvérsias internas, tende a assumir um posicionamento cada vez mais próximo
de uma perspectiva “contratualista”, ou seja, mais propenso à negociação e mais
afeito às regras institucionais. Evidenciamos, ao final, o quanto, a partir do
final dos anos 80 e até o início dos 90, vários foram os estudos que de um modo
ou de outro e de ângulos diversos debruçaram-se sobre o balanço do sindicalismo
nos anos 80. No terceiro e último capítulo, após situarmos as principais
mudanças que desde o final dos anos 70 vêm repercutindo amplamente no
sindicalismo mundial e indicarmos os principais traços de um novo cenário que se
configurou no país no início dos anos 90, propomos o dilema vivido pelo
sindicalismo CUT na ocasião: entre, de um lado, a dificuldade de superar os
velhos desafios (próprios da formação social do país e da tradição sindical
brasileira) e de se colocar a altura dos novos desafios (trazidos com o início
da implementação das políticas de orientação neoliberal); e, do outro, as novas
oportunidades proporcionadas com a nova institucionalidade, sobretudo quando da
constituição de espaços públicos com alguma abertura à participação sindical,
cujo principal emblema foi a experiência das Câmaras Setoriais. Mas em seguida,
veio, com a “era FHC”, o desmanche: uma fina e bem sucedida operação de
desconstrução da esfera pública e de “seqüestro da fala”, que entre outros
segmentos visou atingir de frente o sindicalismo CUT, como mostrou o episódio da
“greve dos petroleiros”, ocorrido logo no início do governo FHC. O sindicalismo
CUT, no entanto, havia feito a opção da resistência, desde as primeiras medidas
liberalizantes do governo Collor, ao eleger a luta pela defesa do emprego e dos
direitos sociais como prioridade. Ao mesmo tempo, e sob alguma articulação com
tal bandeira, avançava mais e mais na participação em espaços institucionais,
seja no âmbito das esfera nacional, estadual e municipal; diversificava sua
agenda, passando a incluir crescentemente temas sociais, a temática de gênero e
da discriminação racial, questões ecológicas etc; buscava estabelecer, na luta
contra o neoliberalismo, novas alianças, especialmente com outros movimentos
sociais, organizações populares, partidos, ONGs etc; passava a ter uma ação
internacional cada vez mais efetiva; começava a atuar na condição de executora
de políticas públicas e no incentivo e assessoria ao cooperativismo,
orientando-se pela perspectiva da “economia solidária”; se propunha (sob fortes
controvérsias internas) como “sindicato cidadão”. Concluímos o capítulo
sugerindo o quando o jogo está ainda em aberto, quanto às possibilidade de, sob
tal perspectiva, o sindicalismo CUT contribuir para configurar um contraponto ao
desmanche. Finalizamos buscando sobretudo reconstituir as percepções que, ao
longo da trajetória do “novo sindicalismo”/sindicalismo CUT, prevaleceram em
cada um dos principais ciclos vividos por tal experiência, em particular em
relação ao tema da democracia. Identificamos, quanto a isso, pelo menos quatro
momentos principais, em cada um dos quais tendo sido eleita uma idéia-chave que
passou a estruturante do seu discurso (sem que, ao passar de uma a outra,
necessariamente as anteriores deixassem de estar presentes):
autonomia/participação, quando da emergência do “novo sindicalismo”; socialismo,
quando da criação da CUT até o final dos anos 80; contratação coletiva, quando
inaugura-se uma nova institucionalidade no país; cidadania, quando com o
desmanche o emprego e os direitos sociais entram na mira de fogo das políticas
neoliberais. Ao final, para que se possa avaliar melhor as possibilidades do
sindicalismo CUT nos tempos atuais, propusemos que o “sindicato cidadão” venha a
ser tematizado, de modo mais amplo e qualificado, tanto no debate sindical como
no debate acadêmico.
B) Transformando antigas práticas: uma
análise da responsabilidade social no mundo do
trabalho
Autora: Ana Cristina Nobre da Silva.
Orientadora: Paola Cappellin.
Dissertação defendida no
PPGSA/IFCS/UFRJ.
2002
Resumo
Esta dissertação tem como principal objetivo
analisar a responsabilidade social das empresas no mundo do trabalho, tendo como
principal interlocutor o movimento sindical.
Para tanto, foi realizado um
estudo de caso de uma empresa multinacional, do setor químico, que tem como
principal referência de sua responsabilidade social um programa de inserção de
portadores de deficiência nos locais de trabalho.
O acompanhamento da
trajetória de quase trinta anos desse programa no interior da empresa e a
análise realizada com o sindicato dos trabalhadores, nos permitiu compreender as
transformações sofridas nas relações entre capital e trabalho, a realidade dos
trabalhadores portadores de deficiência, assim como, analisar o processo de
construção da responsabilidade social das empresas no
Brasil.
