Boletim Eletrônico
Sindicalismo e Política
N. 37 - Setembro/Outubro 2002
 
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Sumário:
 
1) Mensagem do editor
2) Programação GT - 2002 
3) Tese e Dissertações
4) Publicações
5) Seminários
6) Recados e Informações Gerais
 
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1) Mensagem do Editor 
 
Colegas,
Segue abaixo o conjunto de resumos dos trabalhos a serem apresentados este
ano em nosso GT.
Na próxima semana os textos completos estarão em nossa página.
O plano de trabalho do GT(2002/2003) já está disponibilizado.
Informamos também que, devido ao volume de material recebido para publicacão no Boletim,
tivemos de dividir os informes em duas edições.
 
Tudo de bom
Nos vemos em Caxambu
Marco Aurélio Santana
 
 
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2) GT  Trabalhadores, sindicatos e a nova questão social
 
 
-  Programação ANPOCS 2002 - 

1ª Sessão:

Trabalhadores e questões emergentes: meio ambiente, território, política industrial e cidadania

Coordenador: José Ricardo Ramalho (UFRJ)

Debatedor: Leda Gitahy (UNICAMP)

 
Resumos 

Paisagens obscuras: o mundo do trabalho e o pensamento crítico

Maria Célia Paoli (USP)

A multiplicação dos estudos sobre o mundo do trabalho desde a última década retratam, direta ou indiretamente, sua captura fatal pela lógica estritamente mercantil ou por relações comandadas pela sociabilidade privada. Assim, indicam que as relações organizadas do mundo do trabalho não apenas perdem sua força na representação de interesses e sua presença pública na dinâmica política da sociedade, como ainda, conforme Oliveira (2002) perdem a própria forma, política e simbólica, que os tornava reconhecíveis como base concreta para a tradição do pensamento crítico, sociológico e historiográfico. Este texto tenta fazer uma reflexão sobre estas transformações, interrogando por um lado de que modo a presença do trabalho, cada vez mais retido no mundo privado, pode ainda se representar na cena pública, e de outro avaliar como o pensamento crítico enfrenta esta presença deslocada sem transformar-se em pensamento nostálgico e sem apelar para esquemas irrelevantes, mas sim abrindo caminho para a recomposição do mundo do trabalho na cena pública. 

Trabalhadores, redes sociais e controle do meio ambiente industrial

J.Sergio Leite Lopes (Museu Nacional/UFRJ)

A comunicação propõe-se a apresentar resultados de pesquisa sobre participação popular no controle da poluição industrial, tendo como base empírica experiências de municípios do Rio de Janeiro (Volta Redonda, Itaguaí, Angra dos Reis), e de Minas Gerais (BH, Betim), fornecendo a oportunidade de se observar os trabalhadores sob a ótica da poluição, da saúde do trabalho, do meio ambiente. A pesquisa procura relacionar a temática ambiental com aquela da associatividade entre as classes populares através dos conflitos, lutas, negociações e acordos em torno do controle da poluição industrial no Brasil. Nestes conflitos e negociações participam também diferentes agentes mediadores entre empresas industriais poluidoras por um lado e parcelas de trabalhadores e moradores de áreas industriais poluídas, por outro lado. Procurar-se-á discutir a pertinência do fato, observado na pesquisa, de que a temática do meio ambiente tem tido mais legitimidade para que através dela apareçam reivindicações, conflitos e negociações de direitos trabalhistas e sociais ou relativos às condições de trabalho que antes apareciam de outras formas.

 

Trabalhadores e ação sindical em novos espaços de produção: a fábrica da Mercedes-Benz em Minas Gerais

Magda de Almeida Neves e Antonio Carvalho Neto (IRT-PUCMINAS)

O objetivo do artigo é analisar a ação sindical no tocante às relações de trabalho, focando nos pontos de conflito mais marcantes havidos entre o Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora, a gerência da nova fábrica da Mercedes-Benz na referida cidade de Minas Gerais, a comissão eleita de representantes dos trabalhadores dentro da empresa e os próprios trabalhadores. Os pontos de conflito que serão tratados são: a relação sindicato-empresa; a relação sindicato-comissão de representantes; a relação empresa-comissão de representantes; a relação trabalhadores-sindicato. Depois de analisadas estas relações, enfocaremos a postura destes atores sociais diante do trabalho em grupos/equipes; a flexibilização da jornada via banco de horas e a remuneração variável. A Mercedes-Benz vem apostando no greenfield sindical de Juiz de Fora para praticar baixos salários, negando-se também a conceder estabilidade à representação eleita pelos trabalhadores dentro da fábrica, como o faz no ABC. No entanto, a contribuição da Mercedes no sentido de valorizar a negociação com o sindicato e reconhecê-lo como sujeito político, começa a modificar de forma positiva a cultura empresarial mineira e local, pouco afeita a este tipo de práticas mais democráticas.

Processos de liberação/desregulamentação/privatização no setor  de telecomunicações e implicações sobre os sindicatos: Brasil em perspectiva internacional

Sônia Guimarães Larangeira (UFRGS)

O trabalho discute a situação dos sindicatos de telecomunicações no contexto de mudanças dramáticas resultante, principalmente, de inovações tecnológicas “revolucionárias” que alteram profundamente a configuração do setor, transformando a filosofia que o sustentara: as empresas que, no passado, atuaram sob a concepção de fornecedoras de serviço público, passam a atuar sob uma perspectiva estritamente comercial. As implicações dessas mudanças em termos de relações de trabalho, de emprego e, sobretudo, de relações sindicais são notáveis. O estudo, beneficiando-se da comparação internacional, detém-se no exame do caso brasileiro, no qual verificam-se mudanças dramáticas após a privatização da Telebrás. Busca-se avaliar a ação dos sindicatos de telecomunicações face aos desafios que enfrentam no novo contexto, marcado por mudanças significativas que lhes retiram a situação privilegiada de que desfrutaram. A questão formulada seria: poderia a crise presente contribuir para a emergência de um “novo sindicato” com perspectivas favoráveis aos trabalhadores? No caso do Brasil, poderia a crise dos anos 90s repetir o que ocorreu nos anos 70s, quando a repressão auxiliou na emergência do “novo sindicalismo”?

2ª Sessão:

Sindicatos e flexibilização de direitos

Coordenador: Marco Aurélio Santana (UNIRIO)

Debatedor: Adalberto Cardoso (IUPERJ)

Resumos

Mudanças na CLT: problemas históricos e dilemas atuais do novo sindicalismo.

