Neste número, merecem atenção especial as informações sobre encontros nacionais e internacionais cuja data limite de envio de propostas é o mês de janeiro. Entre eles está o seminário intermediário de nosso GT.
Aproveito a última edição do ano para agradecer a todos pelas contribuições. Nos últimos três anos, graças à leitura atenta dos colegas, suas sugestões e empenho na divulgação, temos conseguido, via o Sindicalismo e Política, ampliar a troca de informações entre nós.
Desejo-lhes boas festas e tudo de bom no ano de 2003.
Marco Aurelio Santana
Os interessados devem enviar propostas de trabalho, em até duas páginas, com espaço 1,5, em fonte Times New Roman, tamanho 12. A proposta deverá conter: título e resumo do trabalho, nome do proponente, titulação, filiação institucional e dados completos para contato (e-mail, tel., endereço, etc.). O resumo deve contar com um parágrafo inicial trazendo uma definição clara dos objetivos do trabalho, cujo conteúdo deve ser detalhado no restante da proposta.
O prazo final de envio das propostas é 31 de janeiro de 2003. Elas devem ser remetidas para o e-mail do GT: Boletimgt@bridge.com.br. Para facilitar o trabalho da comissão de seleção, solicitamos que este seja o meio prioritário de envio das mesmas.
Porém, elas podem ser enviadas também por Sedex, valendo a data de postagem, para:
Marco Aurélio Santana
Rua Viúva Lacerda, 249, Bloco 3, ap. 305.
Humaitá – Rio de Janeiro –RJ
22261-050
No caso de remessa pelo correio, deve-se enviar uma cópia impressa e uma em disquete.
Maiores informações sobre o funcionamento do GT e de sua linha de discussão nos últimos anos podem ser obtidas na página: www.pessoal.bridge.com.br/sindicalismo .
Tudo de bom
Marco Aurélio Santana (UNIRIO)
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A) Mudanças no Uso de Si e Testemunhos de Trabalhadores
Defesa de Tese de Livre-Docência
dia 27/11/2002 as 14 horas
Faculdade de Educação-
UNICAMP
Título: Mudanças no Uso de Si e
Testemunhos de Trabalhadores (Com Estudo Crítico da Sociologia Industrial e da
Reestruturação Produtiva)
Maria Inês Rosa (
GETCE-Grupo de Estudo Trabalho,Cultura, Educação- e Professora da Faculdade de
Educação – UNICAMP)
Composição da Banca de
Defesa
Titulares: Professores Doutores: James Patrick Maher (FE-UNICAMP); Letícia Bicalho Canêdo
(FE-UNICAMP); Sedi Hirano (Departamento de Sociologia- FFLCH-USP); Sérgio Adorno
(Departamento de Sociologia – FFLCH-USP); Yves Schwartz (Departamento de
Ergologia- APST- Universidade de Provence-
França).
Suplentes: Professores Doutores: Pedro Laudinor Goergen
(FE-UNICAMP); Maria Helena Rocha Antuniacci (CERU); Irene de Arruda Ribeiro
Cardoso (Departamento de Sociologia-
FFLCH-USP).
Consideramos as mudanças no
trabalho como mudanças no uso de si e, sob esta perspectiva, colocamos como
centro de nossas preocupações a manifestação da presença de um “sujeito”
- o SER vivo humano -, na condição de trabalhador, do
qual nos aproximamos através das
atividades de trabalho que realiza. No seu fazer, escancara-se que o trabalho é uso de si por outros
(s) e, no mesmo ato, uso de si por si (Yves Schwartz); como tal, questiona a
definição do trabalho como execução - suas normas antecipadoras
(conhecimentos/valores) (Maria Inês Rosa), que se exprimem no trabalho
prescrito, em seu corpus de conhecimentos vários materializados nos métodos,
técnicas, organização e divisão do trabalho. Em suma, questiona esses
conhecimentos que se expressam nos modelos de funcionamento geral das atividades
humanas de trabalho. Destaque-se que sem esse questionamento pelo trabalhador,
que é o trabalho de renormalizar
essas normas e atividade humana inescapável ao SER (atividade ergológica), a essa presença, nenhum trabalho se
efetivaria. É esta presença que faz do trabalhar, de acordo com as normas, já um
trabalhar de outro modo, que modelo algum captura em sua atividade de
conceituação, inclusive o de poder, bem como as atividades dos prescritores do trabalho e das gerências.