C) Reestruturação Produtiva
e Emprego na Indústria Têxtil Catarinense
Autora: Isabella Jinkings
Esta dissertação
defendida foi na UFSC, Florianópolis, dezembro de 2002
Banca:
Prof. Dr. Fernando Ponte de Sousa
(orientador)
Prof. Dr. Ricardo Antunes – Instituto de Filosofia e Ciências
Humanas –
Unicamp
Prof. Dr. Sílvio Cário – Departamento de Economia –
UFSC
Prof. Dr. Erni Seibel – Coordenador Pós-Graduação em Sociologia
Política
Resumo
A década de 1990 é marcada
por importantes mudanças na política econômica brasileira. A adoção de políticas
de inspiração neoliberal, que implicam em uma indiscriminada abertura do mercado
interno ao capital internacional, ocasiona graves conseqüências à indústria
brasileira, com repercussão no processo produtivo das empresas. Um
conjunto
de inovações tecnológicas, organizacionais e gerenciais é adotado
nos diversos ramos industriais, em resposta ao contexto de liberalização e
desregulamentação da economia. Este estudo centra-se nas singularidades dessas
inovações na indústria têxtil de Santa Catarina – onde se localizam as maiores
empresas do setor – analisa o modo como elas repercutem no mercado de trabalho e
nas condições de existência dos trabalhadores. Para viabilizar a análise, foram
examinados os indicadores financeiros das empresas têxteis de maior porte ao
longo da década e consultados seus documentos institucionais,
além de textos
e publicações acadêmicos e sindicais analisando as variadas dimensões das
mudanças na indústria têxtil. Entrevistamos trabalhadores, dirigentes do
movimento sindical e representantes do empresariado, cujas diferentes
interpretações iluminaram aspectos diversos dessa realidade em transformação.
Buscamos uma articulação analítica
entre o trabalhador têxtil e o trabalho
que realiza e a indústria têxtil catarinense e as políticas econômicas e sociais
dos governos brasileiros nos anos 90. O processo de precarização do emprego e de
intensificação do trabalho resulta das medidas de modernização tecnológica e
flexibilização produtiva adotadas. Enquanto muda o perfil do profissional
têxtil, disseminam-se a terceirização e o trabalho a domicílio, como estratégias
empresariais de redução de custos. Entre programas de qualidade total,
remuneração variável, novas exigências de qualificação e a ameaça constante do
desemprego e do subemprego, muitos trabalhadores sujeitam-se a jornadas
extenuantes e à sobrecarga de tarefas. Nesse quadro, o sindicalismo têxtil
desenvolve ações defensivas, que não conseguem impedir os efeitos da
reestruturação produtiva, lesivos a
tantos
operários.
Palavras-chave: reestruturação produtiva,
indústria têxtil, trabalhadores têxteis.
Enviado por: Isabella
Jinkings
E-mail para contato: jinkings@matrix.com.br
D) Trajetórias individuais e ação sindical no pólo automotivo do Sul
Fluminense
Autor: Sérgio Martins Pereira
Defendida no
PPGSA/IFCS/UFRJ, no dia 07 de fevereiro de 2003.
Resumo
O ponto de partida desta dissertação é a
trajetória de um sindicalista que teve sua ascensão em meio à implantação de um
pólo industrial automotivo no sul do estado do Rio de Janeiro na década de 1990.
Este processo servirá de “pano-de-fundo” para uma avaliação de como o
desenvolvimento da ação sindical e a projeção que teve este sindicalista não
estão exclusivamente relacionados às “modernas” relações de trabalho ou ao
considerável aumento da base de trabalhadores que foram proporcionados pelas
novas fábricas. Enfocando a história de vida deste “personagem” e a disputa que
se estabeleceu entre ele e outros sindicalistas em torno da representação dos
novos operários, o estudo mostra a organização dos trabalhadores do Sul
Fluminense como uma complexa relação entre um “projeto coletivo” e as
finalidades mais imediatas levadas a cabo pelos participantes deste. Num plano
mais teórico, a intenção é inserir-se no debate sobre o engajamento individual
em ações coletivas de modo a problematizar as formas de tratamento que as
ciências sociais têm dado aos estudos biográficos.
Banca
Examinadora convidada:
. Prof. Jose Ricardo Ramalho, Presidente, IFCS/UFRJ;
(Orientador)
. Prof. Jose Sergio Leite Lopes, MN/UFRJ;
. Prof. Luis
Antonio Machado, IFCS/UFRJ.
Suplentes:
. Prof. Marco Aurelio
Santana, UNIRIO;
. Profa. Elina Pessanha, IFCS/UFRJ.
Enviado por:
Sérgio Martins Pereira
E-mail para contato: sempereira@ieg.com.br
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
4) Publicações
A) Autogestão – O que fazer quando as fábricas
fecham?
Livro organizado por Rogério Valle, editado pela
SAGE/COPPE/UFRJ.
Este livro sintetiza cinco anos de pesquisas em
empresas brasileiras sob regime de autogestão, refletindo sobre sua inserção no
mercado, suas tecnologias, as relações sociais e de trabalho e o grau de
mobilização dos trabalhadores.
Enviado por: Rogério Valle
B) Regímenes de
regulación laboral en la globalización
Livro organizado por Ludger Pries e Manfred
Wannoffel, coleção Ensayos de Europa y América Latina, editado pela Bochum
University Press, 2002.