Arnaldo Mazzei Nogueira (PUC-SP / USP)

O problema histórico da CLT está na persistência de institutos de controle e intervenção do Estado sobre as relações entre trabalho e capital, principalmente no que se refere às dimensões coletiva e sindical. O sentido mais geral da criação da legislação social e trabalhista no Brasil foi regulamentar as relações de trabalho, proteger o trabalhador individualmente e garantir, por meio do controle e da intervenção do Estado, a acumulação e a modernização capitalista na fase da industrialização. Na fase recente do capitalismo brasileiro, marcado pela ascensão da economia de serviços e informal, tudo indica que a legislação trabalhista e social passa a ser um obstáculo à livre acumulação flexível do capital.  O presente trabalho visa discutir esta questão a luz dos problemas históricos do sistema brasileiro de relações de trabalho, da estrutura e da ação dos sindicatos ao longo do século XX. No contexto mais recente, o texto propõe examinar as mudanças “flexibilizadoras” adotadas na década de 90 e discutir o papel dos sindicatos, em particular das centrais sindicais, frente à proposta específica de alteração do artigo 618 da CLT, na qual o negociado prevalecerá sobre o legislado.

O sistema de relações de trabalho em xeque: uma nota conceitual

Andréia Galvão (UNICAMP)

As críticas endereçadas ao que se convencionou denominar “sistema brasileiro de relações de trabalho” encontram-se na ordem do dia. Essa noção, inspirada no conceito de sistema de relações industriais elaborado pelo norte-americano John Dunlop, compreende as relações de trabalho a partir de uma perspectiva ampla e integrada, uma vez que o conceito sistêmico conjuga a análise das entidades representativas de interesses coletivos à dos procedimentos e regras que regem o processo de negociação coletiva, possibilitando uma abordagem interdisciplinar. O objetivo da comunicação é discutir a pertinência desse conceito a partir de uma dupla perspectiva: de um lado, a partir das críticas feitas à Dunlop por autores ligados à perspectiva teórica marxista; de outro, a partir da análise do caso brasileiro. Neste caso, percebe-se que a reforma trabalhista empreendida pelo governo FHC vem sendo efetivada, sobretudo, mediante a introdução de contratos flexíveis (por prazo determinado, em tempo parcial ou a suspensão do contrato de trabalho), que restringem ou suprimem direitos, mas em nada alteram o dito “sistema de relações de trabalho”, que permanece, em linhas gerais, organizado segundo o modelo corporativista.

 

Flexibilidade das relações de trabalho e flexibilidade produtiva: uma análise da “nova migração” do setor automobilístico brasileiro

Rejane Prevot Nascimento (COPPE/UFRJ) e Lidia Segre (COPPE/UFRJ)

Buscamos neste artigo analisar em que medida a flexibilidade foi utilizada pelas empresas brasileiras na última década, assim como definir seu papel  na construção de um novo padrão de relações de trabalho e de negociação sindical, em especial no setor automobilístico brasileiro. Partimos da hipótese de que o processo de desregulamentação das relações de trabalho, empreendido ao longo dos anos 90, e o consequente desmonte dos sindicatos neste período criaram um contexto favorável para a entrada de novas empresas do setor automotivo no país. Na segunda metade da década de 90, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, tem início o movimento de migração de novas montadoras para o país. Esta “nova migração” é caracterizada pela instalação de plantas em regiões com pouca ou nenhuma tradição sindical, os chamados greenfields, confirmando uma estratégia das novas montadoras de esvaziamento da região do ABC paulista e da procura por municípios com mão de obra qualificada e pouca ingerência dos sindicatos locais, definindo um padrão de alta flexibilidade nas relações de trabalho. Este tipo de flexibilidade é também responsável pela criação de um contexto favorável para a adoção de medidas de flexibilidade produtiva nas indústrias automobilísticas.

A negociação do ajuste produtivo e das medidas de flexibilização da legislação trabalhista nas indústrias calçadista, siderúrgica e têxtil.

Rosana Ribeiro (UFU)

Nos anos 90, a abertura comercial promoveu uma intensificação da luta concorrencial, pressionando as empresas a um ajuste produtivo. No processo de modernização produtiva da indústria nacional predominou o uso de inovações organizacionais por exigirem menores gastos quando comparadas às inovações tecnológicas. Além disso, uma aceleração na aquisição de máquinas e/ou equipamentos importados elevaria ainda mais o déficit comercial. Caberia indagar: a introdução das inovações tecnológicas e organizacionais nas empresas nacionais são objetos de negociação entre os sindicatos dos trabalhadores e os representantes das empresas? As novas medidas de flexibilização da legislação trabalhista são também objetos de negociação? Um dos objetivos desse trabalho é investigar as negociações dessas inovações em alguns setores e verificar os principais obstáculos a tais negociações. Outro objetivo é analisar a estratégia sindical perante as medidas recentes de flexibilização da legislação trabalhista. A pesquisa se concentra nos trabalhadores da indústria de calçados do Vale dos Sinos (RS), nos trabalhadores da indústria têxtil do pólo de Americana (SP), e nos trabalhadores das empresas siderúrgicas Acesita e Usiminas localizadas, respectivamente, em Timóteo e Ipatinga (MG).

3ª Sessão:

Novas abordagens sobre o mundo do trabalho e os sindicatos

Coordenador: Iram Jácome Rodrigues (USP) 

Debatedor: Heloísa Martins (USP)

Resumos

Nas trilhas de uma sociabilidade privada: uma experiência de células de produção em São Paulo

Leonardo G. Mello e Silva e equipe: Sandra Rufino dos Santos, Leandro Moreira, Fátima Queiroz, Ana Maria Sanches, José M. Sacadura e Raissa Gambi (USP)

O trabalho analisa as novas formas de organização do trabalho. Especificamente, o trabalho em grupo. Nossa hipótese é de que as células de produção permitem uma leitura privilegiada do processo de privatização e individualização das relações de trabalho por que passam hoje os atores coletivos. Ademais, através de nossa pesquisa em uma empresa de confecção da cidade de São Paulo, procuramos discutir a idéia seguinte: as células (juntamente com outros expedientes da velha ordem taylorista-fordista), longe de decretar a impertinência do conflito típico de classes, pode estar a fornecer mais elementos para um conflito com o patronato. Por quê? Porque essa nova forma de organização, com sua retórica e ideologia subjacentes, vão cada vez mais invadindo esferas da privatividade dos trabalhadores que forneciam bases para alimentar movimentos sociais, entre eles o próprio movimento sindical. Portanto, todas as formas públicas de participação estariam sendo colonizadas pelo produtivismo oriundo dessa nova organização do trabalho. Os sindicatos, nesse sentido, funcionariam como uma espécie de dique a esse movimento de privatização e individualização, ao tentar impedir que a lógica produtivista se apodere de todas as reservas de sociabilidade disponíveis. Daí a sua função “pública”.

