Boletim Eletrônico
Sindicalismo e Política
N. 38 - Novembro/Dezembro 2002
 
*************************************
Sumário:
 
1) Mensagem do editor
2) Seminário Intermédiário  do  GT 
3) Tese e Dissertações
4) Publicações
5) Seminários
6) Recados e Informações Gerais
 
**************************************

1) Mensagem do Editor 
 
Colegas,

Neste número, merecem atenção especial as informações sobre encontros nacionais e internacionais cuja data limite de envio de propostas é o mês de janeiro. Entre eles está o seminário intermediário de nosso GT.

Aproveito a última edição do ano para agradecer a todos pelas contribuições. Nos últimos três anos, graças à leitura atenta dos colegas, suas sugestões e empenho na divulgação, temos conseguido, via o Sindicalismo e Política, ampliar a troca de informações entre nós.

Desejo-lhes boas festas e tudo de bom no ano de 2003.

Marco Aurelio Santana

 
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
 
 
2) GT  Trabalhadores, sindicatos e a nova questão social
 
Estamos iniciando os preparativos para o  Seminário Intermédiário  do  GT ANPOCS Trabalhadores, sindicatos e a nova questão social, a ser realizado em abril de 2003, na Universidade de São Paulo (USP). Este seminário faz parte do plano de trabalho para o período 2002-2003. 

Os interessados devem enviar propostas de trabalho, em até duas páginas, com espaço 1,5, em fonte Times New Roman, tamanho 12. A proposta deverá conter: título e resumo do trabalho, nome do proponente, titulação, filiação institucional e dados completos para contato (e-mail, tel., endereço, etc.). O resumo deve contar com um parágrafo inicial trazendo uma definição clara dos objetivos do trabalho, cujo conteúdo deve ser detalhado no restante da proposta.

O prazo final de envio das propostas é 31 de janeiro de 2003. Elas devem ser remetidas para o e-mail do GT: Boletimgt@bridge.com.br. Para facilitar o trabalho da comissão de seleção, solicitamos que este seja o meio prioritário de envio das mesmas.

Porém, elas podem ser enviadas também por Sedex, valendo a data de postagem, para:

Marco Aurélio Santana

Rua Viúva Lacerda, 249, Bloco 3, ap. 305.

Humaitá – Rio de Janeiro –RJ

22261-050

No caso de remessa pelo correio, deve-se enviar uma cópia impressa e uma em disquete.

Maiores informações sobre o funcionamento do GT e de sua linha de discussão nos últimos anos podem ser obtidas na página: www.pessoal.bridge.com.br/sindicalismo .

Tudo de bom

Marco Aurélio Santana (UNIRIO)

José Ricardo Ramalho (UFRJ)

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

 
3) Teses e Dissertações
 

A) Mudanças no Uso de Si e Testemunhos de Trabalhadores

Defesa de Tese de Livre-Docência

dia 27/11/2002 as 14 horas 

Faculdade de Educação- UNICAMP

Título:  Mudanças no Uso de Si e Testemunhos de Trabalhadores (Com Estudo Crítico da Sociologia Industrial e da Reestruturação Produtiva)

Maria Inês Rosa ( GETCE-Grupo de Estudo Trabalho,Cultura, Educação- e Professora da Faculdade de Educação – UNICAMP)

Composição da Banca de Defesa

Titulares: Professores Doutores: James Patrick  Maher  (FE-UNICAMP); Letícia Bicalho Canêdo (FE-UNICAMP); Sedi Hirano (Departamento de Sociologia- FFLCH-USP); Sérgio Adorno (Departamento de Sociologia – FFLCH-USP); Yves Schwartz (Departamento de Ergologia- APST- Universidade de Provence- França).

Suplentes: Professores Doutores: Pedro Laudinor Goergen (FE-UNICAMP); Maria Helena Rocha Antuniacci (CERU); Irene de Arruda Ribeiro Cardoso (Departamento de Sociologia- FFLCH-USP).

RESUMO

Consideramos as mudanças no trabalho como mudanças no uso de si e, sob esta perspectiva, colocamos como centro de nossas preocupações a manifestação da presença de um “sujeito” - o SER vivo humano -, na condição de trabalhador, do qual nos aproximamos  através das atividades de trabalho que realiza. No seu fazer,  escancara-se  que o trabalho é uso de si por outros (s) e, no mesmo ato, uso de si por si (Yves Schwartz); como tal, questiona a definição do trabalho como execução - suas normas antecipadoras (conhecimentos/valores) (Maria Inês Rosa), que se exprimem no trabalho prescrito, em seu corpus de conhecimentos vários materializados nos métodos, técnicas, organização e divisão do trabalho. Em suma, questiona esses conhecimentos que se expressam nos modelos de funcionamento geral das atividades humanas de trabalho. Destaque-se que sem esse questionamento pelo trabalhador, que  é o trabalho de renormalizar essas normas e atividade humana inescapável ao SER (atividade ergológica),  a essa presença, nenhum trabalho se efetivaria. É esta presença que faz do trabalhar, de acordo com as normas, já um trabalhar de outro modo, que modelo algum captura em sua atividade de conceituação, inclusive o de poder, bem como  as atividades dos prescritores  do trabalho e das gerências.

A definição do trabalho como execução, pela qual é ele delimitado, circunscrito,  racionalizado, podendo, assim, ser quantificado, contabilizado e reduzido à temporalidade econômica e seus valores mercantis, onde os atos humanos são tidos sob o crivo  estrito de “um método de matematização da experiência” (George Canguilhem), é constitutiva dos modelos explicativos sobre  e do trabalho. Sejam os modelos desenvolvidos por F.W. Taylor e seus seguidores, o  taylorismo, sejam os que se desenvolveram no último terço do século XX até   o presente, eles têm em comum essa definição. Ela se funda em uma visão e representação do homem - do SER vivo humano - que não faz uso da língua, do pensamento, do conhecimento na relação consigo e com outrem no meio, na situação, em que vive e trabalha e, além  desse meio, onde  têm lugar relações sociais de subordinação econômica, política e cultural. Essas visão e representação se desdobraram, ao longo desse século, na visão e representação do trabalhador, operário e operária, como SER que não fazia usos de si por si e, por conseguinte,  de suas faculdades humanas de pensar, de conhecer, de experiência. Elas perduram até hoje, visto aquele solo comum entre os modelos explicativos sobre o  trabalho, ou seja, eles se construíram e se constróem mediante aquela  definição, a do trabalho como execução.