Sumário
Contenido
Prólogo
Primera parte
Experiencias
europeas
1. Introducción
Ludger
Pries
2. Relaciones Industriales en Alemania: Aspectos
históricos y
estructurales
Ludger Pries y Manfred
Wannöffel
3. Las Relaciones Industriales en proceso de
transición
Manfred Wannöffel
4. Las relaciones laborales en
España
Holm-Detlev Köhler y Sergio González Begega
Segunda parte
Experiencias
latinoamericanas
5. Relaciones de trabajo, sindicatos e
integración económica: Brasil
en los años 80 y 90.
Marcia da Silva Costa
y Marco Aurélio Santana
6. Relaciones Industriales en
México
Elizabeth Zamora Ramírez, Fernando Herrera Lima, José Alfonso
Bouzas Ortíz y Saúl Macías Gamboa.
7. Repensando las RI: sus posibilidades y
limitaciones desde
las regulaciones
Héctor Lucena
Las autoras y los
autores
C) Revista de Sociologia e
Política - Chamada de artigos
A Revista de Sociologia e Política está
aceitando, até 28 de fevereiro de 2003, artigos e resenhas para seu número 21, a
ser lançado em novembro de 2003. O número será temático e seu título será
"Cultura política, democracia e capital social". Este número tem como objetivo
fazer uma reflexão sobre os avanços e impasses da compreensão da construção
democrática no Brasil ou na América Latina, tomando como base dessa compreensão
a interação entre a dimensão cultural e o processo de empoderamento dos cidadãos
via constituição de capital social no fortalecimento de democracia. Buscam-se
principalmente trabalhos que estudem o ressurgimento da dimensão da cultura
política no processo de construção e fortalecimento democrático, principalmente
em virtude das limitações da abordagem institucional. É possível ou desejável
estabelecer uma correlação entre capital social e fortalecimento democrático?
Até que ponto a confiança interpessoal e institucional podem afetar as bases de
uma construção eficiente da democracia? É possível construir uma democracia em
condições de pobreza? Quais são os problemas metodológicos na abordagem da
cultura política e de capital social? Pode o conceito de capital social ser
reterritorializado? Quais os grupos que têm avançado na construção social das
comunidades via confiança recíproca? São estes temas que este número prentende
abordar, tanto na sua dimensão qualitativa quanto quantitativa. Os trabalhos
devem ser formatados em Word for Windows e podem ser enviados por e-mail para o
organizador do Dossiê, Prof. Dr. Marcello Baquero (fone-fax (55 51) 3328.8140 -
UFRGS) baquero@orion.ufrgs.br e baquero@vortex.ufrgs.br, , como anexos, ou encaminhadas por correspondência para
os Editores da Revista. O limite máximo para resenhas de livros relativos ao
tema é de 10 laudas e para artigos, 40 laudas. Pede-se observar rigorosamente as
normas para publicação, à disposição no site da Revista (http://www.revistasociologiaepolitica.org.br/). Todos os textos não solicitados pelo Coordenador do
dossiê serão submetidos ao Conselho Editorial da Revista, a quem caberá a
decisão sobre sua publicação.
Enviado por: Brasa List
Ato Político e Cultural de Lançamento do Jornal
Brasil de Fato
A importância da Comunicação na Construção de um Projeto
Popular
18 de fevereiro, 19h00, no Teatro Oficina – Rua Jaceguai, 520
ZÉ
CELSO MARTINEZ, COMPANHIA DO LATÃO, CHICO CÉSAR, ZÉ GERALDO e muito
mais...
Jornal Brasil de Fato
Uma visão popular do Brasil e do
mundo
E) Trabalho informal das
crianças e adolescentes
O IRT - Instituto de Relações do Trabalho e o
ICA - Instituto da Criança e do Adolescente, em parceria com a DRT/MG -
Delegacia Regional do Trabalho - convidam para o lançamento dos produtos -
vídeo, livro e cartilha - da pesquisa "Trabalho informal das crianças e
adolescentes nas Regiões Norte e Vale do Jequitinhonha Mineiro: diagnóstico
sócio-econômico e cultural". Foram entrevistadas 847 crianças e adolescentes de
129 famílias em dezessete cidades.