A definição do trabalho como
execução, pela qual é ele delimitado, circunscrito, racionalizado, podendo, assim, ser
quantificado, contabilizado e reduzido à temporalidade econômica e seus valores
mercantis, onde os atos humanos são tidos sob o crivo estrito de “um método de matematização
da experiência” (George Canguilhem), é constitutiva dos modelos explicativos
sobre e do trabalho. Sejam os
modelos desenvolvidos por F.W. Taylor e seus seguidores, o taylorismo, sejam os que se
desenvolveram no último terço do século XX até o presente, eles têm em comum essa
definição. Ela se funda em uma visão e representação do homem - do SER vivo humano - que não faz uso da língua, do
pensamento, do conhecimento na relação consigo e com outrem no meio, na
situação, em que vive e trabalha e, além
desse meio, onde têm lugar
relações sociais de subordinação econômica, política e cultural. Essas visão e
representação se desdobraram, ao longo desse século, na visão e representação do
trabalhador, operário e operária, como SER que não fazia usos de si por si e,
por conseguinte, de suas faculdades
humanas de pensar, de conhecer, de experiência. Elas perduram até hoje, visto
aquele solo comum entre os modelos explicativos sobre o trabalho, ou seja, eles se construíram e
se constróem mediante aquela
definição, a do trabalho como execução.
Recorremos aos testemunhos dos trabalhadores, operários
e não-operários, particularmente dos primeiros. Eles expõem o uso de si por outros(s) e suas mudanças, que vieram se
configurando nos últimos trinta anos. Acompanhamos, sobretudo, através dos
testemunhos, mais de vinte anos
dessas mudanças, desde meados da década de 70, décadas de 80 e 90 e ano 2000, em
uma empresa de grande porte, do ramo metal-mecânico da cidade de São Paulo. Os
testemunhos expõem as mudanças
enquanto processo: as normas econômicas, técnicas, humanas, no que tange à
esfera do trabalho, são reconfiguradas por outras normas (Norbert Elias/Yves
Schwartz), que, em última instância, reconfiguram quer esse uso, quer o uso de
si por si nessa esfera.
Os depoimentos dos
trabalhadores foram obtidos através de entrevistas com o uso do gravador
(Primeiro Encontro: anos de 1992/1993/1994; Segundo Encontro- [Re]encontro: anos
de 1999/2000). Eles são considerados testemunhos graças a palavra (Emmanuel Lévinas). Os
testemunhos tematizam, explicam, diagnosticam o que é vivido no processo de reconfiguração do uso de si,
ou seja, as mudanças no uso de si, do homem na condição de trabalhador. O núcleo reiterado em todos os testemunhos
é o do uso de si e suas mudanças. É ele que organiza-os. Portanto, o testemunho é história
individual e também “história
social individual” (Michael Pollak)
desses trabalhadores, porém não somente deles, mas de todos aqueles que
vivem esse processo de mudanças no
uso de si, tendo em vista o fim da racionalidade e temporalidade ecônomica
capitalista: o do maximum de rendimento e de lucro, com um número restrito de
trabalhadores, sejam ou não operários.
A tese constituiu seis capítulos e a
não-conclusão, sob forma de
epílogo.
O primeiro e segundo capítulos constituem o estudo crítico da Sociologia Industrial e da noção reestruturação produtiva, no Brasil, enfatizando a herança sociológica desta última. Fazemo-nos acompanhar de Norbert Elias e P. Bourdieu: do primeiro, de sua concepção de sociedade, de história, do poder e da crítica ao senso comum; do segundo, desse último aspecto e o que denomina de trabalho de reinversão. Esses dois últimos aspectos são destacados no segundo capítulo, no qual expomos a análise da noção reestruturação produtiva e o seu solo, a definição do trabalho como execução e a racionalidade e temporalidade econômica capitalista.
O terceiro capítulo é
construído pela própria pesquisa de
campo, o Primeiro Encontro com os trabalhadores. Destacamos a situação de
entrevista como situação de trabalho, privilegiando-se a manifestação da presença de um “sujeito” e,
por conseguinte, a palavra testemunha da história presente .
No quarto capítulo, repensamos a
norma no trabalho mediante sua dupla dimensão: a de média e a de seu tempo
criador. Pontuamos a primeira dimensão na concepção de poder (norma) de M.
Foucault. Chamamos a atenção para o encontro entre conhecimento e experiência
(atividade ergológica: Yves Schwartz) do trabalhador na atividade real de
trabalho mediante a relação e
tensão dessas dimensões e, portanto, dessa presença. É esse encontro que modifica o trabalho prescrito
- seus conhecimentos/valores,
fazendo do trabalho o lugar de debates/confrontos de
valores.
O quinto capítulo é a
exposição do núcleo dos testemunhos que foi dito por todos os
trabalhadores, operários e não-operários, particularmente os primeiros, por
ocasião de nosso Primeiro Encontro. Ou seja, expomos as mudanças no uso de si e
o uso de si por si e, ao mesmo
tempo que empreendemos a análise,
mostramos a análise que efetua o
trabalhador desse núcleo, a qual é a atividade de linguagem e conceitual que
realiza nos atos de trabalho, o encontro entre conhecimento e experiência. Ambas
atividades de análise convergem no sentido de se constituírem, a primeira pela
“palavra escrita” e a segunda pela
palavra, testemunhas da história presente e, nela, de uma “história social
individual”, fincadas na atividade real de trabalho onde se configura um novo
modo de trabalho enquanto materialização de mudanças desses usos, ou seja, de
uma nova modalidade de uso de si, sua densificação. Através dessas mudanças têm
lugar o ensino, a aprendizagem, a formação, ou seja, o trabalho como experiência
e a experiência do trabalho.
