Trabalhadores e questões emergentes: meio ambiente, território,
política industrial e cidadania
Coordenador: José Ricardo Ramalho (UFRJ)
Debatedor: Leda Gitahy
(UNICAMP)
Maria
Célia Paoli (USP)
A
multiplicação dos estudos sobre o mundo do trabalho desde a última década
retratam, direta ou indiretamente, sua captura fatal pela lógica estritamente
mercantil ou por relações comandadas pela sociabilidade privada. Assim, indicam
que as relações organizadas do mundo do trabalho não apenas perdem sua força na
representação de interesses e sua presença pública na dinâmica política da
sociedade, como ainda, conforme Oliveira (2002) perdem a própria forma, política
e simbólica, que os tornava reconhecíveis como base concreta para a tradição do
pensamento crítico, sociológico e historiográfico. Este texto tenta fazer uma
reflexão sobre estas transformações, interrogando por um lado de que modo a
presença do trabalho, cada vez mais retido no mundo privado, pode ainda se
representar na cena pública, e de outro avaliar como o pensamento crítico
enfrenta esta presença deslocada sem transformar-se em pensamento nostálgico e
sem apelar para esquemas irrelevantes, mas sim abrindo caminho para a
recomposição do mundo do trabalho na cena pública.
Trabalhadores, redes sociais e controle do meio ambiente
industrial
J.Sergio
Leite Lopes (Museu Nacional/UFRJ)
A
comunicação propõe-se a apresentar resultados de pesquisa sobre participação
popular no controle da poluição industrial, tendo como base empírica
experiências de municípios do Rio de Janeiro (Volta Redonda, Itaguaí, Angra dos
Reis), e de Minas Gerais (BH, Betim), fornecendo a oportunidade de se observar
os trabalhadores sob a ótica da poluição, da saúde do trabalho, do meio
ambiente. A pesquisa procura relacionar a temática ambiental com aquela da
associatividade entre as classes populares através dos conflitos, lutas,
negociações e acordos em torno do controle da poluição industrial no Brasil.
Nestes conflitos e negociações participam também diferentes agentes mediadores
entre empresas industriais poluidoras por um lado e parcelas de trabalhadores e
moradores de áreas industriais poluídas, por outro lado. Procurar-se-á discutir
a pertinência do fato, observado na pesquisa, de que a temática do meio ambiente
tem tido mais legitimidade para que através dela apareçam reivindicações,
conflitos e negociações de direitos trabalhistas e sociais ou relativos às
condições de trabalho que antes apareciam de outras formas.
Trabalhadores e ação sindical em novos espaços de produção: a
fábrica da Mercedes-Benz em Minas Gerais
Magda
de Almeida Neves e Antonio Carvalho Neto (IRT-PUCMINAS)
O
objetivo do artigo é analisar a ação sindical no tocante às relações de
trabalho, focando nos pontos de conflito mais marcantes havidos entre o
Sindicato dos Metalúrgicos de Juiz de Fora, a gerência da nova fábrica da
Mercedes-Benz na referida cidade de Minas Gerais, a comissão eleita de
representantes dos trabalhadores dentro da empresa e os próprios trabalhadores.
Os pontos de conflito que serão tratados são: a relação sindicato-empresa; a
relação sindicato-comissão de representantes; a relação empresa-comissão de
representantes; a relação trabalhadores-sindicato. Depois de analisadas estas
relações, enfocaremos a postura destes atores sociais diante do trabalho em
grupos/equipes; a flexibilização da jornada via banco de horas e a remuneração
variável. A Mercedes-Benz vem apostando no greenfield sindical de Juiz de
Fora para praticar baixos salários, negando-se também a conceder estabilidade à
representação eleita pelos trabalhadores dentro da fábrica, como o faz no ABC.
No entanto, a contribuição da Mercedes no sentido de valorizar a negociação com
o sindicato e reconhecê-lo como sujeito político, começa a modificar de forma
positiva a cultura empresarial mineira e local, pouco afeita a este tipo de
práticas mais democráticas.
Processos de liberação/desregulamentação/privatização no
setor de telecomunicações e
implicações sobre os sindicatos: Brasil em perspectiva
internacional
Sônia
Guimarães Larangeira (UFRGS)
O
trabalho discute a situação dos sindicatos de telecomunicações no contexto de
mudanças dramáticas resultante, principalmente, de inovações tecnológicas
“revolucionárias” que alteram profundamente a configuração do setor,
transformando a filosofia que o sustentara: as empresas que, no passado, atuaram
sob a concepção de fornecedoras de serviço público, passam a atuar sob uma
perspectiva estritamente comercial. As implicações dessas mudanças em termos de
relações de trabalho, de emprego e, sobretudo, de relações sindicais são
notáveis. O estudo, beneficiando-se da comparação internacional, detém-se no
exame do caso brasileiro, no qual verificam-se mudanças dramáticas após a
privatização da Telebrás. Busca-se avaliar a ação dos sindicatos de
telecomunicações face aos desafios que enfrentam no novo contexto, marcado por
mudanças significativas que lhes retiram a situação privilegiada de que
desfrutaram. A questão formulada seria: poderia a crise presente contribuir para
a emergência de um “novo sindicato” com perspectivas favoráveis aos
trabalhadores? No caso do Brasil, poderia a crise dos anos 90s repetir o que
ocorreu nos anos 70s, quando a repressão auxiliou na emergência do “novo
sindicalismo”?