Dia 25 de fevereiro - 15 horas, na DRT -
MG, Rua Tamoios 596, 10o. andar, Belo Horizonte
- MG
SUMÁRIO
PARTE I
MÚLTIPLAS DIMENSÕES DO TRABALHO INFANTIL
1. O trabalho infantil: realidade, diretrizes e políticas
Jorge
Luiz Teles da Silva
Leonardo Ferreira Neves Júnior
Marcos Maia
Antunes
2. Trabalho infantil no Brasil
Gláuber Maciel Santos
3. O Trabalho infanto-juvenil:
características e malefícios
Elvira Mirian Veloso de Mello Cosendey
4. Panorama do trabalho infanto-juvenil em Minas
Gerais
Christiane Azevedo Barros
5. Aspectos
jurídicos da proibição do trabalho infantil e da proteção ao trabalhador
adolescente
João Antônio Lima Castro
Dayse Starling Lima Castro
6. Setor Informal: abrigo do trabalho infantil
Antonio
Carvalho Neto
Magda de Almeida Neves
Juliana Gonzaga Jayme
PARTE II
O TRABALHO INFANTO-JUVENIL NO VALE DO
JEQUITINHONHA E NORTE DE MINAS
7. Reflexões
Metodológicas de Pesquisa sobre o trabalho infanto-juvenil: limites e desafios
Rita de Cássia Fazzi
Rita de Souza Leal
8. Vale
do Jequitinhonha e Norte de Minas: retrato sócio-populacional
Duval Magalhães Fernandes
9. Perfil das crianças,
adolescentes e famílias entrevistadas
André Mourthé de
Oliveira
10. Pequenos trabalhadores do Vale do
Jequitinhonha e Norte de Minas: expressões culturais sobre o valor do
trabalho
Elizabeth Marques
Rita de Souza Leal
Rita de Cássia
Fazzi
11. As representações das políticas públicas de
erradicação do trabalho infantil no Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas
Maria Elizabeth Marques
Rita de Souza Leal
Rita de Cássia Fazzi
12. A exploração sexual de crianças adolescentes
Márcia Stengel
Maria Ignez Costa Moreira
13. Sexualidade
e saúde reprodutiva de adolescentes do Vale do Jequitinhonha e Norte de
Minas
Taís de Freitas Santos
SOBRE OS AUTORES
IRT - Instituto de Relações
do Trabalho
PUC Minas
Av. Brasil, 2.023 - 8º andar
Funcionários
Belo
Horizonte - MG - Brasil
CEP: 30.140-002
Fone: (31) 3269-3233
Fax: (31)
3269-3239
Home-page: www.pucminas.br/irt
E) O ABC da Resistência:
Quando Certos Personagens Resistem para Permanecer em
Cena
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC publicou, na
forma de livro, a reconstituição do movimento dos trabalhadores da Ford de São
Bernardo contra 2800 demissões, anunciadas em dezembro de 1998. O texto, de
nossa autoria, foi intitulado O ABC da Resistência: Quando Certos Personagens
Resistem para Permanecer em Cena. A narrativa, que cobre o período que vai do
final de 1998 até meados de 2001 (com uma introdução retrospectiva aos anos 80),
foi construída nos utilizando de uma figura fictícia, um trabalhador da Ford e
militante sindical, de modo a procurar trazer mais enfaticamente a dimensão
subjetiva sobre como trabalhadores e militantes vivenciaram aqueles
acontecimentos. O livro pode ser encontrado no Sindicato por 5,00 Reais. Aos
interessados, entrar em contato com Paulo Cayres, do Comitê Sindical de Empresa
da Ford (0xx11 41748224 ou 41748051), ou com a secretária do tesoureiro, Márcia
(número 0xx11 41284200 e pedir ramal).
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
5) Seminários
A) ALAST -
Asociación Latinoamericana de Sociología del Trabajo - NOVOS
PRAZOS
O IV Congresso da ALAST se aproxima (ver informações
a seguir) e se você é
sócio (ou quer se filiar), deseja participar do evento
em Cuba e continuar
recebendo a Revista Estudos do Trabalho, por favor,
preencha a ficha abaixo
e envie com um cheque nominal (em nome de Leda
Maria Gitahy ALAST , conta
Banco do Brasil 001, Agência 1515-6, Conta
Corrente 24.743 - X ) para Leda
Gitahy no seguinte endereço:
Instituto de Geociências - DPCT- Caixa postal
6152 - Cep 13083-970 - Campinas
SP ou para José Ricardo Ramalho - Instituto
de Filosofia e Ciências
Sociais - UFRJ - Largo de S. Francisco 1 - sala
418 - Cep 20051-070 - Rio de
Janeiro - RJ
Nome
Endereço Nº:
Complemento Bairro:
Cidade
CEP:
País
E-mail
Telefones
Fax
Valor da inscrição -
ALAST
( ) Filiação mais 02 números da "Revista
Latinoamericana de Estudos de
Trabalho" - U$S 25 ou R$ 90,00 (Noventa
reais)
( ) Assinatura anual da revista (2
exemplares) - U$S 20 + U$S 8 (envio)
ou R$ 100,00 (cem
reais)
( ) Preço por exemplar - U$S 12 + U$S 4
(envio) ou R$ 60,00 (Sessenta
reais)
TOTAL: R$
________________
Cheque em nome de Leda Maria Gitahy ALAST , conta Banco do
Brasil 001,
Agência 1515-6, Conta Corrente 24.743 - X. Telefones de contato:
(19)
3788-4559 ou (19) 3788 - 4555 (secretária Adriana).
INFORMAÇÕES SOBRE O CONGRESSO
Asociación Latinoamericana de Sociología del
Trabajo
La Asociación Latinoamericana de Sociología del Trabajo (ALAST), con
el
Consejo de Ciencias Sociales y el Centro de Investigaciones Psicológicas
y
Sociológicas del Ministerio de Ciencia, Tecnología y Medio Ambiente, y
la
Central de Trabajadores de Cuba,
CONVOCAN
Al IV Congreso
Latinoamericano de Sociología del Trabajo
"El Trabajo en América Latina en
los comienzos del siglo XXI: perspectivas
de su carácter emancipador y de su
centralidad".