O Processo de instituição de uma doença do trabalho

Diana Antonaz (Museu Nacional/UFRJ)

Com base em uma pesquisa realizada entre telefonistas de uma empresa de telecomunicações do Rio de Janeiro, que começaram a manifestar dores súbitas e irreversíveis entre o final dos anos 80 e o início dos anos 90, analisa-se o processo de construção e legitimação de uma doença do trabalho – as lesões por esforços repetitivos (LER) - a partir da ação, e dos esquemas mentais subjacentes, dos diferentes atores envolvidos (trabalhadores, técnicos e dirigentes da empresa, sindicalistas e assessores sindicais e representantes de instituições públicas das áreas de saúde, trabalho e seguridade social e do poder legislativo). No trabalho procura-se mostrar o processo de construção das diferentes “verdades”.  Nele, a “construção da doença do trabalho” é analisada em dois níveis: no local – do sindicato e da empresa – procurando mostrar o papel desempenhado pelos diferentes atores sociais envolvidos, e num âmbito mais geral, no qual vai se estruturando, ao longo do processo, uma articulação intersindical nacional, que passa a contar com o apoio de significativos setores da saúde pública. E, inspirando-me no mote sindical “saúde é luta”, procuro desvendar os mecanismos que fazem da saúde do trabalhador uma “boa luta” para os sindicatos. Mostra-se de que forma a ação mais geral se combina com a ação local.

Representação política e os interesses no STR de Xapuri: os conflitos e desafios dos anos 90. 

Mauro César Rocha da Silva (PESACRE)

Este trabalho analisa o processo político de construção dos interesses e/ou das bandeiras de luta de uma organização sindical de trabalhadores rurais no Alto Acre, Brasil. Referimo-nos ao Sindicato de Trabalhadores Rurais do município de Xapuri, que, nos seus quadros de sindicalizados, agrega fundamentalmente um tipo particular de trabalhador extrator, conhecido como “seringueiro”.  Este trabalhador rural, hoje seringueiro por identidade, por mais de um século ficou submetido às privações impostas pela lógica do sistema de aviamento que organizava as relações comerciais e produtivas dentro dos seringais. Na segunda metade da década de 1970, com a institucionalização da organização sindical no campo, ocorrida bem no auge dos conflitos por terra, este seringueiro conseguiu emergir no cenário político e elaborar, através do processo de mediação política realizado pelos seus porta-vozes sindicais, um conjunto de demandas. Dizer quais foram estas demandas definidas pela política sindical ao longo desses últimos dez anos e em quais circunstâncias foram produzidas e formuladas pelo STR de Xapuri, além de procurar investigar quais as implicações políticas daí decorrentes para esse sindicalismo, constituem os principais objetivos desta pesquisa.

Análise da estrutura organizativa e o corpo funcional frente às transformações produtivas: um perfil do sindicalismo em quatro cidades brasileiras

Allan Claudius Queiroz Barbosa (UFMG)

O presente trabalho propõe-se a discutir como se visualiza o formato organizacional dos maiores sindicatos brasileiros localizados nas cidades de Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, considerando a perspectiva de seus dirigentes, que estão diretamente ligados à rotina organizacional. Inicialmente parte-se da constatação que o movimento sindical vem sofrendo nos últimos anos o impacto da reestruturação na esfera produtiva. A tão propalada globalização trouxe para o mundo do trabalho modificações que afetaram a conduta e a prática sindical nas suas múltiplas dimensões. Observada de maneira mais intensa no campo político, é no cotidiano dos sindicatos que se percebe de maneira nítida os avanços e recuos perpetrados por esse impacto do ambiente. Observando o esforço de melhoria da atividade gerencial em organizações sindicais, com características próprias, mas que necessitam de suporte administrativo, o trabalho situa o formato organizacional no contexto dos maiores estados brasileiros, e desnuda sua postura frente ao contexto, estando visíveis dificuldades inerentes à gestão. O sindicato, ao representar interesses da categoria, é também um espaço organizacional e o seu gerenciamento é imprescindível, sinalizando para os desafios da modernização em um quadro desfavorável a ações coletivas.

O GT estará oferecendo um Mini-curso na ANPOCS 2002:

As transformações do trabalho e as ações coletivas dos trabalhadores no mundo contemporâneo

Profs: Ricardo Antunes (UNICAMP) e Marco Aurélio Santana (UNIRIO)

 

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3) Tese e Dissertações
 

A) DA QUALIFICAÇÃO À COMPETÊNCIA: DOS FUNDAMENTOS AOS USOS - O PLANFOR COMO
DISSIMULADOR DE "CONCEITOS"  EM EDUCAÇÃO
 


Título: DA QUALIFICAÇÃO À COMPETÊNCIA: DOS FUNDAMENTOS AOS USOS - O PLANFOR COMO
DISSIMULADOR DE "CONCEITOS"  EM EDUCAÇÃO.

Tese de Doutorado

Autor: Remi Castioni 

Banca:  

Prof(a). Dr(a). Maria Inês Rosa(Orientador(a)) – FE/UNICAMP,  Prof(a). Dr(a). Newton Antonio Paciulli Bryan (Membro Titular) – FE/UNICAMP, Prof(a). Dr(a). Lúcia Emília Nuevo Barreto Bruno (Membro Titular) – USP/SP, Prof(a). Dr(a). Eloisa de Mattos Höfling (Membro Titular) – FE/UNICAMP, Prof(a). Dr(a). Azuete Fogaça (Membro Titular)  - UFJF/MG, Prof(a). Dr(a). Carmem Sylvia Vidigal Moraes   (Membro Suplente) – USP/SP e Prof(a). Dr(a). José Roberto Montes Heloani (Membro Suplente) – FE/UNICAMP

Local: Unicamp – Faculdade de Educação - Sala de Defesa – bloco “A” - 1º andar

Dia: 13/11/02

Hora: 14:30h

Resumo:

O trabalho discute o conceito da qualificação profissional e o seu movimento em direção à noção de competência(s), que está em voga nos dias atuais. Enfocamos os significados de ambos os temas – qualificação e competência –, expressos mediante conceitos e noções, e o uso que deles são feitos por parte dos atores do Mundo do Trabalho (governo, empresários e trabalhadores),  principalmente, a partir de 1995, com a promoção por parte do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil - MTE, do Plano Nacional de Educação Profissional - PLANFOR. A promoção de ações regulares a partir de então – financiadas com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT –, incorporou, como “questão de ordem”, termos carregados de significados e fundados em outros países, como competências, habilidades e empregabilidade, sem as necessárias mediações. Estes termos estariam sendo usados como resposta à crise do emprego enfrentado atualmente pela sociedade e subsidiando a adoção de políticas públicas no campo do emprego e da educação. Com ênfase nesta nova terminologia, foram estruturadas políticas de reforma da educação brasileira, tendo como referencial a dissimulação proporcionada pelo PLANFOR. A elaboração de Leis, Decretos, Parâmetros e Diretrizes Curriculares no campo da educação e, a introdução de Sistemas de Avaliação, como o SAEB, ENEM e PROVÃO, estariam preparando o País para a adoção de Centros de Certificação de Competências. Estes teriam por finalidade, a certificação dos trabalhadores da mesma forma como são certificados produtos e processos com base nas normas ISO 9000 e 14000, revelando assim uma vinculação exacerbada da educação às demandas do setor produtivo. A adoção de tais instrumentos estariam se configurando na construção de novos comportamentos, de um dever-ser, em oposição ao caráter social da qualificação. Assim, para os trabalhadores a construção das suas trajetórias passaria a ser determinada não mais por processos de aquisição de conhecimentos – seja na escola ou no processo produtivo, e validada socialmente –, mas pela dependência cada vez maior dos desígnios do capital que os concebe na forma de demonstração de resultados. Para tanto, as orientações da psicologia behaviorista e da Teoria do Capital Humano - TCH são reelabordadas para dar sustentação a esse movimento e com base na noção de competência, estariam se operando modelos de avaliação, que teriam sido produzidos pelo atual processo de reestruturação produtiva. Uma visão determinista entre a base técnica e o conteúdo dos saberes é que teria propiciado o elemento concreto para a adoção de tais práticas no campo da educação. Para atingir tais objetivos, o Estado contou com importante aliado para a dissimulação da noção de competência. Sua difusão ocorreu por intermédio das Centrais Sindicais e dos Sindicatos de Trabalhadores, que se beneficiaram de volumosos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT. Na tentativa de encontrar formas de financiamento da estrutura sindical, os sindicatos se enredaram no discurso da qualificação e acabaram por reproduzir, com raras exceções, os “conceitos” formulados pela política estatal. A dissimulação e a difusão dos novos “conceitos” exigidos pelas novas formas de organização da produção e seus efeitos foram avassaladoras sobre o mercado de trabalho, onde sucumbiram, inclusive, àqueles que deveriam ser seus principais críticos. Isso explicaria, em boa parte, o sucesso alcançado pelas novas práticas no campo educacional.

Enviado por: Maria Inês Rosa
E-mail para contato: mirosa@uol.com.br

B) QUE TRABALHADOR SOU EU? OS TRABALHADORES TERCEIRIZADOS OFF SHORE
DO SETOR DE MANUTENÇÃO DA BACIA DE CAMPOS.

TÍTULO: QUE TRABALHADOR SOU EU? OS TRABALHADORES TERCEIRIZADOS OFF SHORE
DO SETOR DE MANUTENÇÃO DA BACIA DE CAMPOS
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DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
AUTOR: DIRCÉA BRANCO DE MENEZES GOMES
INSTITUIÇÃO : IUPERJ
DATA DA DEFESA: 25 DE JUNHO DE 2002
BANCA:

PROFº DR. ADALBERTO MOREIRA CARDOSO ( ORIENTADOR)
PROFº DR. MARCELO GANTUS JASMIN
PROFº DR. JOSÉ MAURÍCIO DOMINGUES

Resumo:

Que trabalhador sou eu? tem como tema central a questão da identidade dos
trabalhadores terceirizados off shore do setor de manutenção da Bacia de
Campos, visto o processo de terceirização na Petrobrás, no setor de manutenção,
ter se acentuado de forma significativa na década de 1990. Entrar no mundo
do petróleo tem sido o sonho acalentado pelos jovens e suas famílias nesta
região desde que a Petrobras aqui descobriu petróleo em meados da década
de 1970. Vinte anos depois, a possibilidade de ser conhecido como petroleiro
tem sido possível através das empresas contratadas e subcontratadas. Em
contraposição ao mundo dos trabalhadores da Petrobras a precarização do
mundo do trabalho e das condições de vida tem sido a marca desta categoria
de petroleiro. Pesquisas realizadas na região sobre a identidade dos petroleiros
na década de 90 apontaram a existência de um cotidiano tenso e marcado por
uma rígida hierarquia entre petroleiros e terceiros. A presente pesquisa
não só comprovou a permanência deste quadro como constata a construção de
uma nova hierarquia - terceiros ärrasta balde" versus terceiros da manutenção
-, tão tensa quanto a primeira, agravada pelo ambiente de trabalho confinado
e de alto risco como é o trabalho em uma plataforma de petróleo. Como os
terceirizados do setor de manutenção tem construído sua identidade? Como
ele é visto pelos "arrasta balde"e pelos petroleiros? Como se vêem? São
estas as questões que esta dissertação se propõe a responder.