Recorremos aos  testemunhos dos trabalhadores, operários e não-operários, particularmente dos primeiros. Eles expõem o uso de si por  outros(s) e suas mudanças, que vieram se configurando nos últimos trinta anos. Acompanhamos, sobretudo, através dos testemunhos,  mais de vinte anos dessas mudanças, desde meados da década de 70, décadas de 80 e 90 e ano 2000, em uma empresa de grande porte, do ramo metal-mecânico da cidade de São Paulo. Os testemunhos  expõem as mudanças enquanto processo: as normas econômicas, técnicas, humanas, no que tange à esfera do trabalho, são reconfiguradas por outras normas (Norbert Elias/Yves Schwartz), que, em última instância, reconfiguram quer esse uso, quer o uso de si por si nessa esfera.

Os depoimentos dos trabalhadores foram obtidos através de entrevistas com o uso do gravador (Primeiro Encontro: anos de 1992/1993/1994; Segundo Encontro- [Re]encontro: anos de 1999/2000). Eles são considerados testemunhos graças  a palavra (Emmanuel Lévinas). Os testemunhos tematizam, explicam, diagnosticam o que é vivido no  processo de reconfiguração do uso de si, ou seja, as mudanças no uso de si, do homem na condição de trabalhador. O  núcleo reiterado em todos os testemunhos é o do uso de si e suas mudanças. É ele que organiza-os.  Portanto, o testemunho é história individual e  também “história social individual” (Michael Pollak)  desses trabalhadores, porém não somente deles, mas de todos aqueles que vivem esse processo de mudanças  no uso de si, tendo em vista o fim da racionalidade e temporalidade ecônomica capitalista: o do maximum de rendimento e de lucro, com um número restrito de trabalhadores, sejam ou não operários.

A tese  constituiu seis capítulos e a não-conclusão,  sob forma de epílogo.

O primeiro e segundo capítulos constituem o estudo crítico da Sociologia Industrial e da noção reestruturação produtiva, no Brasil, enfatizando a herança sociológica desta última. Fazemo-nos acompanhar de Norbert Elias e P. Bourdieu: do primeiro, de sua concepção de sociedade, de história,  do poder e da crítica ao senso comum; do segundo,  desse último aspecto e o que denomina de trabalho de reinversão. Esses dois últimos aspectos são destacados no  segundo capítulo,  no qual   expomos a análise da noção reestruturação produtiva e o seu solo, a definição do trabalho como execução e a racionalidade e temporalidade econômica capitalista.    

O terceiro capítulo é construído pela própria  pesquisa de campo, o Primeiro Encontro com os trabalhadores. Destacamos a situação de entrevista como situação de trabalho, privilegiando-se  a manifestação da presença de um  “sujeito”  e,  por conseguinte, a palavra  testemunha da história presente . 

No quarto capítulo, repensamos a norma no trabalho mediante sua dupla dimensão: a de média e a de seu tempo criador. Pontuamos a primeira dimensão na concepção de poder (norma) de M. Foucault. Chamamos a atenção para o encontro entre conhecimento e experiência (atividade ergológica: Yves Schwartz) do trabalhador na atividade real de trabalho mediante a relação  e tensão dessas dimensões e, portanto, dessa presença. É esse encontro  que  modifica o trabalho prescrito - seus conhecimentos/valores, fazendo do trabalho o lugar de debates/confrontos de valores.

O quinto capítulo é a exposição do núcleo dos testemunhos que foi dito por todos os trabalhadores, operários e não-operários, particularmente os primeiros, por ocasião de nosso Primeiro Encontro. Ou seja, expomos as mudanças no uso de si e o uso de si por si  e, ao mesmo tempo que empreendemos a  análise, mostramos a análise que  efetua o trabalhador desse núcleo, a qual é a atividade de linguagem e conceitual que realiza nos atos de trabalho, o encontro entre conhecimento e experiência. Ambas atividades de análise convergem no sentido de se constituírem, a primeira pela “palavra escrita”  e a segunda pela palavra, testemunhas da história presente e, nela,   de uma “história social individual”, fincadas na atividade real de trabalho onde se configura um novo modo de trabalho enquanto materialização de mudanças desses usos, ou seja, de uma nova modalidade de uso de si, sua densificação. Através dessas mudanças têm lugar o ensino, a aprendizagem, a formação, ou seja, o trabalho como experiência e a experiência do trabalho. 

No sexto capítulo, como nos anteriores, enfatizamos que a manifestação da presença de um  “sujeito” interdita aos modelos sobre o trabalho, atuais ou não, isto é,  às normas antecedentes ou antecipadores do trabalho prescrito - do modo de trabalho-  antecipar o encontro que essa presença faz entre conhecimento, e não só o dessas normas,  e experiência  nos atos de trabalho. É impossível prescrever ou antecipar o encontro  devido a essa presença, ao “sujeito” que re-trabalha e/ou renormaliza esse modo ou o trabalho prescrito. É essa presença que interdita as ambições modeladoras das atividades de trabalho. Ainda é ela que exprime  ser não-vivível a antecipação (normatização) desse encontro. 

A  não-conclusão  de nosso percurso de investigação das mudanças do uso si, sob forma de epílogo, se faz pelo  nosso [Re]encontro  com os trabalhadores que já tinham sido entrevistados no Primeiro Encontro , ou seja, que não foram dispensados pela empresa. É esse [Re]encontro,  os testemunhos, após previamente analisados, que o organiza. Eles vão sendo apresentados, sob esse trabalho analítico, como   testemunha da “história social individual” e também palavra interior enquanto manifestação da presença de um “sujeito”. O que significa que  esse trabalho poder ser retrabalhado  mas jamais os testemunhos. Destacamos as “trangresssões civis” (renormalizações), os imponderáveis nas atividades e das ações humanas e o “impossível, não-vivível” nos uso/mau uso do SER vivo humano no trabalho. Expomos também reclamos de justiça contra a deslegalização dos direitos do homem no trabalho e a prática sindical que converge com a prática do patronato.  Nesse reclamo, porém há um outro, o da promessa do novo, possíveis horizontes, para além desses usos.

Enviado por: Maria Inês Rosa 
E-mail para contato: mirosa@uol.com.br

 

B) Purgatório: Crise da Cultura e Trajetória Sindical entre os Ferroviários do Rio de Janeiro.

Tese de Doutorado defendida no Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ, em 09 de agosto de 2002.