9 al 13 de septiembre del 2003
La Habana, Cuba
Tomando en
cuenta el diverso y complejo panorama económico latinoamericano y
sus
impactos en los procesos y sujetos laborales es necesario profundizar
el
diálogo científico sobre un conjunto de áreas básicas del conocimiento,
con
el propósito no sólo de fortalecer la capacidad interpretativa de
la
Sociología del Trabajo sino de alentar la orientación propositiva
de
nuestros estudios y reflexiones.
El IV Congreso pretende ser un espacio
más de interacción entre disciplinas
y quehaceres afines con la sociología
del trabajo tales como la Psicología,
la Economía, la Historia, la Ingeniería
Industrial, la Medicina, la
Pedagogía, el Derecho y otras ciencias. En tal
sentido se proponen los
siguientes bloques temáticos susceptibles de
ampliarse con las propuestas
que nuestros(as) colegas
formulen:
1- Empleo y mercados de
trabajo.
2- Relaciones de
trabajo.
3- Teoría, epistemología y metodología de
los estudios del trabajo.
4- Modelos productivos.
Tecnología, organización y procesos de trabajo.
5-
Trabajo y sociedad: estructura social y desigualdad, género,
juventud,
migraciones, medio ambiente, etc.
6- Salud,
agricultura y turismo como espacios laborales.
7-
Formación y trabajo.
Presentación de trabajos:
Los resúmenes pueden
enviarse hasta el 31
de marzo del 2003 al Comité
Organizador, remitiéndolas a ALAST
alastcomejec@arnet.com.ar . Su
recepción no implica automáticamente la
aceptación de los trabajos. Las
ponencias deberán enviarse a esa misma
dirección electrónica no más allá del
31 de mayo del 2003, a fin de hacer
posible su inclusión en el CD-R del
evento.
El resumen, una carilla A4,
deberá incluir nombre/s del/los autor/es, título
de la ponencia, afiliación
institucional del/los autor/es, dirección postal,
número telefónico y
dirección de correo electrónico. Hará referencia a los
objetivos,
metodología, resultado del trabajo y fuentes utilizadas en
la
ponencia.
Comité Organizador IV Congreso ALAST
José Luis Martín
Romero (Presidente), Centro de Investigaciones Psicológicas
y Sociológicas
(CIPS)-CITMA; Miguel Limia David, Consejo de Ciencias
Sociales- CITMA; Haydée
Montes Cabrera, Central de Trabajadores de Cuba;
Ester Aguilera Morató,
Asociación Nacional de Economistas y Contadores de
Cuba (ANEC); Odalys
Torrens Álvarez, Instituto de Investigaciones del
Trabajo; Juan Carlos Campos
Carrera, CIPS- CITMA; Euclides Catá Rodríguez,
Universidad de La Habana;
Ofelia Pérez Montero, Universidad de Oriente;
Rafael Alhama Belamaric,
Instituto de Investigaciones del Trabajo.
Al Comité Organizador se sumarán
representantes de Puerto Rico, República
Dominicana y Haití.
Comisión
Científica
José Luis Martín Romero; Raúl Valdés Vivó; José Lázaro Hernández
Gil, Rafael
Alhama Belamaric; Juan Carlos Campos Carrera; Guillermo Ferriol
Molina;
Vivian Ferriol Molina; Marta Núñez; Armando Cuesta e Isidro
Espinosa.
En una próxima comunicación se informará sobre quienes tendrán a su
cargo la
coordinación de cada bloque temático. Como ya es de práctica en
los
congresos de ALAST, las coordinaciones estarán a cargo de dos
calificados
investigadores, uno del país donde se realizará el Congreso, en
este caso
Cuba, y uno de otro país
latinoamericano.
Información adicional y correspondencia:
Dirección del
CIPS: Calle Lombillo, # 904 entre Panorama y Bellavista,
Nuevo
Vedado.
Plaza de la Revolución, Ciudad de la Habana, Cuba.
Sede
del Congreso
Escuela Superior del PCC Ñico López, La Habana
Paquete
Turístico: CUBATUR
A modo indicativo se presentan a continuación los precios
de alojamiento
diario con desayuno incluido, transfer aeropuerto - hotel -
aeropuerto y
traslados a sesiones del congreso:
Precios en
USD,
pax
doble
sencilla
Hotel
CTC
22
30
Hotel
BELLOCARIBE
31
42
Hotel
NEPTUNO
37
50
Hotel
NACIONAL
85
113
Cuotas de inscripción:
Socios ALAST: $ 50.00 usd
No
socios : $ 70.00
usd
Estudiantes: $ 30.00 usd
Todas las
comunicaciones en torno a la realización del evento deberán
dirigirse a la
dirección electrónica presentada.