 
Enviado por: Dircéa Branco
E-mail para contato: dirceabranco@zipmail.com.br
 

C)  O VALOR DA FORÇA VIVA DE TRABALHO NA REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA E ORGANIZACIONAL — o caso das atividades operativas da Refinaria Duque de Caxias - Petrobras

 

Título:  O VALOR DA FORÇA VIVA DE TRABALHO NA REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA E ORGANIZACIONAL — o caso das atividades operativas da Refinaria Duque de Caxias - Petrobras

Autor: Wellington Cerqueira Lima

Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós‑Graduação em Serviço Social (PPGSS),  Centro de Ciências Sociais (CCS) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Banca:  Profª. Dra Lúcia Maria de Barros Freire (Orientadora)

Profª. Dra Marilda Vilella Iamamoto (UERJ)

Prof. Dr. Marco Aurélio Santana (UNIRIO)

Data da defesa: 27 de setembro de 2002

Resumo:

Esta dissertação em como objeto o processo de reestruturação produtiva e organizacional realizado na Refinaria Duque de Caxias, no período de 1993 a 2000, sob o ângulo da adequação dos seus processos de trabalho e produção à perspectiva de transformação da Petrobras em uma empresa “ohnoísta”, exatamente no plano de sua inversão organizativa que expressou a finalidade de adaptação da corporação às novas demandas do mercado global capitalista, reflexo da quebra do monopólio estatal e do conseqüente aumento da competição por mercados. Para tanto, toma como foco as modificações ocorridas nos processos de gestão da sua força viva de trabalho, localizada em suas plantas industriais que exercem a atividade‑fim, a operação industrial. Portanto, esse enfoque parte da hipótese de que o sucesso de tal processo reorganizativo teria como necessidade a efetivação de estratégias gerenciais que permitissem a mudança de seu perfil e lugar dessa força de trabalho no processo de valorização do capital. Constitui‑se na verdade em estudo de caso que toma como objetivo último, não apenas uma descrição densa de um determinado fenômeno sócio‑econômico, mas fundamentalmente o desenvolvimento de um estudo teórico a respeito de uma suposta atualidade da teoria do valor‑trabalho nesses tempos de nova reestruturação do Capital. Os fundamentos da hipótese central deste trabalho contrastam com estas teses do fim da importância social do trabalho vivo. Para tanto, têm como foco as estratégias fundamentais para o alcance de metas gerenciais, que apresentam como fulcro a necessária elevação do controle e do disciplinamento da força de trabalho, exatamente porque as atividades‑chave específicas sofreram um processo real de elevação intelectual como fruto do imperioso reforço tecnológico, necessitou‑se, por parte da gerência, a promoção de uma maior precarização das condições de produção e de trabalho, tanto objetivas quanto subjetivas, através da intensificação de dispositivos tayloristas, configurando, assim em um modelo de “just‑in‑time taylorizado”.  Isto se dá não apenas por razões de disciplinamento e de envolvimento seletivo, imprescindíveis, mas principalmente por se tratar de uma “empresa‑em‑vias‑de‑privatização”. Tal condição esclareceria algumas políticas gerenciais contraditórias, em relação ao mercado competitivo e a sua força viva de trabalho, como a conclusão de que esse processo de reorganização, tendo em vista as políticas e diretrizes de pessoal, não tinham como finalidade a construção de um compromisso com sua força viva de trabalho. Sendo assim, diferentemente dos pressupostos abstratos por ela propagados, tais desdobramentos tendem a levar a Companhia à exaustão de sua capacidade produtivo‑criativa.

 

Enviado por: Wellington C. Lima

E‑mail para contato: wellington.clima@ig.com.br

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4) Publicações

A) Força Sindical: a central neoliberal.

Força Sindical: a central neoliberal. De Medeiros a Paulinho

de Vito Giannotti
 
Foi Lançado, quarta-feira, dia 28/8, às 19h, na livraria do Museu da República.
Rua do Catete, nº 153. Rio de Janeiro
Havendo debate com o autor, a professora do curso de história da UFF,
Virgínia Fontes e o diretor da Federação dos Engenheiros (Fisenge),
Agamenon de Oliveira.

 
Apresentação
 
por Ricardo Antunes
professor de Sociologia do IFCH/ Unicamp -SP
 

O leitor tem a oportunidade de (re)ler esta nova versão, bastante atualizada, do livro Força Sindical: a central 
neoliberal, de Vito Giannotti. 
 
Central nascida em 1991, em plena explosão do neoliberalismo no Brasil, a Força Sindical significou, desde sua gênese, uma fusão entre o velho sindicalismo atrelado e dependente do Estado, por um lado, e, de outro, o ideário e a pragmática de fundo neoliberal, privatizante e defensor das "belezas do mundo do mercado".
 
Através do resgate da trajetória de seus principais dirigentes, bem como do balanço da sua atividade prática, Vito Giannotti mostra como a Força Sindical veio para preencher o espaço que anteriormente era representado pelo velho peleguismo (que se tornava completamente obsoleto) e para constituir-se na nova direita sindical, atuante, dinâmica e orgânica no sindicalismo brasileiro. 
 
Contraponto sempre marcante em relação à CUT, a Força Sindical esteve presente nas campanhas de Collor, na batalha ideológica da direita em favor das privatizações que destroçaram o parque produtivo estatal brasileiro durante os governos Collor, Itamar e FHC, nas campanhas contra a desregulamentação do trabalho, enfim, em todos os embates que a direita se empenhou. 
 
Por isso trata-se de uma prática sindical que tem seu significado essencial como desconstrutor e desorganizador de um sindicalismo combativo e autônomo. Nas palavras do autor: "O neoliberalismo que a Força Sindical defende, pressupõe exatamente a destruição da força do sindicalismo. As medidas econômicas e sociais do neoliberalismo levam à anulação da função dos sindicatos. Vão nesse sentido a terceirização, o serviço precário e temporário, a desregulamentação das relações entre capital e trabalho com o fim dos direitos coletivos e a volta da relação leonina  ... na negociação entre o patrão e o trabalhador."
 
Suas oscilações programáticas, que ocorrem circunstancialmente, demonstram o forte pragmatismo da Força Sindical, hoje a principal máquina de absorção nefasta de recursos do FAT, que não titubeia em fazer a política do pão e do circo, como os encontros "de massa" da Central, onde o mundo da sorte e da lotérica aparecem como a "resposta" da Central para o destroçamento social do país. Da qual ela é parte ativa, atuante. 
 
Com esse desenho, a Força Sindical converteu-se no escoadouro daqueles "dirigentes sindicais" que se 
opunham, política e ideologicamente, ao novo sindicalismo, de corte mais combativo e, por outro lado, 
necessitavam distinguir-se também do peleguismo sindical de que fizeram parte vários dos dirigentes da Força Sindical. E rompiam, também, como é o caso de Medeiros, com um passado militante anterior, no interior do PCB e de seu sindicalismo, aderindo a uma prática política e ideologicamente articulada e sintonizada com os interesses do neoliberalismo e que desempenha papel de destaque na desorganização dos trabalhadores. 
 