No sexto capítulo, como nos
anteriores, enfatizamos que a manifestação da presença de um “sujeito” interdita aos modelos sobre o
trabalho, atuais ou não, isto é, às
normas antecedentes ou antecipadores do trabalho prescrito - do modo de trabalho- antecipar o encontro que essa presença
faz entre conhecimento, e não só o dessas normas, e experiência nos atos de trabalho. É impossível
prescrever ou antecipar o encontro
devido a essa presença, ao “sujeito” que re-trabalha e/ou renormaliza
esse modo ou o trabalho prescrito. É essa presença que interdita as ambições
modeladoras das atividades de trabalho. Ainda é ela que exprime ser não-vivível a antecipação
(normatização) desse encontro.
A não-conclusão de nosso percurso de investigação das mudanças do uso si, sob forma de epílogo, se faz pelo nosso [Re]encontro com os trabalhadores que já tinham sido entrevistados no Primeiro Encontro , ou seja, que não foram dispensados pela empresa. É esse [Re]encontro, os testemunhos, após previamente analisados, que o organiza. Eles vão sendo apresentados, sob esse trabalho analítico, como testemunha da “história social individual” e também palavra interior enquanto manifestação da presença de um “sujeito”. O que significa que esse trabalho poder ser retrabalhado mas jamais os testemunhos. Destacamos as “trangresssões civis” (renormalizações), os imponderáveis nas atividades e das ações humanas e o “impossível, não-vivível” nos uso/mau uso do SER vivo humano no trabalho. Expomos também reclamos de justiça contra a deslegalização dos direitos do homem no trabalho e a prática sindical que converge com a prática do patronato. Nesse reclamo, porém há um outro, o da promessa do novo, possíveis horizontes, para além desses usos.
B) Purgatório:
Crise da Cultura e Trajetória Sindical entre os Ferroviários do Rio de
Janeiro.
Tese
de Doutorado defendida no Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia
da
UFRJ, em 09 de agosto de 2002.
Autor:
Rogério Mendes de Lima
Orientador:
Luiz Antônio Machado da Silva (UFRJ)
Banca
examinadora:
José
Ricardo Ramalho (UFRJ)
Regina
Morel (UFRJ)
Marco
Aurélio Santana (UNIRIO)
Myrian
Sepúlveda dos Santos (UERJ)
Número
de páginas: 397
RESUMO
Os
ferroviários, uma categoria profissional com mais de 150 anos de existência
enfrentam, no Rio de Janeiro, uma crise sem precedentes. Caracterizada por um processo de
fragmentação/esfacelamento da categoria, esta crise tem como um de seus
elementos centrais, a decadência do sindicato como um interlocutor relevante dos
trabalhadores. Para investigar e
compreender as causas deste problema, esta tese analisa a trajetória dos
trabalhadores ferroviários nos últimos vinte anos. A partir da reconstrução desta
trajetória através de documentos e entrevistas com trabalhadores militantes que
viveram esta experiência diretamente, e dando ênfase ao movimento sindical,
defendo a tese de que a crise sindical ferroviária dos anos 90 representou a
última etapa de decadência de uma
cultura profissional peculiar,
iniciada na década de 60 e que cede espaço para o surgimento de uma nova
organização do espaço ferroviário.
C) Fundamentos e perspectivas da teoria do valor-trabalho – De Adam Smith a Karl Marx
Autora: Maria Dolores Prades Vianna
Orientador: Prof. Dr. Osvaldo
Coggiola
Membros da Banca
examinadora:
Prof.
Dr. Antonio Carlos Mazzeo
Prof.
Dr. Jorge Grespan
Prof.
Dr. Arnaldo José Mazzei Nogueira
Prof.
Dr. Ariovaldo Umbelino de Oliveira
RESUMO
O
objetivo central desta pesquisa consiste na recuperação de alguns elementos que
contribuam para a análise e discussão do papel desempenhado pela categoria
trabalho no processo de construção da sociabilidade. Considerando a tendência
atual de negação sistemática da centralidade do trabalho, optou-se por um
caminho de recuperação de certos parâmetros, cuja sistematização e análise podem
vir a esclarecer a pertinência de tal categoria não apenas diante dos dilemas
contemporâneos, como também diante da necessidade de aprofundar a investigação
do homem enquanto ser social no seu sentido mais
amplo.
O eixo
central em torno do qual se desenvolve este objetivo é o da reconstituição do
caminho que possibilitou o desvendamento e a elaboração da teoria do
valor-trabalho, dando ênfase aos momentos mais significativos de delineamento e
afirmação deste processo. De tal maneira, a ênfase recai sobre as manifestações
teóricas mais importantes que historicamente se sobressaíram na defesa da
afirmação da categoria trabalho, desde os seus primeiros fundamentos até a sua
determinação mais complexa com Marx.