Autor: Rogério Mendes de Lima

Orientador: Luiz Antônio Machado da Silva (UFRJ)

Banca examinadora:

José Ricardo Ramalho (UFRJ)

Regina Morel (UFRJ)

Marco Aurélio Santana (UNIRIO)

Myrian Sepúlveda dos Santos (UERJ)

Número de páginas: 397

RESUMO

Os ferroviários, uma categoria profissional com mais de 150 anos de existência enfrentam, no Rio de Janeiro, uma crise sem precedentes.  Caracterizada por um processo de fragmentação/esfacelamento da categoria, esta crise tem como um de seus elementos centrais, a decadência do sindicato como um interlocutor relevante dos trabalhadores.  Para investigar e compreender as causas deste problema, esta tese analisa a trajetória dos trabalhadores ferroviários nos últimos vinte anos.  A partir da reconstrução desta trajetória através de documentos e entrevistas com trabalhadores militantes que viveram esta experiência diretamente, e dando ênfase ao movimento sindical, defendo a tese de que a crise sindical ferroviária dos anos 90 representou a última etapa de decadência de uma  cultura profissional peculiar,  iniciada na década de 60 e que cede espaço para o surgimento de uma nova organização do espaço ferroviário.

Enviado por: Rogério Mendes de Lima
E-mail para contato: rogmen@operamail.com e rogmen@uol.com.br

 

C) Fundamentos e perspectivas da teoria do valor-trabalho – De Adam Smith a Karl Marx

Autora: Maria Dolores Prades Vianna 

Doutorado apresentado ao Departamento de História da Universidade de São Paulo - FFLCH, São Paulo, setembro de 2002

Orientador: Prof. Dr. Osvaldo Coggiola

Membros da Banca examinadora:

Prof. Dr. Antonio Carlos Mazzeo

Prof. Dr. Jorge Grespan

Prof. Dr. Arnaldo José Mazzei Nogueira

Prof. Dr. Ariovaldo Umbelino de Oliveira

RESUMO

O objetivo central desta pesquisa consiste na recuperação de alguns elementos que contribuam para a análise e discussão do papel desempenhado pela categoria trabalho no processo de construção da sociabilidade. Considerando a tendência atual de negação sistemática da centralidade do trabalho, optou-se por um caminho de recuperação de certos parâmetros, cuja sistematização e análise podem vir a esclarecer a pertinência de tal categoria não apenas diante dos dilemas contemporâneos, como também diante da necessidade de aprofundar a investigação do homem enquanto ser social no seu sentido mais amplo.

O eixo central em torno do qual se desenvolve este objetivo é o da reconstituição do caminho que possibilitou o desvendamento e a elaboração da teoria do valor-trabalho, dando ênfase aos momentos mais significativos de delineamento e afirmação deste processo. De tal maneira, a ênfase recai sobre as manifestações teóricas mais importantes que historicamente se sobressaíram na defesa da afirmação da categoria trabalho, desde os seus primeiros fundamentos até a sua determinação mais complexa com Marx.

A opção por tal recorte é decorrência direta do que aqui se pretende realizar, isto é, contrapor às teses contemporâneas do “fim do trabalho”, a complexidade da categoria trabalho, pelo seu processo de constituição, de modo a demarcar e demonstrar que a sua negação implica, e carrega consigo, na maioria das vezes, a negação de uma visão de mundo cujo centro reside na afirmação do homem na plenitude de suas potencialidades.

Palavras-chave: Trabalho, Marxismo, Teoria do Valor, Ontologia, História econômica, séculos XVII/XVIII/XIX.

Enviado por: Maria Dolores Prades Vianna
E-mail para contato: dolores.vianna@atica.com.br
 

D) O 'novo' no novo sindicalismo? O (atual) debate sobre organização sindical no sindicalismo-CUT

Dia 04.10.02, às 17 horas, no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPCIS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Sergio Tadeu R. dos Santos defendeu sua dissertação intitulada "O 'novo' no novo sindicalismo? O (atual) debate sobre organização sindical no sindicalismo-CUT".
 
A banca examinadora foi composta pelos professores:
Dr. Carlos Eduardo R.de Mendonça (orientador) - (UERJ)
Drª Myrian Sepúlveda dos Santos (UERJ)
Dr. Marco Aurélio Santana (UNIRIO)
 
RESUMO
 
Este trabalho pesquisa o debate em curso no sindicalismo-CUT sobre alternativas de organização sindical. Elemento importante na formação do ideário do novo sindicalismo, a crítica ao modelo corporativo de estrutura sindical ganhou novos contornos a partir de 1994 (5° CONCUT) quando uma proposta de estrutura sindical (inspirada no sindicalismo europeu) foi apresentado pela tendências majoritária na CUT, a Articulação Sindical. Desde então o debate sobre as diferentes estratégias de ação sindical e tipos de organização sindical vem ocupando o centro do debate no sindicalismo-CUT. As disputas internas têm sido extremamente acirradas o que tem levantado as divergências políticas entre as diferentes tendências que atuam na CUT. Prova disto é o fato que que no 7° CONCUT (2000), chegou-se a um impasse no congresso que, segundo os próprios militantes sindicais, quase levou à divisão da CUT.
Tendo como pano de fundo as profundas mudanças que vem ocorrendo no mundo do trabalho - que em grande medida orientam estas discussões sobre estrutura sindical - o trabalho busca analisar dilemas, impasses e possíveis rumos para o novo sindicalismo.
 
Enviado por: Sergio Tadeu
E-mail para contato: stadeurs@uol.com.br

 

E) SINDICALISMO EM TEMPOS DE CRISE: A experiência na Volkswagen do Brasil

Título: SINDICALISMO EM TEMPOS DE CRISE: A experiência na Volkswagen do Brasil

Autor: Mario dos Santos Barbosa

Dissertação apresentada ao Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas, para a obtenção do título de Mestre em Economia Social e do Trabalho

Banca: Prof. Dr. Jorge Eduardo Levi Mattoso - Orientador - IE/UNICAMP

            Prof. Dr. Marco Antonio de Oliveira – IE/UNICAMP

            Prof. Dr. Luis Paulo Bresciani – Centro Universitário IMES

            (Instituto Municipal de Ensino Superior de São Caetano do Sul)

Data da defesa: 12 de Novembro de 2002

RESUMO

O trabalho analisa a trajetória do “novo sindicalismo” no Brasil, a partir do final dos anos 70, associada à evolução da conjuntura macroeconômica e do mercado de trabalho. O objetivo é analisar o papel da ação sindical na determinação das mudanças no padrão de relações do trabalho e nos rumos da economia do país neste período.