Vito Giannotti mostra o resultado de uma simbiose entre o ideário neoliberal das eras Collor e FHC e o velho peleguismo herdeiro da estrutura sindical getulista: a Força Sindical e seu sindicalismo de negócios. Cuja prática a tornou particularmente conhecida como Farsa Sindical. 
 
Livro: Força Sindical, a Central Neoliberal: De Medeiros a Paulinho
Autor: Vito Giannotti
Preço: 19,00
ISBN: 85-7478-071-5
 
MAIS INFORMAÇÕES:
MAUAD EDITORA
TEL.: 21. 25337422
FAX: 21. 22204451 e-mail: mauad@mauad.com.br
 
Ou NÚCLEO PIRATININGA DE COMUNICAÇÃO
(21) 2220-5618
 
Enviado por: Claúdia Santiago
E-mail para contato: npiratininga@uol.com.br

 

B) As artimanhas da flexibilização: o trabalho terceirizado em cooperativas de produção

No dia 03 de outubro será lançado o livro "As artimanhas da flexibilização: o trabalho terceirizado em cooperativas de produção" de Jacob Carlos Lima. O livro foi publicado pela Terceiramargem Editora em co-edição com o Programa de Pós Graduação em Sociologia da UFPB. Resulta de pesquisa realizada nos anos 90 sobre a organização de cooperativas de produção industrial no Nordeste como forma de rebaixamento de custos com a força de trabalho e atração de investimentos industriais dentro da chamada guerra fiscal.

Local: Livraria Mar de Histórias, Avenida Flávio Ribeiro Coutinho, 300 - Praia Shopping, Manaíra, João Pessoa. Maiores informações ppgs@cchla.ufpb.br
 
Enviado por: Jacob Lima 
E-mail para contato: jacobl@uol.com.br
 

C) Estrutura de Posições de Classes no Brasil 

Acaba de vir à luz o livro Estrutura de Posições de Classes no Brasil, de autoria de José Alcides Figueiredo Santos, sob o selo editorial da Editora UFMG, em parceria com o IUPERJ. Prêmio IUPERJ 2000 na área de sociologia, o livro estampa uma investigação inédita das diferenciações de classe da sociedade brasileira, das mudanças ocorridas na estrutura social do país nas duas décadas finais do século XX e dos efeitos das posições de classe na vida das pessoas. O estudo constrói e emprega uma tipologia de posições e segmentos de classe, derivada originalmente do esquema de classe neomarxista de Erik Olin Wright, porém alterada em diversos aspectos em relação ao seu ponto de partida, e cujas categorias empíricas refletem as possibilidades e limitações da base de microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

No capítulo I, dedica-se um esforço e um especial espaço à exposição crítica do esquema de classes de Erik Olin Wright, que serve de referência teórica e ponto de partida da investigação. O capítulo situa o contexto intelectual em que as idéias do autor sobre a análise de classes se forjaram, as linhas fundamentais de desenvolvimento da sua reflexão, os conceitos-chave e a tipologia de classes propriamente dita, os momentos de interrogação e reelaboração teórica, as estratégias metodológicas e o elenco de críticas que recaem sobre sua obra.

No capítulo II é realizado um mapeamento da disposição estrutural e dos perfis específicos das posições e segmentos de classe no Brasil de hoje. São apresentados os desafios teórico-metodológicos enfrentados e os passos de construção da tipologia. As posições e os segmentos de classe recebem uma caracterização conceitual e operacional, são situados na distribuição entre os setores econômicos e submetidos a um esquadrinhamento da sua feição interna. Estabelecem-se os vínculos das posições e dos segmentos de classe constituídos com os arranjos de classe de natureza mais ampla, como os proprietários de ativos relevantes de capital, a pequena burguesia urbana, os camponeses, as formas de auto-emprego precário, a classe média assalariada e a classe trabalhadora restrita e ampliada. A consideração das grandes regiões geográficas serve para proceder a uma contextualização socioespacial da estrutura de posições. É abordada a distribuição diferenciada das posições em relação aos fatores gênero e cor ou raça. Por fim, é esboçada uma representação das relações de classe macroestruturais e são confrontadas e articuladas as formulações teóricas que procuram dar sentido à reprodução desses conjuntos macrossociais.

O capítulo III desenvolve uma perspectiva temporal de certa amplitude no estudo das transformações da estrutura de posições e segmentos de classe. Visando formar um quadro preliminar da problemática são sintetizadas as indicações que emanam da literatura econômica e sociológica. Estabelecem-se os fundamentos das alterações na tipologia original e também as novas soluções operacionais que tiveram que ser usadas para compatibilizar as diferenças entre as PNADs de 1981 e 1996. São apreciados detidamente os deslocamentos estruturais e as taxas de mudanças das posições e segmentos de classe. O trabalho situa as mudanças na distribuição da população ocupada entre os setores econômicos e a composição de posições de classe prevalecente no interior de cada setor. Por fim, a abordagem de padronização e decomposição de mudança é utilizada com a finalidade de aprofundar a interpretação da direção, do alcance e dos fatores determinantes das transformações nas posições de classe e em sua configuração estrutural no período de 1981 a 1996.

No capítulo IV são contrastados o enfoque relacional e posicional da desigualdade e o modelo “monádico” da teoria de capital humano. Debate-se a problemática teórica do processo subjacente à associação entre a educação e a renda. Sintetiza-se a teoria neomarxista dos mecanismos geradores de renda e discutem-se as duas principais estratégias — a dimensional e a tipológica — de mensuração das propriedades teoricamente relevantes das posições de classe e de parametrização dos seus efeitos em uma função de rendimentos.

No capítulo V a tipologia construída é colocada à prova através da análise dos efeitos das posições de classe, representando distintos mecanismos geradores de renda, sobre o montante da renda obtida pelas pessoas. São sugeridas interpretações sociológicas alternativas à teoria do capital humano acerca dos dois componentes principais subjacentes à associação entre a educação e a renda: o grau de desigualdade em educação e os diferenciais de renda por nível educacional. O conteúdo principal do capítulo corresponde ao desenvolvimento de uma análise exaustiva dos efeitos das posições de classe sobre a renda pessoal, recorrendo à técnica de regressão linear, que considera o poder explicativo intrínseco das posições de classe, a importância relativa entre os determinantes posicionais de classe e os atributos de capital humano, os efeitos de origem de classe na renda e, por fim, os efeitos interativos entre a posição de classe e a educação sobre os retornos de renda.