A
opção por tal recorte é decorrência direta do que aqui se pretende realizar,
isto é, contrapor às teses contemporâneas do “fim do trabalho”, a complexidade
da categoria trabalho, pelo seu processo de constituição, de modo a demarcar e
demonstrar que a sua negação implica, e carrega consigo, na maioria das vezes, a
negação de uma visão de mundo cujo centro reside na afirmação do homem na
plenitude de suas potencialidades.
Palavras-chave: Trabalho, Marxismo, Teoria do Valor, Ontologia, História econômica, séculos XVII/XVIII/XIX.
D) O 'novo' no novo sindicalismo? O (atual) debate sobre organização sindical no sindicalismo-CUT
E) SINDICALISMO EM TEMPOS DE CRISE: A experiência na Volkswagen do Brasil
Título:
SINDICALISMO EM TEMPOS DE CRISE: A
experiência na Volkswagen do Brasil
Banca: Prof. Dr. Jorge Eduardo Levi Mattoso - Orientador -
IE/UNICAMP
Prof. Dr. Marco Antonio de Oliveira –
IE/UNICAMP
(Instituto Municipal de Ensino Superior de São Caetano do
Sul)
Data da defesa: 12 de Novembro de
2002
RESUMO
O trabalho analisa a trajetória do “novo sindicalismo” no Brasil, a partir do final dos anos 70, associada à evolução da conjuntura macroeconômica e do mercado de trabalho. O objetivo é analisar o papel da ação sindical na determinação das mudanças no padrão de relações do trabalho e nos rumos da economia do país neste período.
O primeiro capítulo discute os principais fatores que permitiram
um salto de qualidade na ação do sindicalismo brasileiro no processo de
transição política da sociedade brasileira na década de 80. Num contexto marcado
por um quadro de crise da dívida externa com prolongada estagnação econômica e
altos índices de inflação, a ação do novo sindicalismo, neste período,
possibilitou avanços políticos e organizativos dos trabalhadores, sem
precedentes na história brasileira.
Da mesma forma são analisadas as tentativas de respostas sindicais no
quadro de crise e reestruturação produtiva com ausência de crescimento econômico
com altos níveis de desemprego registrados na década de 90. O estudo destaca a
iniciativa das câmaras setoriais como uma oportunidade histórica para a
construção democrática de uma política industrial para o país.
Discute em seguida as conseqüências para a ação sindical,
decorrentes do desmonte destes fóruns de negociação a partir de meados dos anos
90, tendo em vista a disposição das empresas em tentar encaminhar, de modo unilateral, o processo de reestruturação
produtiva. Segundo esta pesquisa, o movimento de resistência articulado em
defesa do emprego no ABC, teria possibilitado aos trabalhadores, exercer uma
importante margem de regulação sobre o processo de reestruturação produtiva nas
grandes empresas, apesar do quadro marcado pela ausência de crescimento
econômico e aumento do desemprego.
A pesquisa sugere que os acordos de caráter defensivo, realizados no ABC, no contexto da década de 90, tiveram o mérito de constituir um caminho para evitar demissões em massa, ao mesmo tempo em que teriam possibilitado o alargamento do espaço por meio do qual os trabalhadores puderam ampliar a sua margem de influência no processo de reestruturação das empresas na região.
O segundo capítulo descreve o surgimento das Comissões de Fábrica
a partir do início dos anos 80 como um dos símbolos da nova concepção e
prática sindical na categoria metalúrgica do ABC. Analisa o funcionamento destes
órgãos de representação, ressaltando a sua condição como agentes de
transformação do padrão de relações de trabalho na região, ressaltando a
importância desta experiência no processo de definição do novo modelo de
organização sindical implementado na categoria metalúrgica do ABC em finais dos
anos 90.
O
terceiro e quarto capítulos aprofundam
a reflexão sobre a trajetória do sindicalismo neste período, tomando como
referência o estudo da experiência na Volkswagen. Analisa o papel da organização
sindical no processo de superação do autoritarismo nas relações de trabalho
nesta empresa e discute os limites e possibilidades da ação sindical no interior
do Grupo Volkswagen.
Mostra que, no contexto de crise e reestruturação
produtiva na década de 90, a exemplo da experiência sindical, em condições
semelhantes, na Volkswagen da Alemanha, o sindicalismo avançou na conquista de
bandeiras históricas como a garantia de emprego, a redução da jornada de
trabalho e o compromisso com novos investimentos. Segundo a pesquisa, tais
conquistas, asseguradas como
contrapartidas, por meio da mobilização e da negociação com a empresa no Brasil,
constituem parte de uma trajetória de resistência vitoriosa do sindicalismo no
ABC.