COMITÉ EJECUTIVO ALAST
Silvio
Feldman
Presidente
Jorge Walter
Vicepresidente
Cynthia
Pok
Secretaria
Martín Moreno
Tesorero
Asociación Latinoamericana de
Sociología del Trabajo
Aráoz 2838 / C1425DGT / Buenos Aires /
Argentina / Tel. (54-11) 48044949/
Fax. (54-11) 4804-5856
/e-mail: alastcomejec@arnet.com.ar / Página web
:
www.alast.orgEnviado por: José Ricardo Ramalho
E-mail para
contato: jramalho@ifcs.ufrj.brB) Asociación de Historiadores
Latinoamericanos y del Caribe (ADHILAC)
ASOCIACIÓN DE HISTORIADORES LATINOAMERICANOS y
DEL CARIBE
(ADHILAC)
La Asociación de Historiadores Latinoamericanos
y del Caribe (ADHILAC) y la Revista “América a Debate” de la Facultad de
Historia de la Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo convocan al IV
Congreso de Historiadores Latinoamericanistas con el tema “América Latina y el
Caribe en la historiografía mundial; procesos históricos, identidades y los
retos de la globalización para el subcontinente”, en torno a cuyo enunciado se
propone una reflexión sobre los problemas actuales de la historiografía
latinoamericana y caribeña a través de los siguientes aspectos
específicos:
-Presencia e importancia de los procesos
latinoamericanos y caribeños en la historiografía universal
contemporánea
-La historiografía de América Latina y el Caribe
en el actual debate historiográfico internacional
-La enseñanza de la historia en América Latina y
el Caribe
-Los retos de la globalización neoliberal:
movimientos migratorios, mentalidades, conciencia histórica e
identidades
-Movimientos sociales, reformas, revoluciones y
contrarrevoluciones en la historia latinoamericana
-América Latina y el Caribe en la historia de la
economía mundial
-Etnicidad, fronteras e identidad en la historia
latinoamericana y caribeña
-La historiografía regional y local en la hora
de la globalización: realizaciones y perspectivas
-El enfoque de género en la historiografía
latinoamericana y caribeña
-Procesos y fenómenos políticos en la historia
del subcontinente: universalidad y particularidades
-La integración y las relaciones interamericanas
en perspectiva histórica; del Congreso Anfictiónico al
ALCA
-Ciudades y urbanización en la historia
latinoamericana
-Cosmopolitismo y autoctonía en la historia del
pensamiento latinoamericano y caribeño
-El Caribe y la independencia haitiana:
reflexiones en torno a un bicentenario
Este congreso internacional tendrá lugar entre
los días 17 y 21 de noviembre de 2003 y su sede principal será la Casa del
Benemérito de las Américas Benito Juárez, situada en la calle Mercaderes esquina
a Obrapía, Habana Vieja, Cuba. El evento esta coauspiciado por las
instituciones y asociaciones que a continuación se relacionan:
Departamento de Historia de la Universidad de La
Habana (Cuba)
Oficina del Historiador de la Ciudad de La Habana
Asociación
por la Unidad de Nuestra América (AUNA)
Universidad del Norte
(Colombia)
Universidad de Buenos Aires (Argentina)
Universidad de Santiago
de Compostela (España)
Universidad de Vigo (España)
Universidad
Veracruzana (México)
Instituto de Estudios Latinoamericanos de la
Universidad Nacional de Costa Rica
Taller de Historia Económica
(Ecuador)-ADHILAC
Universidad Autónoma de Yucatán (México)
Universidad de
Cádiz (España)
El Comité Organizador está integrado por los
Doctores Sergio Guerra Vilaboy, (Universidad de La Habana – ADHILAC), Alejo
Maldonado Gallardo (Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo - ADHILAC),
Carlos Sixirei Paredes (Universidad de Vigo) y Pilar Cagiao (Universidad de
Santiago de Compostela)
Las ponencias deberán ser comunicaciones
concisas que no excedan las 10 cuartillas, pues los participantes sólo contarán
con 15 minutos para su exposición, y deberán ser entregadas en formato
electrónico.
La cuota de inscripción para los ponentes será
de 50 u.s.d. y la de estudiantes y observadores 25 u.s.d.
Para formalizar su inscripción los interesados
deberán enviar los resúmenes de sus trabajos, de uno o dos párrafos de
extensión, antes del 1 de noviembre del 2003, a las siguientes
direcciones:
Dr. Sergio Guerra Vilaboy
Secretario
Ejecutivo de ADHILAC
Casa Fernando Ortiz, L y 27, Vedado, Ciudad de La
Habana, Cuba
Tel (537) 8323200 Fax (537) 8329115, e.mail: adhilac@ffh.uh.cu
Dr. Alejo Maldonado Gallardo
Vicepresidente
ADHILAC y Director de la Revista “América a Debate”
Facultad de Historia,
Universidad Michoacana de San Nicolás de Hidalgo, Morelia, Michoacán,
México.
Tel y Fax (524) 3164177, e.mail: malejo@zeus.ccu.umich.mx
En próximas circulares se brindará más
información.
Enviado por: Francisco
Martinho
E-mail para contato: Martinho@uerj.brC) XI Encontro de Ciências Sociais
do Norte e Nordeste
O XI Encontro de Ciências Sociais do Norte e
Nordeste. O encontro já está organizando sua programação. Foram priorizadas
as propostas que tinham coordenação inter-institucional e que mais se
aproximavam da proposta indicativa retirada na reunião da última ANPOCS.
Quanto às mesas redondas, tínhamos pouco espaço de manobra. Por razões
estruturais e de espaço não podíamos prever além de 6 mesas redondas (02 para
cada dia); como já havíamos decido na reunião citada as primeiras quatro mesas
(as quais foram montadas a partir de indicações das coordenações de Pós-
graduação), tivemos que escolher apenas duas das diversas propostas recebidas
(todas de muito interesse para nossas discussões).