A conclusão do trabalho apresenta um balanço do conjunto do percurso empreendido e uma síntese dos principais resultados obtidos. São apreciadas as virtudes e as limitações do esquema de classes de Erik Olin Wright e da base de dados utilizada na compreensão da estratificação de classe da sociedade brasileira. Levando em consideração o caminho percorrido, descortinam-se as possíveis perspectivas de desenvolvimento e de aplicação das tipologias de classe na interpretação de regularidades sociais na sociedade brasileira.

No momento em que debatem-se novos rumos para o país revela-se bastante oportuno um livro que mostra um retrato de corpo inteiro, sem retoques, do Brasil. É preciso conhecer a sociedade que se pretende mudar e saber em quem (em que categorias sociais) apoiar-se para mudar o país.

O autor é professor-adjunto do Departamento de Ciências Sociais, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e pode ser contactado através do e-mail: jalcides@ichl.ufjf.br.

O livro encontra-se à venda no site da Editora UFMG: www.editora.ufmg.br. Informação sobre a distribuição nacional do livro pode ser obtida junto à Editora, telefone (31) 34994657 (Denise).

 
Enviado por:  José Alcides Figueiredo Santos
E-mail para contato: jalcides@ichl.ufjf.br
 
 
D) Indústria Automotiva: a nova geografia do setor produtivo
 
Seminário de lançamento do livro "Indústria Automotiva: a nova geografia do setor produtivo", organizado por Maria Regina Nabuco, Magda de Almeida Neves e Antonio Moreira de Carvalho Neto, do IRT- PUC-MINAS e publicado pela ED. DP&A / PUC-MINAS
Local: IEC/PUC-MINAS
Dia 19 de setembro
Ricardo Carvalho (UFMG) e Maria Laetitia Corrêa (FEAD-MG)
Glauco Arbix (USP) Benilde Motim (UFPR)
 
Dia 20 de setembro
José Ricardo Ramalho (UFRJ)
Sílvia Araújo (UFPR)
 
 

Sumário

PARTE I – ESTRATÉGIAS E INCENTIVOS NA LOCALIZAÇÃO DE NOVAS PLANTAS AUTOMOTIVAS

 

MARTIN, S. B.; VEIGA, J.P.C. Globalização dos mercados, localização produtiva e Relações Interfirmas: O Caso das Montadoras Alemãs nos EUA nos anos 90.

 

NABUCO, M. R; MENDONÇA, M. P. de. Estratégias de Localização do Setor Automobilístico no Brasil: o caso da Mercedez-Benz em Minas Gerais.

 

RAMALHO, J. R.; SANTANA, M. A. A indústria automobilística no Rio de Janeiro – relações de trabalho em um contexto de desenvolvimento regional.

 

ZAWISLAK, P. A.; MELO, A. A. A Indústria Automotiva no Rio Grande do Sul: impactos recentes e alternativas de desenvolvimento.

 

PARTE II – ORGANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO E DO TRABALHO E NOVAS CADEIAS PRODUTIVAS

 

NEVES, M. de A.; OLIVEIRA, A. M. de; BRANDÃO, N. A. A complexa montagem de um veículo: a Mercedez-Benz em Juiz de Fora.

 

CARLEIAL, L. ; FILHA, M. L. de F. G.; NEVES, L. S. A Gestão da Força de Trabalho na Indústria Automotiva: uma primeira aproximação a partir dos casos da Renault e Audi-Wolks.

 

PIMENTA, S. M.; CORRÊA, M. L. Inovações Organizacionais e Mobilização da Subjetividade: o sistema de gestão da Mercedes Benz / JF.

 

CARVALHO, R. A. A. de C. A produção e a gestão de competências: o caso Fiat em questão.

 

PARTE III – RELAÇÕES DE TRABALHO NO SETOR AUTOMOBILÍSTICO NO PAÍS

 

RODRIGUES, I. J. Relações de Trabalho e Sindicalismo no ABC Paulista

 

BRESCIANI, L. P.; QUADROS, R. A Inovação e os Papéis dos Trabalhadores: o caso Mercedez-Benz.

 

CARVALHO NETO, A. Três olhares sobre as relações de trabalho na Mercedez-Benz em Juiz de Fora: a empresa, o sindicato e os trabalhadores.

 

MOTIM, B. M. L.; FIRKOWSKI, O. L. C. F.; ARAÚJO, S. M. P. Indústria Automobilística no Paraná: implicações sobre o emprego e as relações de trabalho.

 

Enviado por:  IRT- PUC-MINAS
E-mail para contato: IRT@pucminas.br
 
E) Um debate crítico a partir do feminismo: reestruturação produtiva, reprodução e gênero 
 
"Um debate crítico a partir do feminismo: reestruturação produtiva, reprodução e gênero"
Os textos que integram este livro foram apresentados num seminário nacional realizado em Recife, em agosto de 2001, e que contou com a participação de especialistas na temática de gênero e de lideranças dos movimentos sociais de mulheres. O livro é resultado do trabalho coletivo de organização feito pela AGENDE - Ações em Gênero, Cidadania e Desenvolvimento, CNMT/CUT - Comissão Nacional sobre a Mulher Trabalhadora da CUT, ELAS - Elizabeth Lobo Assessoria e S.O.S. Corpo, Gênero e Cidadania, e ao importante apoio da FES/Ildes, da CSN do Quebec e da CNB.

O lançamento ocorreu no Dia 03/09 - Terça-feira - às 18h30
Auditório azul - Sindicato dos Bancários de São Paulo 
Rua São Bento, 413
 
Na ocasião, ocorreu também o lançamento do livro "Nova divisão sexual do trabalho? Um olhar voltado para a empresa e a sociedade", com a presença da autora, Helena Hirata.