F) O Sindicalismo propositivo do ABC: o caso da Mercedes-Benz
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4) Publicações
A) Crítica Contemporânea
Título do livro: Crítica Contemporânea
Organizadores: Josué Pereira da Silva, Myrian Sepúlveda dos Santos e Iram Jácome Rodrigues
Ed. Annablume, 2002
Sumário
Parte I - CULTURA
Cap. 1 – Cultura, Globalização e Crítica Social
Myrian Sepúlveda dos Santos
Cap. 2 – Revisitando a Noção de Imperialismo Cultural
Renato Ortiz
Parte II - POLÍTICA
Cap. 3 – Globalização, Reflexividade e Justiça
José Maurício Domingues
Cap. 4 – Globalização e Espaços Públicos: a não-regulação como estratégia de hegemonia global
Leonardo Avritzer
Parte III - RACISMO
Cap. 5 – Formas e Dilemas do Anti-racismo no Brasil
Sergio Costa
Cap. 6 – Para Além das “Relações Raciais”: Por Uma História do Racismo
Celia M. Azevedo
Parte IV - TRABALHO
Cap. 7 – Transformações do Trabalho e Ação Sindical no Final do Século XX
Iram Jácome Rodrigues
Cap. 8 – Crise de Regulação e Possibilidades da Relação Salarial no Capitalismo Contemporâneo
Élson Luciano Silva Pires
Cap. 9 – Novos Espaços de Produção, “Governança” e Relações de Trabalho
Magda de Almeida Neves e Antonio Carvalho Neto
Cap. 10 – Trabalho, Controle e Impedimento no Setor de Serviços
Glauco Arbix e Laerte Sznelwar
Enviado
por: Annablume
E-mail para contato: j.antonio@annablume.com.br
B) "De eso no se habla: Organización y lucha en el lugar de trabajo" - Cuadernos del TEL
NUEVA PUBLICACION DEL TEL
El segundo trabajo, escrito por Guillermo Pérez Crespo, hace especial hincapié en las herramientas legales a las que pueden recurrir delegados y activistas en el accionar gremial cotidiano.
Los documentos incluidos son una declaración del Sindicato Canadiense del Automóvil (CAW) sobre los llamados "programas participativos" y la producción ajustada; y un análisis de este sindicato junto al Sindicato de Comunicaciones, Energía y Papel de Canadá (CEP), sobre las respuestas posibles ante estos programas. Ambos documentos resumen en buena medida nuestra opinión sobre estos temas, con el valor de ser presentada por quienes han llegado a esas conclusiones a partir de la reflexión sobre su propia experiencia.
De la situación de los trabajadores ocupados y el conflicto en los lugares de trabajo se habla poco y nada. En los últimos años el tema ha ido perdiendo presencia en los medios y en los debates. No aparece entre "los problemas que más preocupan a los argentinos" de las encuestas. Los políticos ya ni siquiera prometen mejorar las condiciones y remuneración del trabajo, como si tener trabajo ya fuera "privilegio" suficiente. Hasta los dirigentes sindicales han relegado este tema muy abajo en sus agendas. Los únicos conflictos que merecen alguna atención son los que estallan en defensa de la fuente de trabajo, que mas que enfrentar a patronales que atacan, resisten a patronales que huyen.
¿Será cierto que el único problema de los trabajadores es conseguir empleo o no perderlo?. ¿Será que los que tienen empleo están conformes y no tienen problemas con sus patrones o sus jefes?.
Y sin embargo hay problemas. Podrá no hablarse de eso ni ser noticia, pero el malestar esta ahí. Y si hay malestar y hay problemas, hay conflicto.
Empujados por la crisis o usándola como pretexto, muchas empresas están intentando arrancar nuevas concesiones de sus empleados: rebajas de salarios, prolongación de la jornada, flexibilización, no pago de aguinaldo, reducción de licencias y vacaciones, polivalencia, entre otras cosas. Por todas partes hay aprietes, sanciones, atrasos en los pagos, suspensiones, despidos, ataques a los delegados, abusos, accidentes evitables, enfermedades mal tratadas, presiones por mayor producción, etc. etc.
La desocupación y los problemas en el trabajo son, en realidad, las dos caras de una misma moneda. Lo que se pierde en el ámbito de la producción aumenta el desempleo y cuando ello ocurre se agrava la situación de los ocupados. La única forma de romper con ese círculo vicioso es resistir tanto afuera como adentro, desocupados y ocupados, por sus derechos, sus reivindicaciones y sus conquistas históricas.
El lugar de trabajo sigue siendo la primera línea de choque y la última de resistencia. Allí nace la necesidad de luchar y se moldea en buena parte la identidad de clase. En ese conflicto, a veces larvado y otras abierto, que se libra todos los días en los lugares de trabajo, se templa y reconstruye el poder de los trabajadores.
Por eso este libro. Para hablar de estas cosas. Para pensar, debatir y rescatar experiencias. Para organizarse mejor en los lugares de trabajo para resistir y ganar.