O primeiro capítulo discute os principais fatores que permitiram um salto de qualidade na ação do sindicalismo brasileiro no processo de transição política da sociedade brasileira na década de 80. Num contexto marcado por um quadro de crise da dívida externa com prolongada estagnação econômica e altos índices de inflação, a ação do novo sindicalismo, neste período, possibilitou avanços políticos e organizativos dos trabalhadores, sem precedentes na história brasileira.

Da mesma forma são analisadas as  tentativas de respostas sindicais no quadro de crise e reestruturação produtiva com ausência de crescimento econômico com altos níveis de desemprego registrados na década de 90. O estudo destaca a iniciativa das câmaras setoriais como uma oportunidade histórica para a construção democrática de uma política industrial para o país.

Discute em seguida as conseqüências para a ação sindical, decorrentes do desmonte destes fóruns de negociação a partir de meados dos anos 90, tendo em vista a disposição das empresas em tentar encaminhar, de modo  unilateral, o processo de reestruturação produtiva. Segundo esta pesquisa, o movimento de resistência articulado em defesa do emprego no ABC, teria possibilitado aos trabalhadores, exercer uma importante margem de regulação sobre o processo de reestruturação produtiva nas grandes empresas, apesar do quadro marcado pela ausência de crescimento econômico e aumento do desemprego.

A pesquisa sugere que os acordos de caráter defensivo, realizados no ABC, no contexto da década de 90, tiveram o mérito de constituir um caminho para evitar demissões em massa, ao mesmo tempo em que teriam possibilitado o alargamento do espaço por meio do qual os trabalhadores  puderam ampliar a sua margem de influência no processo de reestruturação das empresas na região.

O segundo capítulo descreve o surgimento das Comissões de Fábrica a partir do início dos anos 80 como  um dos símbolos da nova concepção e prática sindical na categoria metalúrgica do ABC. Analisa o funcionamento destes órgãos de representação, ressaltando a sua condição como agentes de transformação do padrão de relações de trabalho na região, ressaltando a importância desta experiência no processo de definição do novo modelo de organização sindical implementado na categoria metalúrgica do ABC em finais dos anos 90.

O terceiro e quarto capítulos aprofundam a reflexão sobre a trajetória do sindicalismo neste período, tomando como referência o estudo da experiência na Volkswagen. Analisa o papel da organização sindical no processo de superação do autoritarismo nas relações de trabalho nesta empresa e discute os limites e possibilidades da ação sindical no interior do Grupo Volkswagen.

Mostra que, no contexto de crise e reestruturação produtiva na década de 90, a exemplo da experiência sindical, em condições semelhantes, na Volkswagen da Alemanha, o sindicalismo avançou na conquista de bandeiras históricas como a garantia de emprego, a redução da jornada de trabalho e o compromisso com novos investimentos. Segundo a pesquisa, tais conquistas,  asseguradas como contrapartidas, por meio da mobilização e da negociação com a empresa no Brasil, constituem parte de uma trajetória de resistência vitoriosa do sindicalismo no ABC.        

Enviado por: Mario Barbosa
E-mail para contato: mabarb@uol.com.br 

 

F) O Sindicalismo propositivo do ABC: o caso da Mercedes-Benz

Autor: Renan Aráujo
Defesa dia: 27/11/02
Local: Faculdade de Filosofia e Ciências - Unesp/Marília
Banca examinadora: Prof. Dr. Giovanni Antonio Alves Pinto (orientador)
                                      Prof. Dr. Antonio Carlos Mazzeo (Unesp Marília)
                                      Prof. Dr. Marco Aurélio Santana (Unirio)
 
RESUMO
 
A ascensão do governo Collor representou a inserção brasileira aos paradigmas “neoliberais”. Na produção, o caráter sistêmico do processo de reestruturação produtiva constituiu-se como um dos principais traços dessa nova ofensiva do capital. Neste contexto, o sindicalismo cutista e, mais especificamente, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, conheceu uma profunda inflexão no seu padrão de ação sindical. Sintomático é que, nos anos 90, priorizaram-se práticas propositivas, em detrimento do perfil conflitivo da década anterior. Paradigmáticos foram os inúmeros Contratos Coletivos de Trabalho, assinados entre Comissão de Fabrica e a Mercedes Benz-ABC. Procurando apreender as múltiplas determinações desse processo negocial, seu contexto e desenvolvimento, abordaremos o neoliberalismo como a expressão política, econômica e ideológica dominante dos anos 90 que, concomitantemente à emergência do complexo da reestruturação produtiva, conformaram-se como elementos responsáveis pela crise instaurada no sindicalismo metalúrgico do ABC.
 
Palavras-chave: Trabalho; Metalúrgicos do ABC; Sindicalismo Propositivo; Reestruturação Produtiva; Partido dos Trabalhadores.
 
Enviado por: Renan Aráujo 
E-mail para contato: bviana@femanet.com.br

 

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

4) Publicações

A) Crítica Contemporânea

Título do livro: Crítica Contemporânea

Organizadores: Josué Pereira da Silva, Myrian Sepúlveda dos Santos e Iram Jácome Rodrigues

Ed. Annablume, 2002 

Sumário

Parte I - CULTURA

Cap. 1 – Cultura, Globalização e Crítica Social

Myrian Sepúlveda dos Santos

Cap. 2 – Revisitando a Noção de Imperialismo Cultural

Renato Ortiz

Parte II - POLÍTICA

Cap. 3 – Globalização, Reflexividade e Justiça

José Maurício Domingues

Cap. 4 – Globalização e Espaços Públicos: a não-regulação como estratégia de hegemonia global

Leonardo Avritzer

Parte III - RACISMO

Cap. 5 – Formas e Dilemas do Anti-racismo no Brasil

Sergio Costa

Cap. 6 – Para Além das “Relações Raciais”: Por Uma História do Racismo

Celia M. Azevedo

Parte IV - TRABALHO

Cap. 7 – Transformações do Trabalho e Ação Sindical no Final do Século XX

Iram Jácome Rodrigues

Cap. 8 – Crise de Regulação e Possibilidades da Relação Salarial no Capitalismo Contemporâneo

Élson Luciano Silva Pires

Cap. 9 – Novos Espaços de Produção, “Governança” e Relações de Trabalho

Magda de Almeida Neves e Antonio Carvalho Neto

Cap. 10 – Trabalho, Controle e Impedimento no Setor de Serviços

Glauco Arbix e Laerte Sznelwar

 

Enviado por: Annablume
E-mail para contato:
j.antonio@annablume.com.br

 

B) "De eso no se habla: Organización y lucha en el lugar de trabajo" - Cuadernos del TEL

NUEVA PUBLICACION DEL TEL

"De eso no se habla: Organización y lucha en el lugar de trabajo"
 
Cuadernos del TEL, Buenos Aires, 2002.
 