Enviado por: CNMT-CUT 
E-mail para contato: cnmt@cut.org.br 
   
    
 
F) Cadernos PAGU

Publicação semestral do número de Estudos de Gênero – Pagu/UNICAMP

Dossiê – Gênero no trabalho

Organizado por Angela Maria Carneiro Araújo

Desafios da eqüidade

2001/02 (17/18)

Apresentação

Comitê editorial

Artigos

Dualismos em duelo

Anne Fausto-Sterling

O sexo e o gênero da docência

Cláudia Pereira Vianna

Sonho do passado versus plano para o futuro: gênero e representações acerca da esterilidade e do desejo por filhos

Rosely Gomes Costa

 

Dossiê: gênero no trabalho

apresentação

Angela Maria Carneiro Araújo

Globalização e divisão sexual do trabalho

Helena Hirata

Instruídas e trabalhadeiras

Trabalho feminino no final do século XX

Cristina Bruschini, Maria Rosa Lombardi

Desempeño laboral de hombres y mujeres:

opinan los empresarios

Rosalba Todaro, Lorena Godoy, Laís Abramo

Os desafios da eqüidade: reestruturação e desigualdades de gênero e raça no Brasil

Nadya Araújo Guimarães

Redes de subcontratação e trabalho a domicílio na indústria de confecção: um estudo na região de Campinas

Angela Maria Carneiro Araújo, Elaine Regina Aguiar Amorim

Mulheres fora de lugar?

Leila Maria da Silva Blass

Transiciones familiares y trayectorias laborares femeninas em el México urbano

Orlandina de Oliveira, Marina Ariza

 
Resenhas

Entre a história e a liberdade

Luce Fabbri e o anarquismo contemporâneo – Margareth Rago

Durval Muniz de Albuquerque Júnior

O feminismo mudou a ciência? Londa Schiebinger

Maria Teresa Citeli

No coração da sala de aula: gênero e trabalho docente nas séries iniciais – Marília Pinto de Carvalho

Érica Renata de Souza

Gêneros da produção cultural

O leitor e a banca de revistas: a segmentação da cultura no século XX – Maria Celeste Mira

Heloisa Buarque de Almeida

Documento

Doces de ovos, doces de freiras: a doçaria dos conventos portugueses no Livro de Receitas da irmã Maria Leocádia do Monte do Carmo (1729)

Leila Mezan Algranti

 

Enviado por:  Iara Beleli
E-mail para contato: Callas@uol.com.br
 
 
G) Arquivos de Historia Social

 
Eulália Lobo, Pedro Tórtima e Eduardo Stotz acabam de lançar a página Arquivos de Historia Social do Brasil Contemporaneo. O endereço na internet é www.arquivosdehistoriasocial.com.
Solicitam divulgar esta mensagem junto aos professores, pesquisadores, sindicalistas e alunos.
A página, ainda em fase de construção, está aberta a contribuições, com a inclusão de textos e imagens ou de novo arquivos (pastas) de documentos e estudos.
 
 
Enviado por:  Eduardo Stotz
E-mail para contato: stotz@alternex.com.br
 
 
H) Crítica Marxista
 
O número 15 da revista Crítica Marxista, que sai na primeira quinzena de
outubro, está publicando três textos referentes a nossa área de estudo. Um
dos textos é um artigo de Sérgio Lessa que faz um balanço crítico do
conceito de Antonio Negri e de Maurizio Lazzarato de trabalho imaterial. A
referência é: Sérgio Lessa, "Trabalho imaterial, classes sociais e revolução
passiva: uma crítica a Antonio Negri". Outro texto da área temática do nosso
grupo é um artigo de Benedito Rodrigues Neto intitulado "Teoria marxista e
processo de trabalho no século XX". O terceiro texto que nos interessa
diretamente é um trabalho muito interessante do sociólogo francês Louis
Chauvel polemizando com as teorias do fim das classes sociais. Ele faz um
estudo empírico sobre mobilidade social e gerações para argumentar que o
declíniio do Estado de bem-estar está minando as bases da atenuação dos
conflitos de classe. A referência é Louis Chauvel, "As insuficiências das
hipóteses sobre o fim das classes sociais". Além desses trêss textos, o
número 15 de Crítica Marxista traz artigos sobre as Forças Armadas
brasileiras e a globalização, o papel do indivíduo na história, as análises
de Marx e de Engels sobre as relações da Europa com o Afeganistão, a
concepão de representação política nas obras históricas de Marx e alguns
outros.

 

Enviado por:  Armando Boito Jr.
E-mail para contato: boito@uol.com.br
 
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5) Seminários
 
 
A) Asociación Latinoamericana de Sociología del Trabajo - ALAST

Convocatoria

Con el objetivo de analizar los cambios en el mundo del trabajo, ampliar el intercambio entre investigadores de los países mas pequeños del cono sur, y fortalecer su participación en ALAST, la Asociación Latinoamericana de Sociología del Trabajo, con el apoyo del Centro de Estudios para el Desarrollo Laboral y Agrario, la Universidad Mayor de San Simón, la Universidad de la Cordillera, y el Post Grado en Estudios del Desarrollo, Universidad Mayor de San Andrés, convoca a la:

Reunión  Subregional
de la Asociación Latinoamericana de Sociología del Trabajo (ALAST)

 El trabajo en los umbrales del siglo XXI: lecturas diversas desde el cono sur

13 al 15 de noviembre de 2002

Universidad Mayor de San Simón

Cochabamba, Bolivia

Conferencias Magistrales:

- El mundo del trabajo y los procesos sociales en América Latina hoy
Atilio Borón

- Las agendas en los Estudios del Trabajo en América Latina hoy
Enrique de la Garza

Mesas Temáticas:

- El mercado de trabajo: reestructuración, precariedad,
y recomposiciones diversas

- Articulaciones rural - urbano en la construcción
de los mercados de trabajo

- Culturas en y del trabajo

- Mundos del trabajo y acción colectiva hoy

- El trabajo frente a la integración económica

Participación

- Se recibirán resúmenes de ponencias hasta el 12 de septiembre de 2002.

- El resúmen, una carilla A4, deberá incluir nombre/s del/los autor/es, título de la ponencia, afiliación institucional del/los autor/es, dirección postal, número telefónico y correo electrónico.

- El resúmen hará referencia a los objetivos, metodología y fuentes utilizadas en la ponencia.

- Los resúmenes deberán enviarse a: reunionregional@alast.org

Patrocinio: “Centro de Estudios para el Desarrollo Laboral y Agrario “  (CEDLA)          

Director: Javier Gómez

Todas las comunicaciones en torno a la realización del evento deberán dirigirse a la dirección electrónica presentada.

Las próximas comunicaciones sobre la Reunión Subregional serán realizadas por el Comité de Organización.

Asociación Latinoamericana de Sociología del Trabajo

Araoz 2838 / C1425DGT / Buenos Aires  / Argentina  /  Tel. (54-11) 48044949/ Fax. (54-11) 4804-5856 /

e-mail: alastcomejec@arnet.com.ar   /   Página web : www.alast