Pedimos aos coordenadores
de GT's que fiquem atentos às datas para envio dos resumos dos trabalhos
selecionados à coordenação do encontro : 05/06/2003. Cabe aos coordenadores
também a publicização das chamadas de seus GT's.
Pedimos-lhes também que
adotem esse email como email oficial do evento: gepec@ufs.brEstaremos, em breve, enviando maiores informações acerca da
organização do evento, mas desde já pedimos a todos que dêem a maior publicidade
a esse documento.
Paulo Neves
Enviado por: Frederico
Romão
E-mail para contato: fredromao@uol.com.br
D) Globalização e Democracia
- Adam Przeworski
O Centro de Pesquisa e Documentação de História
Contemporânea do Brasil,
Cpdoc, da Fundação Getulio Vargas, convida para a
conferência:
"Globalização e
Democracia"
Com o Prof. Adam Przeworski (New York University)
Dia 10 de
março de 2003, às 10:00hs.
Local: Fundação Getulio Vargas,
Praia de Botafogo, 190/3o andar/Auditório 3 - Rio de Janeiro
A
conferência será proferida em inglês, com a alternativa de perguntas
e
intervenções do público em português.
Informações: Tel.:
(21) 2559-5676
Enviado por: Fernando Weltman
E-mail para
contato: WELTMANF@fgv.br¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
6) Recados e Informações Gerais
A) Quem é Quem no Brasilianismo
Americano?
Diretório online apresenta os estudiosos de
temas brasileiros nos EUA. Os interessados em saber quem e que estudos sobre o
Brasil são realizados nas universidades e centros de pesquisa dos EUA dispõem
agora de um diretório online para consulta e referência. O coordenador do
projeto que efetivou o Diretório é o pesquisador Oliver Dinius
(dinius@fas.harvard.edu), que trabalhou para implementá-lo junto ao David
Rockefeller Center for Latin American Studies (DRCLAS), da Universidade de
Harvard.
O endereço do Directory of Scholars in Brazilian
Studies, a partir do qual pesquisas podem ser
efetuadas, é:
Estudiosos já listados no Diretório (até aqui
baseados nos EUA) possuem senha de acesso e podem atualizar seus
dados.
Os primeiros passos para a criação do Directory
of Scholars in Brazilian Studies foram dados pelo Prof. Gilmar Masiero no
segundo semestre de 2000, quando ele era um Visiting Scholar no David
Rockefeller Center for Latin American Studies (DRCLAS) da Universidade de
Harvard. Ele começou a recolher informações acerca dos estudos sobre o Brasil
nas universidades e nos Latin American Studies Centers dos Estados Unidos, ao
mesmo tempo em que a Embaixada do Brasil em Washington implementava iniciativas
visando reforçar esses estudos.
Ele teve a idéia de coletar os dados dispersos
sobre esses estudiosos com base nas listas parciais então existentes (BRASA,
LASA, Embaixada do Brasil etc.), e o David Rockefeller Center for Latin American
Studies concordou em financiar esse projeto e transformá-lo em Diretório online.
Os membros são assim responsáveis pela atualização fornecida a respeito de cada
um.
Pensa-se em elaborar uma versão impressao dos
brasilianistas dos EUA para distribuição entre as universidades brasileiras no
futuro próximo. A intenção, contudo, é que o Diretório online esteja aberto aos
pesquisadores de temas brasileiros de todos os países, em especial do
Brasil.
O Diretório não teria existido sem os esforços
pioneiros do Prof. Gilmar Masiero, que recebeu apoio do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no financiamento de sua
pesquisa junto à Harvard University.
Participou também o Ministro Conselheiro Paulo
Roberto de Almeida, da Embaixada do Brasil em Washington, facilitando o acesso a
listas de pesquisadores, muitos deles listados na obra que ele dirigiu Guide to
the Study of Brazil in the United States, 1945-2000, já publicada no Brasil sob
o título de O Brasil dos Brasilianistas: um guia dos estudos sobre o
Brasil
nos Estados Unidos, 1945-2000 (São Paulo: Editora Paz e Terra, 2002),
com edição americana prevista para ser publicada sob o título Envisioning
Brazil: a Guide to the Study of Brazil in the United States,
1945-2000.
Atuaram na pesquisa e na programação eletrônica,
respectivamente Amy Berliner e Jason Aslakson.
Oliver Dinius
(Project Coordinator)
Cambridge, 12/20/2002
EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO
UFRRJ - ICHS - Departamento de Desenvolvimento,
Agricultura e Sociedade
Número de vagas: 1
Nível: Professor
Adjunto
Área de Conhecimento: Ciências Humanas e Sociais aplicadas ao estudo
das relações entre sociedade, agricultura e mundo rural no Brasil. , Regime de
trabalho: DE
Exigência mínima: Doutorado
Formação exigida: exige-se que o
doutorado tenha sido obtido em programas de Ciências Humanas e Sociais
(Antropologia, Sociologia, Ciência Política, Ciência Sociais, História,
Geografia, Economia e Filosofia)
No dia da instalação da Comissão
Examinadora, os candidatos deverão entregar ao Presidente da mesma:
Um ensaio
no qual o candidato, com base em sua trajetória intelectual e profissional e em
suas preocupações teóricas, problematize o campo temático do concurso (relação
entre sociedade, agricultura e mundo rural) de maneira a justificar sua possível
inserção futura na área de concentração Sociedade e Agricultura do
CPDA/DDAS/ICHS como docente (de pós-graduação e graduação) e pesquisador.