Ponemos a disposición de activistas sindicales e interesados en la temática laboral una nueva publicación.
El mismo reúne dos trabajos y dos documentos. El primero de los trabajos, elaborado por Viviana Cifarelli y Oscar A. Martínez, contiene un recorrido conceptual por las principales respuestas desarrolladas por el movimiento obrero a la ofensiva del capital, sobre la base de la información y experiencias discutidas junto a numerosos trabajadores en distintas instancias de capacitación.

El segundo trabajo, escrito por Guillermo Pérez Crespo, hace especial hincapié en las herramientas legales a las que pueden recurrir delegados y activistas en el accionar gremial cotidiano.

Los documentos incluidos son una declaración del Sindicato Canadiense del Automóvil (CAW) sobre los llamados "programas participativos" y la producción ajustada; y un análisis de este sindicato junto al Sindicato de Comunicaciones, Energía y Papel de Canadá (CEP), sobre las respuestas posibles ante estos programas. Ambos documentos resumen en buena medida nuestra opinión sobre estos temas, con el valor de ser presentada por quienes han llegado a esas conclusiones a partir de la reflexión sobre su propia experiencia.

De la situación de los trabajadores ocupados y el conflicto en los lugares de trabajo se habla poco y nada. En los últimos años el tema ha ido perdiendo presencia en los medios y en los debates. No aparece entre "los problemas que más preocupan a los argentinos" de las encuestas. Los políticos ya ni siquiera prometen mejorar las condiciones y remuneración del trabajo, como si tener trabajo ya fuera "privilegio" suficiente. Hasta los dirigentes sindicales han relegado este tema muy abajo en sus agendas. Los únicos conflictos que merecen alguna atención son los que estallan en defensa de la fuente de trabajo, que mas que enfrentar a patronales que atacan, resisten a patronales que huyen.

¿Será cierto que el único problema de los trabajadores es conseguir empleo o no perderlo?. ¿Será que los que tienen empleo están conformes y no tienen problemas con sus patrones o sus jefes?.

Y sin embargo hay problemas. Podrá no hablarse de eso ni ser noticia, pero el malestar esta ahí. Y si hay malestar y hay problemas, hay conflicto.

Empujados por la crisis o usándola como pretexto, muchas empresas están intentando arrancar nuevas concesiones de sus empleados: rebajas de salarios, prolongación de la jornada, flexibilización, no pago de aguinaldo, reducción de licencias y vacaciones, polivalencia, entre otras cosas. Por todas partes hay aprietes, sanciones, atrasos en los pagos, suspensiones, despidos, ataques a los delegados, abusos, accidentes evitables, enfermedades mal tratadas, presiones por mayor producción, etc. etc.

La desocupación y los problemas en el trabajo son, en realidad, las dos caras de una misma moneda. Lo que se pierde en el ámbito de la producción aumenta el desempleo y cuando ello ocurre se agrava la situación de los ocupados. La única forma de romper con ese círculo vicioso es resistir tanto afuera como adentro, desocupados y ocupados, por sus derechos, sus reivindicaciones y sus conquistas históricas.

El lugar de trabajo sigue siendo la primera línea de choque y la última de resistencia. Allí nace la necesidad de luchar y se moldea en buena parte la identidad de clase. En ese conflicto, a veces larvado y otras abierto, que se libra todos los días en los lugares de trabajo, se templa y reconstruye el poder de los trabajadores.

Por eso este libro. Para hablar de estas cosas. Para pensar, debatir y rescatar experiencias. Para organizarse mejor en los lugares de trabajo para resistir y ganar.

Agradecemos desde ya a colaboradores y amigos por la difusión de este libro.

Se adjunta también un archivo con la presentación del TEL

TALLER DE ESTUDIOS LABORALES

Setiembre de 2002

 
Enviado por: Oscar Martinez
E-mail para contato: telmart@netizen.com.ar

 

C) EMPRESA, EMPRESÁRIOS E GLOBALIZAÇÃO

De Ana Maria Kirschner, Eduardo R. Gomes e Paola Cappellin (orgs.)

R$ 32,00; ISBN 85 7316 298-8; 292 págs.

Lançado dia 04 de dezembro (quarta-feira), às 20h na Livraria do Museu - Rua do Catete, 153 (em frente a estação Catete do metrô)

Com textos de: Carlos Alba Vega, Cecilia Montero, Eli Diniz, Jaime Marques-Pereira e Bruno Théret, Paulo Roberto Neves Costa, Sérgio Birchal, Armando Dalla Costa, Ana Maria Kirschner, Zuleica Lopes Cavalcanti de Oliveira, Livia Barbosa, Christian Azaïz, Paola Cappellin, Gian Mario Giuliani, Elina Pessanha e Regina Morel, Zairo B. Cheibub e Richard M. Locke.

As relações entre empresas, empresários e sociedade vêm, nos últimos anos, despertando o interesse dos estudiosos de ciências sociais. O mundo globalizado necessita discutir esses novos relacionamentos, que passam a ser entendidos como um locus de construção social, ou seja, a organização econômica não pode mais excluir suas inevitáveis interferências sociais.
A partir de um workshop realizado na Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense, pesquisadores de diferentes regiões do Brasil se comprometeram a discutir o tema.
Do encontro multidisciplinar nasceu o livro Empresa, empresários e globalização que aprofunda os conhecimentos sobre as unidades empresariais e seus agentes, sem deixar de contemplar o panorama internacional:

-Empresas e empresarios apos a reforma;

- Globalizaçào e mudanças internas e externas às empresas;

- Responsabilidade social das empresas: desafios e perspectivas.