Agradecemos desde ya a colaboradores y amigos por la difusión de este libro.
Se adjunta también un archivo con la presentación del TEL
TALLER DE ESTUDIOS LABORALES
Setiembre de 2002
C) EMPRESA, EMPRESÁRIOS E GLOBALIZAÇÃO
R$ 32,00; ISBN 85 7316 298-8; 292 págs.
Lançado dia 04 de dezembro (quarta-feira), às 20h na Livraria do Museu - Rua do Catete, 153 (em frente a estação Catete do metrô)
Com textos de: Carlos Alba Vega, Cecilia Montero, Eli Diniz, Jaime Marques-Pereira e Bruno Théret, Paulo Roberto Neves Costa, Sérgio Birchal, Armando Dalla Costa, Ana Maria Kirschner, Zuleica Lopes Cavalcanti de Oliveira, Livia Barbosa, Christian Azaïz, Paola Cappellin, Gian Mario Giuliani, Elina Pessanha e Regina Morel, Zairo B. Cheibub e Richard M. Locke.
-Empresas e empresarios apos a reforma;
- Globalizaçào e mudanças internas e externas às empresas;
- Responsabilidade social das empresas: desafios e perspectivas.
Relume Dumará
Editora
Travessa Juraci, 37 - Penha Circular
21020-220 Rio de Janeiro RJ
Brasil
Tel.: 55 21 2564-6869 / Fax: 55 21 2590-0135
relume@relumedumara.com.br
D) A Química da Cidadania
Em 2002, o Sindicato dos
Químicos e Plásticos de São Paulo celebrou o vigésimo aniversário da vitória da
chapa de oposição pró-CUT. Com a nova direção, o Sindicato dos Químicos
tornou-se uma referência fundamental
no apoio e aliança com os movimentos populares da cidade e com o
sindicalismo em todo o país. Nos últimos 20 anos, o Sindicato dos Químicos e
Plásticos de São Paulo não apenas garantiu e ampliou direitos e conquistas para
sua categoria como também foi peça fundamental na luta pela democracia e pela
justiça social na sociedade brasileira.
Organizado pelo historiador Paulo Fontes e com
prefácio do Senador eleito Aloízio Mercadante, que foi assessor do sindicato nos
anos 80, A Química da Cidadania foi publicada em co-edição com a editora
Boitempo, selo Viramundo, e reúne depoimentos de cerca de 40 dirigentes e
militantes, além de artigos de
especialistas como Amilton Moretto, Dernal Santos, Elaine Coelho,
Leonardo Mello e Silva e Rodolfo Vilela que contam e analisam vários
dos principais temas da rica história da categoria química e plástica em São
Paulo nos últimos 20 anos.
A Química da Cidadania é parte de
uma série de iniciativas da diretoria do Sindicato para comemorar os 20 anos da
vitória da Oposição. O livro procura apresentar um balanço crítico dessa
trajetória, buscando, através da própria história do Sindicato, municiar as
novas gerações de trabalhadores e dirigentes com informações e análises que
auxiliem a enfrentar os desafios do presente e do futuro. Dessa forma, longe de
ser apenas uma “celebração”, este livro não se furtou a aprofundar a reflexão
crítica e plural sobre os principais momentos e episódios da história do
Sindicato. Acreditamos que será uma obra de grande interesse e importância não
apenas para os interessados na história do sindicalismo brasileiro, mas para
todos aqueles que, nos movimentos
sociais, universidades, partidos políticos e governos têm colaborado para a
construção da democracia e ampliação da cidadania em nosso
país.
“A história dos químicos e
plásticos de São Paulo e região, ao longo dessas duas décadas, se funde e se
confunde com a história da CUT. Em todos os grande momentos da história recente
do nosso Brasil, tenho notado a presença dessa categoria, com sua atuação firme
e conseqüente em defesa da democracia e rumo à conquista da cidadania para todos
os brasileiros.” Luiz Inácio Lula da Silva – Presidente da República do
Brasil.
E) Caderno CRH
O Centro de Recursos
Humanos da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas/UFBa e a Editora da
Universidade Federal da Bahia convidam para o lançamento dos dois números do
Caderno CRH.