Um
plano de trabalho associado ao campo de conhecimento do concurso composto
de:
b.1. plano de pesquisa a ser desenvolvido na Área de Concentração
Sociedade e Agricultura, do CPDA/DDAS/ICHS.
b.2. projeto de DUAS disciplinas,
cada qual contendo ementa, com programa dividido em dez pontos e bibliografia
mínima/básica. A primeira disciplina deverá tratar da temática Sociedade e
Agricultura no Brasil; A segunda disciplina, orientada para alunos de
pós-graduação do CPDA (mestrado e doutorado) é de livre escolha do candidato,
desde que guarde pertinência/relação com uma ou mais das linhas de pesquisa da
área de conhecimento Sociedade e Agricultura, quais sejam: 1)Mentalidade,
Ideologia e Cultura; 2) Relações Sociais no Campo; 3) Ciência, Meio Ambiente e
Formação; e, 4) Sociedades Agrárias e Política. Esta segunda disciplina deverá
indicar o campo de ensino de pós-graduação que o candidato pretende desenvolver
no CPDA/DDAS.
O concurso constará de prova de título, prova escrita, prova
didática e prova prática.
A prova de título constará do exame detalhado dos
elementos comprobatórios do mérito dos candidatos, segundo especificado no
artigo 11 da Deliberação 41.
A prova escrita será constituída do ensaio
referido no subitem a do item VII, que não deverá ultrapassar 15 páginas
digitalizadas em espaço 1,5, fonte Arial, tamanho 12. A prova didática constará
de uma aula pública, com duração aproximada de cinqüenta minutos sobre um ponto
a ser definido por sorteio dentre os pontos do programa da disciplina Sociedade
e Agricultura no Brasil apresentados pelo candidato A prova prática será
constituída por uma entrevista com a Banca Examinadora que terá como base o
plano de trabalho apresentado pelo candidato.
Conteúdo Programático: Sociedade, agricultura e
mundo rural no Brasil
O rural e o urbano como categorias; relação entre o
campo e a cidade; o lugar do campo nos processos de modernização e de construção
da modernidade; noções de território, paisagem e meio ambiente; o mundo rural e
as transformações sociais; noção de natureza; o local e o global nas novas
ruralidades; a constituição do rural no pensamento social, na literatura e nas
artes; o rural não agrícola; agricultura e sociedade.
Bibliografia: A bibliografia será de obrigação
do candidato devendo constar da prova escrita (item VII ?a?) e dos itens VII
?b.1? e VII ?b.2?)
COMISSÃO ESPECIAL
Propõe-se que seja constituída pelos professores
doutores Ely de Fátima Napoleão de Lima, Maria José Carneiro e Silvana Gonçalves
de Paula, tendo como suplente Roberto José Moreira, todos do
DDAS/UFRRJ.
COMISSÃO DE JULGAMENTO (Banca
examinadora)
Será constituída pelos professores doutores
Francisco Carlos Teixeira da Silva (UFRJ) Gian Mario Giuliani (UFRJ), Hector
Alimonda (UFRRJ), Maria José Carneiro (UFRRJ) e Silvana Gonçalves de Paula
(UFRRJ); tendo como suplentes os professores doutores Marcia Menendes (UFF) e
Eli de Fátima Napoleão de Lima (UFRRJ).
Enviado por: Brasa
List
E-mail para contato: BRASA@LIST.UNM.EDUC) Fórum sobre a redução da jornada de
trabalho - Tempo Livre
Quais os prováveis impactos da redução da
jornada de trabalho sobre a economia nacional, o comportamento do PIB e a
perspectiva de uma nova política econômica? Como uma medida do gênero pode
influenciar o desenvolvimento do Brasil? O desemprego será reduzido ou pelo
contrário tende a aumentar? O que ocorrerá com o mercado interno e a massa
salarial, o custo de produção, a competitividade das empresas, qualidade e
produtividade do trabalho?
Para maiores detalhes sobre essas discussões,
visite o site
Lost Labor: Images of Vanished American Workers
1900-1980 is a selection
of 160 photographs excerpted from a collection of
more than 1100 company
histories, pamphlets, and technical brochures
documenting America's business and corporate
industrial history.
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Enviado
por: Paulo Fontes
E-mail para contato: Pfontes@mandic.com.br
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Este
boletim é um informativo do GT Trabalhadores, Sindicatos e a
Nova
Questão Social
Associação Nacional de Pós-Graduação e
Pesquisa em Ciências Sociais
- ANPOCS -
Coordenadores do
GT:
Marco Aurélio Santana (UNIRIO) (msantana@bridge.com.br )
José Ricardo Ramalho (UFRJ) ( jramalho@ifcs.ufrj.br )
Editor : Marco Aurélio
Santana
Contribuições devem ser remetidas para: Boletimgt@bridge.com.br
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