Relume Dumará Editora
Travessa Juraci, 37 - Penha Circular
21020-220 Rio de Janeiro RJ Brasil
Tel.: 55 21 2564-6869 / Fax: 55 21 2590-0135
relume@relumedumara.com.br

Enviado por: Paola Cappellin
E-mail para contato: cappellin@uol.com.br

 

D) A Química da Cidadania

O Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo tem o prazer de informar o lançamento do livro A Química da Cidadania. Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo: 20 anos de lutas, democracia e conquistas, realizado na sede do Sindicato - Rua Tamandaré 348 – Liberdade (metrô São Joaquim) – 10 horas da manhã do dia 15 de dezembro. Após o ato houve uma confraternização entre os participantes.

Em 2002, o Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo celebrou o vigésimo aniversário da vitória da chapa de oposição pró-CUT. Com a nova direção, o Sindicato dos Químicos tornou-se uma referência fundamental  no apoio e aliança com os movimentos populares da cidade e com o sindicalismo em todo o país. Nos últimos 20 anos, o Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo não apenas garantiu e ampliou direitos e conquistas para sua categoria como também foi peça fundamental na luta pela democracia e pela justiça social na sociedade brasileira.

Organizado pelo historiador Paulo Fontes e com prefácio do Senador eleito Aloízio Mercadante, que foi assessor do sindicato nos anos 80, A Química da Cidadania  foi publicada em co-edição com a editora Boitempo, selo Viramundo, e reúne depoimentos de cerca de 40 dirigentes e militantes, além de artigos de  especialistas como Amilton Moretto, Dernal Santos, Elaine Coelho, Leonardo Mello e Silva e Rodolfo Vilela que contam e analisam vários dos principais temas da rica história da categoria química e plástica em São Paulo nos últimos 20 anos.

A Química da Cidadania é parte de uma série de iniciativas da diretoria do Sindicato para comemorar os 20 anos da vitória da Oposição. O livro procura apresentar um balanço crítico dessa trajetória, buscando, através da própria história do Sindicato, municiar as novas gerações de trabalhadores e dirigentes com informações e análises que auxiliem a enfrentar os desafios do presente e do futuro. Dessa forma, longe de ser apenas uma “celebração”, este livro não se furtou a aprofundar a reflexão crítica e plural sobre os principais momentos e episódios da história do Sindicato. Acreditamos que será uma obra de grande interesse e importância não apenas para os interessados na história do sindicalismo brasileiro, mas para todos  aqueles que, nos movimentos sociais, universidades, partidos políticos e governos têm colaborado para a construção da democracia e ampliação da cidadania em nosso país.

 “A história dos químicos e plásticos de São Paulo e região, ao longo dessas duas décadas, se funde e se confunde com a história da CUT. Em todos os grande momentos da história recente do nosso Brasil, tenho notado a presença dessa categoria, com sua atuação firme e conseqüente em defesa da democracia e rumo à conquista da cidadania para todos os brasileiros.” Luiz Inácio Lula da Silva – Presidente da República do Brasil. 

Enviado por: Paulo Fontes
E-mail para contato: pfontes@mandic.com.br

 

E) Caderno CRH 

Universidade Federal da Bahia – UFBA
Centro de Recursos Humanos – CRH

LANÇAMENTO

O Centro de Recursos Humanos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas/UFBa e a Editora da Universidade Federal da Bahia convidam para o lançamento dos dois números do Caderno CRH.

n. 36 RAÇA e DEMOCRACIA nas AMÉRICAS

(Org. Luiza Bairros – Pesquisadora Associada ao CRH e Consultora das Nações Unidas)

n. 37 – TRABALHO, FLEXIBILIDADE e PRECARIZAÇÃO

(Org. Profa. Graça Druck – Pesquisadora do CRH)

Dia: 17 de dezembro de 2002, terça-feira

Horário: 18:30h

Local: Centro de Recursos Humanos – Rua Caetano Moura, 99 – 1º sub-solo – Federação – Salvador – BA

Tel.: (71) 245-7636/5363

revcrh@ufba.br

Sumário

DOSSIÊ: TRABALHO, FLEXIBILIDADE E PRECARIZAÇÃO

Coordenação: Graça Druck

* FLEXIBILIZAÇÃO E PRECARIZAÇÃO: formas contemporâneas

de dominação do trabalho – INTRODUÇÃO

Graça Druck

* As Novas Formas de Acumulação de Capital e as Formas Contemporâneas do Estranhamento (Alienação)

Ricardo Antunes

* Trabalho, Exclusão e Precarização socioeconômica

o debate das ciências sociais na França

Helena Hirata, Edmond Préteceille

* Da Informalidade à Empregabilidade

(Reorganizando a dominação no mundo do trabalho)

Luiz Antônio Machado da Silva

* Terceirização: balanço de uma década

Ângela Borges, Graça Druck

Karoshi: o trabalho entre a vida e a morte

Tânia Franco

* Trabalho Flexível e o novo INFORMAL

Jacob Lima, Maria José Soares

ARTIGOS

* Gênero e Mercado de Trabalho na Grande salvador –

um breve comparativo entre as décadas de 80 e 90

Laumar N. de Souza, Mário Marcos Rodarte, Luiz Filgueiras

* Bancário: um emprego de múltiplos riscos

Graça Druck, Luis Flávio Godinho, Selma de Jesus,

Luiz Paulo Oliveira, Theo Barreto, Bartira Barreto

* Família, Mercado de Trabalho e estratégias no meio urbano

Iracema Brandão GUIMARÃES

COMUNICAÇÕES

* Revolução no Trabalho?: O caso do "repensar"

Denise Lemos

* Centralidade do Trabalho ou CENTRALIDADE

da Subjetividade Operária?

Misael de Souza Santos

* "Trabalho Informal": um paralelo entre os trabalhadores de

rua da cidade de Salvador no século XIX e no século XXI

Bruno Durães

resenhas

* "O Avesso da Maldição do Gênesis: a saga de quem não

tem trabalho" – João Bosco Feitosa dos Santos

Misael de Souza Santos

PONTOS DE VISTA

* Deve o Brasil se retirar das negociações da ALCA?

Samuel Pinheiro Guimarães

INFORMES CIENTÍFICOS

II SEMINÁRIO ESTUDANTIL DE PESQUISA DO CRH

ABSTRACTS  

publicações do CRH

Enviado por: Caderno CRH
E-mail para contato: revcrh@ufba.br

 

F) La Política en discusión

Horacio Fazio (Coordinador)

Editó: FLACSO / Manantial

Confrontación de argumentos en una reflexión profunda sobre la crisis argentina.