n. 36 RAÇA e DEMOCRACIA nas AMÉRICAS
(Org. Luiza Bairros – Pesquisadora Associada ao CRH e Consultora das Nações Unidas)
n. 37 – TRABALHO, FLEXIBILIDADE e
PRECARIZAÇÃO
(Org. Profa. Graça
Druck – Pesquisadora do CRH)
Dia: 17 de dezembro de
2002, terça-feira
Horário:
18:30h
Local: Centro de
Recursos Humanos – Rua Caetano Moura, 99 – 1º sub-solo – Federação – Salvador –
BA
Tel.: (71)
245-7636/5363
Sumário
DOSSIÊ: TRABALHO, FLEXIBILIDADE E
PRECARIZAÇÃO
Coordenação: Graça
Druck
Graça Druck
Ricardo Antunes
o debate das ciências
sociais na França
Helena Hirata, Edmond Préteceille
* Da Informalidade à Empregabilidade
(Reorganizando a dominação no mundo do
trabalho)
Luiz
Antônio Machado da Silva
* Terceirização: balanço de uma
década
Ângela
Borges, Graça Druck
Karoshi: o trabalho entre a vida e a
morte
Tânia
Franco
* Trabalho Flexível e o novo
INFORMAL
Jacob
Lima, Maria José Soares
um breve comparativo
entre as décadas de 80 e 90
* Bancário: um emprego de múltiplos
riscos
Graça
Druck, Luis Flávio Godinho, Selma de Jesus,
Luiz
Paulo Oliveira, Theo Barreto, Bartira Barreto
* Família, Mercado de Trabalho e estratégias no meio
urbano
Iracema Brandão
GUIMARÃES
* Revolução no Trabalho?: O caso do "repensar"
Denise Lemos
* Centralidade do Trabalho ou
CENTRALIDADE
Misael de Souza Santos
*
"Trabalho Informal":
um
paralelo entre os trabalhadores de
rua da cidade de Salvador no século XIX e no século
XXI
Bruno Durães
* "O Avesso da Maldição do Gênesis: a saga de quem
não
tem trabalho" – João Bosco Feitosa dos
Santos
Misael de Souza Santos
*
Deve o Brasil se retirar das negociações da ALCA?
Samuel Pinheiro Guimarães
II SEMINÁRIO ESTUDANTIL DE PESQUISA DO
CRH
ABSTRACTS
publicações do
CRH
F) La
Política en discusión
Horacio Fazio (Coordinador)
Editó: FLACSO / Manantial
Confrontación de argumentos en una reflexión profunda sobre la crisis argentina.
Indice
Prólogo - Metodología
del seminario - Expositores
I. La Alianza: entre la nueva y la vieja política
(Carlos "Cacho" Alvarez).
II. El fracaso de la Alianza (Carlos
"Chacho" Alvarez).
III. El marco democrático y sus posibilidades
(Carlos "Chacho" Alvarez).
IV. Ciudadanía y política (Isidoro
Cheresky).
V. La crisis política argentina en el marco de la
globalización (Juan Carlos Portantiero).
VI. La reforma política en
Argentina: antecedentes y perspectivas (Marcelo Escobar).
VII.
Política y sociedad frente al nuevo escenario mundial (Alcira
Argumedo).
VIII. Perspectivas futuras del sistema partidario argentino
(Torcuato Di Tella).
IX. En torno al rol del Estado (Atilio
Borón).
X. Mesa redonda de Economía: Alcances estructurales y límites
políticos del modelo económico (Mario Damill, Rubén Lo Vuolo, Federico
Sturzenegger y Abel Viglione).
XI. Mesa redonda de Opinión Pública: La
opinión pública entre la ética y la economía (Gerardo Adrogué, Rosendo
Fraga, Luis Alberto Quevedo y Enrique Zuleta Puceiro).
XII. Mesa redonda
de Política: ¿Vieja y nueva política? (Juan Carlos Del Bello, Pedro Del
Piero y Jesús Rodríguez).
XIII. ¿Cambio político desde la política?
(Luis Moreno Ocampo).
XIV. La desesperanza como creación política
(José Pablo Feinmann).
XV. Comentarios y perspectivas (Carlos
"Chacho" Alvarez).
XVI. Hacia un proyecto consensuado (Carlos
"Chacho" Alvarez).
Enviado por: FLACSO
E-mail para contato: valis@data54.com
G) Hypomnemata 31
Enviado por: Alexandre Samis
E-mail para contato: asamis@uol.com.br
H) Lançamentos de livros e revistas libertários
Para adquirir uma cópia basta depositar 4 reais, em nome de Plínio A. A. Coelho, na conta Banco do Brasil Ag. 3560-2 c/c 8.326-7. Enviar cópia do depósito para Editora Imaginário, Av. Pompéia, 2549, Vila Pompéia, São Paulo-SP, 05023-001, e-mail: ed.imaginario@uol.com.br ou Moésio Rebouças, e-mail: m_reboucas@yahoo.com
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Valor da inscrição
– ALAST
( ) Filiação mais 02 números da
“Revista Latinoamericana de Estudos de Trabalho” – U$S 25 ou R$ 90,00 (Noventa
reais)
( ) Assinatura anual da revista (2
exemplares) – U$S 20 + U$S 8 (envio) ou R$ 100,00 (cem
reais)
( ) Preço por exemplar – U$S 12 + U$S
4 (envio) ou R$ 60,00 (Sessenta reais)
TOTAL: R$
________________
Cheque em nome de
Leda Maria Gitahy ALAST , conta Banco do Brasil 001, Agência 1515-6, Conta
Corrente 24.743 – X. Telefones de contato: (19) 3788-4559 ou (19) 3788 – 4555
(secretária Adriana).