Indice
Prólogo - Metodología del seminario - Expositores
I. La Alianza: entre la nueva y la vieja política (Carlos "Cacho" Alvarez).
II. El fracaso de la Alianza (Carlos "Chacho" Alvarez).
III. El marco democrático y sus posibilidades (Carlos "Chacho" Alvarez).
IV. Ciudadanía y política (Isidoro Cheresky).
V. La crisis política argentina en el marco de la globalización (Juan Carlos Portantiero).
VI. La reforma política en Argentina: antecedentes y perspectivas (Marcelo Escobar).
VII. Política y sociedad frente al nuevo escenario mundial (Alcira Argumedo).
VIII. Perspectivas futuras del sistema partidario argentino (Torcuato Di Tella).
IX. En torno al rol del Estado (Atilio Borón).
X. Mesa redonda de Economía: Alcances estructurales y límites políticos del modelo económico (Mario Damill, Rubén Lo Vuolo, Federico Sturzenegger y Abel Viglione).
XI. Mesa redonda de Opinión Pública: La opinión pública entre la ética y la economía (Gerardo Adrogué, Rosendo Fraga, Luis Alberto Quevedo y Enrique Zuleta Puceiro).
XII. Mesa redonda de Política: ¿Vieja y nueva política? (Juan Carlos Del Bello, Pedro Del Piero y Jesús Rodríguez).
XIII. ¿Cambio político desde la política? (Luis Moreno Ocampo).
XIV. La desesperanza como creación política (José Pablo Feinmann).
XV. Comentarios y perspectivas (Carlos "Chacho" Alvarez).
XVI. Hacia un proyecto consensuado (Carlos "Chacho" Alvarez).

Enviado por: FLACSO
E-mail para contato: valis@data54.com

 

G) Hypomnemata  31

Publicação eletrônica mensal do NU-SOL / Núcleo de Sociabilidade Libertária do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP, no. 31, setembro de 2002.
 
 

Enviado por: Alexandre Samis
E-mail para contato: asamis@uol.com.br

 

H) Lançamentos de livros e revistas libertários

 
* "Oreste Ristori: Uma Aventura Anarquista", de Carlo Romani, "Clevelândia, Anarquismo, Sindicalismo e Repressão Política no Brasil" de Alexandre Samis e "Autogestão e Anarquismo", de Frank Mintz.
 
Esses foram os livros que as editoras Imaginário, Achiamé e Annablume lançaram no dia 10 de outubro, as 19:30 horas, no bar Fidalga 33, à rua Fidalga, 32, Vila Madalena, em São Paulo, com a presença dos três autores.
 
 
* Já está circulando também a revista Ação Libertária, uma publicação do Instituto de Estudos Libertários (I.E.L.). Neste primeiro número, com 24 páginas, em edição caprichada, recheada de ilustrações de George Grozs do início do século e imagens da Revolução Espanhola.

Para adquirir uma cópia basta depositar 4 reais, em nome de Plínio A. A. Coelho, na conta Banco do Brasil Ag. 3560-2 c/c 8.326-7. Enviar cópia do depósito para Editora Imaginário, Av. Pompéia, 2549, Vila Pompéia, São Paulo-SP, 05023-001, e-mail: ed.imaginario@uol.com.br ou Moésio Rebouças, e-mail: m_reboucas@yahoo.com

Enviado por: Alexandre Samis
E-mail para contato: asamis@uol.com.br
 
 
 
I) Workplace: A Journal for Academic Labor - Issue 5.1
 
Issue 5.1 of *Workplace: A Journal for Academic Labor* is now available
online at
http://www.workplace-gsc.com
Sections include "Technology, Democracy, and Academic Labor" (edited by
Laura Bartlett and Marc Bousquet in collaboration with Richard Ohmann
and *Radical Teacher*), "Organizing the Family" (edited by Noreen
O'Connor), and "Activist Front" (with features by Bill Vaughn and
Nick Tingle).  One of our most expansive issues yet, *Workplace* 5.1
contains articles and interviews by committed teachers and labor
scholars across the country, and includes such titles as:
"The Information University" by Laura Bartlett
"The 'Informal Economy' of the Information University" by Marc Bousquet
"Educational Technology and Restructuring Academic Labor" by Larry
Hanley
"The Rhetoric of Commercial Online Education" by Chris Werry
"Corporate Fantasy and the 'Brave New World of Digital Education'" by
Michelle Rodino
"'If You're Not Mark Mullen, Click Here': Web-Based Course-Ware and the
Pedagogy of Suspicion" by Mark Mullen
"An Interview with Cary Nelson: An Intellectual of the Movement" with
Marc Bousquet
"'Il Miglior Fabbro'" by Alan Wald
"Student Interns as Flex Workers" by Rod Ryon
"Hegemony and 'Accountability' in Schools and Universities" by Sandra
Mathison and E. Wayne Ross
"The Corporate War against Higher Education" by Henry Giroux
"Working to Meet the Needs of Graduate Student Families: The Case of the
University of North Carolina at Chapel Hill" by Brian Kennedy
"Negotiating for the Family: Unions and the Graduate Student Workplace"
by Andrew Gross
"Labor Issues, Academia, and the Workplace: An Interview with Kitty
Krupat" by Kathleen Iudicello
"Notes on Academic Labor, Women, and Value" by Rachel Reidner
"Etiologies of Activism" by Bill Vaughn
*Workplace* also contains "Breaking News" (edited and maintained by
Katherine Wills), Book Reviews (edited by Bill Vaughn), and a collection
of "Laborlinks" that connect to multiple union websites while
interlinking some of the most important discussions of academic labor on
the web.
The *Workplace* Collective would like to thank Richard Ohmann and
*Radical Teacher* for their assistance with this issue.
In solidarity,
Christopher Carter
*Workplace* Editor and Web Designer
 
 
Enviado por: Paulo Fontes
E-mail para contato: pfontes@mandic.com.br
 
 
J) Revista Pegada
 
Lançado novo número da Revista Pegada, do Grupo de Pesquisa, "Centro de Estudos de
Geografia do Trabalho" (CEGeT). As duas versões impressa e eletrônica, já estão disponíveis
no site: www. prudente.unesp.br/ceget.
 