INFORMAÇÕES SOBRE O CONGRESSO
Asociación
Latinoamericana de Sociología del Trabajo
La Asociación Latinoamericana de Sociología del Trabajo (ALAST), con el Consejo de Ciencias Sociales y el Centro de Investigaciones Psicológicas y Sociológicas del Ministerio de Ciencia, Tecnología y Medio Ambiente, y la Central de Trabajadores de Cuba,
CONVOCAN
Al IV Congreso
Latinoamericano de Sociología del Trabajo
"El Trabajo en América
Latina en los comienzos del siglo XXI: perspectivas de su carácter emancipador y
de su centralidad".
9 al 13 de septiembre del 2003
La Habana,
Cuba
Tomando en cuenta el diverso y
complejo panorama económico latinoamericano y sus impactos en los procesos y
sujetos laborales es necesario profundizar el diálogo científico sobre un
conjunto de áreas básicas del conocimiento, con el propósito no sólo de
fortalecer la capacidad interpretativa de la Sociología del Trabajo sino de
alentar la orientación propositiva de nuestros estudios y
reflexiones.
El IV Congreso pretende ser
un espacio más de interacción entre disciplinas y quehaceres afines con la
sociología del trabajo tales como la Psicología, la Economía, la Historia, la
Ingeniería Industrial, la Medicina, la Pedagogía, el Derecho y otras ciencias.
En tal sentido se proponen los siguientes bloques temáticos susceptibles de
ampliarse con las propuestas que nuestros(as) colegas
formulen:
1- Empleo y mercados de
trabajo.
2- Relaciones de
trabajo.
3- Teoría,
epistemología y metodología de los estudios del trabajo.
4- Modelos productivos.
Tecnología, organización y procesos de trabajo.
5- Trabajo y sociedad:
estructura social y desigualdad, género, juventud, migraciones, medio ambiente,
etc.
6- Salud, agricultura y
turismo como espacios laborales.
7- Formación y
trabajo.
Presentación de
trabajos:
Los resúmenes pueden
enviarse hasta el 31 de enero del 2003 al Comité
Organizador, remitiéndolas a ALAST
alastcomejec@arnet.com.ar . Su recepción no implica
automáticamente la aceptación de los trabajos. Las ponencias deberán enviarse a
esa misma dirección electrónica no más allá del 31 de mayo del 2003, a fin de
hacer posible su inclusión en el CD-R del evento.
El resumen, una carilla
A4, deberá incluir nombre/s del/los autor/es, título de la ponencia, afiliación
institucional del/los autor/es, dirección postal, número telefónico y dirección
de correo electrónico. Hará referencia a los objetivos, metodología, resultado
del trabajo y fuentes utilizadas en
la ponencia.
Comité Organizador IV
Congreso ALAST
José Luis Martín Romero
(Presidente), Centro de Investigaciones Psicológicas y Sociológicas
(CIPS)-CITMA; Miguel Limia David, Consejo de Ciencias Sociales- CITMA; Haydée
Montes Cabrera, Central de Trabajadores de Cuba; Ester Aguilera Morató,
Asociación Nacional de Economistas y Contadores de Cuba (ANEC); Odalys Torrens
Álvarez, Instituto de Investigaciones del Trabajo; Juan Carlos Campos Carrera,
CIPS- CITMA; Euclides Catá Rodríguez, Universidad de La Habana; Ofelia Pérez
Montero, Universidad de Oriente; Rafael Alhama Belamaric, Instituto de
Investigaciones del Trabajo.
Al Comité
Organizador se sumarán representantes de Puerto Rico, República Dominicana y
Haití.
Comisión Científica
José Luis Martín Romero; Raúl Valdés Vivó; José
Lázaro Hernández Gil, Rafael Alhama Belamaric; Juan Carlos Campos Carrera;
Guillermo Ferriol Molina; Vivian Ferriol Molina; Marta Núñez; Armando Cuesta e
Isidro Espinosa.
En una próxima comunicación se informará sobre
quienes tendrán a su cargo la coordinación de cada bloque temático. Como ya es
de práctica en los congresos de ALAST, las coordinaciones estarán a cargo de dos
calificados investigadores, uno del país donde se realizará el Congreso, en este
caso Cuba, y uno de otro país
latinoamericano.
Información adicional y
correspondencia:
Dirección del CIPS: Calle Lombillo, # 904 entre Panorama y Bellavista, Nuevo Vedado.
Plaza de la Revolución,
Ciudad de la Habana, Cuba.
Sede del
Congreso
Escuela Superior del PCC
Ñico López, La Habana
A modo indicativo se
presentan a continuación los precios de alojamiento diario con desayuno
incluido, transfer aeropuerto - hotel – aeropuerto y traslados a sesiones del
congreso:
Precios en USD,
pax
doble
sencilla
Hotel
CTC
22
30
Hotel
BELLOCARIBE
31
42
Hotel NEPTUNO &nb