Enviado por:  Antonio Thomas Junior
E-mail para contato: thomazjr@prudente.unesp.br
 
 
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

5) Seminários
 
A) ALAST - Asociación Latinoamericana de Sociología del Trabajo
 
O IV Congresso da ALAST se aproxima (ver informações a seguir) e se você é sócio (ou quer se filiar), deseja participar do evento em Cuba e continuar recebendo a Revista Estudos do Trabalho, por favor, preencha a ficha abaixo e envie com um cheque  nominal (em nome de Leda Maria Gitahy ALAST , conta Banco do Brasil 001, Agência 1515-6, Conta Corrente 24.743 – X )  para Leda Gitahy  no seguinte endereço: Instituto de Geociências - DPCT– Caixa postal 6152 – Cep 13083-970 – Campinas SP  ou para José Ricardo Ramalho – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais – UFRJ – Largo de S. Francisco 1 – sala 418 – Cep 20051-070 – Rio de Janeiro - RJ
 

Nome

 

Endereço

 

Nº:

Complemento

 

Bairro:

Cidade

 

CEP:

País

 

E-mail

 

Telefones

 

Fax

 

 

Valor da inscrição – ALAST

(    )   Filiação mais 02 números da “Revista Latinoamericana de Estudos de Trabalho” – U$S 25 ou R$ 90,00 (Noventa reais)

(    )   Assinatura anual da revista (2 exemplares) – U$S 20 + U$S 8 (envio) ou R$ 100,00 (cem reais)

(    )   Preço por exemplar – U$S 12 + U$S 4 (envio) ou R$ 60,00 (Sessenta reais)

 TOTAL: R$ ________________

Cheque em nome de Leda Maria Gitahy ALAST , conta Banco do Brasil 001, Agência 1515-6, Conta Corrente 24.743 – X. Telefones de contato: (19) 3788-4559 ou (19) 3788 – 4555 (secretária Adriana).

  INFORMAÇÕES SOBRE O CONGRESSO

Asociación Latinoamericana de Sociología del Trabajo

La Asociación Latinoamericana de Sociología del Trabajo (ALAST), con el Consejo de Ciencias Sociales y el Centro de Investigaciones Psicológicas y Sociológicas del Ministerio de Ciencia, Tecnología y Medio Ambiente, y la Central de Trabajadores de Cuba,

CONVOCAN

Al IV Congreso Latinoamericano de Sociología del Trabajo

"El Trabajo en América Latina en los comienzos del siglo XXI: perspectivas de su carácter emancipador y de su centralidad".

9 al 13 de septiembre del 2003

La Habana, Cuba

Tomando en cuenta el diverso y complejo panorama económico latinoamericano y sus impactos en los procesos y sujetos laborales es necesario profundizar el diálogo científico sobre un conjunto de áreas básicas del conocimiento, con el propósito no sólo de fortalecer la capacidad interpretativa de la Sociología del Trabajo sino de alentar la orientación propositiva de nuestros estudios y reflexiones.

El IV Congreso pretende ser un espacio más de interacción entre disciplinas y quehaceres afines con la sociología del trabajo tales como la Psicología, la Economía, la Historia, la Ingeniería Industrial, la Medicina, la Pedagogía, el Derecho y otras ciencias. En tal sentido se proponen los siguientes bloques temáticos susceptibles de ampliarse con las propuestas que nuestros(as) colegas formulen:

1-     Empleo y mercados de trabajo.

2-     Relaciones de trabajo.

3-     Teoría, epistemología y metodología de los estudios del trabajo.

4-     Modelos productivos. Tecnología, organización y procesos de trabajo. 

5-     Trabajo y sociedad: estructura social y desigualdad, género, juventud, migraciones, medio ambiente, etc.

6-     Salud, agricultura y turismo como espacios laborales.

7-     Formación y trabajo.

Presentación de trabajos:

Los resúmenes pueden enviarse hasta el 31 de enero del 2003 al Comité Organizador, remitiéndolas a ALAST  alastcomejec@arnet.com.ar  . Su recepción no implica automáticamente la aceptación de los trabajos. Las ponencias deberán enviarse a esa misma dirección electrónica no más allá del 31 de mayo del 2003, a fin de hacer posible su inclusión en el CD-R del evento.

El resumen, una carilla A4, deberá incluir nombre/s del/los autor/es, título de la ponencia, afiliación institucional del/los autor/es, dirección postal, número telefónico y dirección de correo electrónico. Hará referencia a los objetivos, metodología, resultado del trabajo  y fuentes utilizadas en la ponencia.

Comité Organizador IV Congreso ALAST

José Luis Martín Romero (Presidente), Centro de Investigaciones Psicológicas y Sociológicas (CIPS)-CITMA; Miguel Limia David, Consejo de Ciencias Sociales- CITMA; Haydée Montes Cabrera, Central de Trabajadores de Cuba; Ester Aguilera Morató, Asociación Nacional de Economistas y Contadores de Cuba (ANEC); Odalys Torrens Álvarez, Instituto de Investigaciones del Trabajo; Juan Carlos Campos Carrera, CIPS- CITMA; Euclides Catá Rodríguez, Universidad de La Habana; Ofelia Pérez Montero, Universidad de Oriente; Rafael Alhama Belamaric, Instituto de Investigaciones del Trabajo.

Al Comité Organizador se sumarán representantes de Puerto Rico, República Dominicana y Haití.

Comisión Científica

José Luis Martín Romero; Raúl Valdés Vivó; José Lázaro Hernández Gil, Rafael Alhama Belamaric; Juan Carlos Campos Carrera; Guillermo Ferriol Molina; Vivian Ferriol Molina; Marta Núñez; Armando Cuesta e Isidro Espinosa.

En una próxima comunicación se informará sobre quienes tendrán a su cargo la coordinación de cada bloque temático. Como ya es de práctica en los congresos de ALAST, las coordinaciones estarán a cargo de dos calificados investigadores, uno del país donde se realizará el Congreso, en este caso Cuba,   y uno de otro país latinoamericano.

Información adicional y correspondencia:

Dirección del CIPS: Calle Lombillo, # 904 entre Panorama y Bellavista, Nuevo Vedado.

Plaza de la Revolución, Ciudad de la Habana, Cuba.

Sede del Congreso

Escuela Superior del PCC Ñico López, La Habana

Paquete Turístico: CUBATUR

A modo indicativo se presentan a continuación los precios de alojamiento diario con desayuno incluido, transfer aeropuerto - hotel – aeropuerto y traslados a sesiones del congreso:

Precios en USD,                               pax                   doble                      sencilla

Hotel                    CTC                                                  22                            30

Hotel                    BELLOCARIBE                                 31                           42

Hotel                    NEPTUNO    &nb