2ª Sessão:
Sindicatos e flexibilização de
direitos
Debatedor: Adalberto
Cardoso (IUPERJ)
Resumos
Mudanças na CLT: problemas históricos e dilemas atuais do novo
sindicalismo.
Arnaldo
Mazzei Nogueira (PUC-SP / USP)
O
problema histórico da CLT está na persistência de institutos de controle e
intervenção do Estado sobre as relações entre trabalho e capital, principalmente
no que se refere às dimensões coletiva e sindical. O sentido mais geral da
criação da legislação social e trabalhista no Brasil foi regulamentar as
relações de trabalho, proteger o trabalhador individualmente e garantir, por
meio do controle e da intervenção do Estado, a acumulação e a modernização
capitalista na fase da industrialização. Na fase recente do capitalismo
brasileiro, marcado pela ascensão da economia de serviços e informal, tudo
indica que a legislação trabalhista e social passa a ser um obstáculo à livre
acumulação flexível do capital. O
presente trabalho visa discutir esta questão a luz dos problemas históricos do
sistema brasileiro de relações de trabalho, da estrutura e da ação dos
sindicatos ao longo do século XX. No contexto mais recente, o texto propõe
examinar as mudanças “flexibilizadoras” adotadas na década de 90 e discutir o
papel dos sindicatos, em particular das centrais sindicais, frente à proposta
específica de alteração do artigo 618 da CLT, na qual o negociado prevalecerá
sobre o legislado.
O sistema de relações de trabalho em xeque: uma nota
conceitual
Andréia
Galvão (UNICAMP)
As
críticas endereçadas ao que se convencionou denominar “sistema brasileiro de
relações de trabalho” encontram-se na ordem do dia. Essa noção, inspirada no
conceito de sistema de relações industriais elaborado pelo norte-americano John
Dunlop, compreende as relações de trabalho a partir de uma perspectiva ampla e
integrada, uma vez que o conceito sistêmico conjuga a análise das entidades
representativas de interesses coletivos à dos procedimentos e regras que regem o
processo de negociação coletiva, possibilitando uma abordagem interdisciplinar.
O objetivo da comunicação é discutir a pertinência desse conceito a partir de
uma dupla perspectiva: de um lado, a partir das críticas feitas à Dunlop por
autores ligados à perspectiva teórica marxista; de outro, a partir da análise do
caso brasileiro. Neste caso, percebe-se que a reforma trabalhista empreendida
pelo governo FHC vem sendo efetivada, sobretudo, mediante a introdução de
contratos flexíveis (por prazo determinado, em tempo parcial ou a suspensão do
contrato de trabalho), que restringem ou suprimem direitos, mas em nada alteram
o dito “sistema de relações de trabalho”, que permanece, em linhas gerais,
organizado segundo o modelo corporativista.
Flexibilidade das relações de trabalho e flexibilidade produtiva:
uma análise da “nova migração” do setor automobilístico
brasileiro
Rejane
Prevot Nascimento (COPPE/UFRJ) e Lidia Segre (COPPE/UFRJ)
Buscamos
neste artigo analisar em que medida a flexibilidade foi utilizada pelas empresas
brasileiras na última década, assim como definir seu papel na construção de um novo padrão de
relações de trabalho e de negociação sindical, em especial no setor
automobilístico brasileiro. Partimos da hipótese de que o processo de
desregulamentação das relações de trabalho, empreendido ao longo dos anos 90, e
o consequente desmonte dos sindicatos neste período criaram um contexto
favorável para a entrada de novas empresas do setor automotivo no país. Na
segunda metade da década de 90, no governo do presidente Fernando Henrique
Cardoso, tem início o movimento de migração de novas montadoras para o país.
Esta “nova migração” é caracterizada pela instalação de plantas em regiões com
pouca ou nenhuma tradição sindical, os chamados greenfields, confirmando
uma estratégia das novas montadoras de esvaziamento da região do ABC paulista e
da procura por municípios com mão de obra qualificada e pouca ingerência dos
sindicatos locais, definindo um padrão de alta flexibilidade nas relações de
trabalho. Este tipo de flexibilidade é também responsável pela criação de um
contexto favorável para a adoção de medidas de flexibilidade produtiva nas
indústrias automobilísticas.
A negociação do ajuste produtivo e das medidas de flexibilização
da legislação trabalhista nas indústrias calçadista, siderúrgica e
têxtil.
Rosana
Ribeiro (UFU)
Nos
anos 90, a abertura comercial promoveu uma intensificação da luta concorrencial,
pressionando as empresas a um ajuste produtivo. No processo de modernização
produtiva da indústria nacional predominou o uso de inovações organizacionais
por exigirem menores gastos quando comparadas às inovações tecnológicas. Além
disso, uma aceleração na aquisição de máquinas e/ou equipamentos importados
elevaria ainda mais o déficit comercial. Caberia indagar: a introdução das
inovações tecnológicas e organizacionais nas empresas nacionais são objetos de
negociação entre os sindicatos dos trabalhadores e os representantes das
empresas? As novas medidas de flexibilização da legislação trabalhista são
também objetos de negociação? Um dos objetivos desse trabalho é investigar as
negociações dessas inovações em alguns setores e verificar os principais
obstáculos a tais negociações. Outro objetivo é analisar a estratégia sindical
perante as medidas recentes de flexibilização da legislação trabalhista. A
pesquisa se concentra nos trabalhadores da indústria de calçados do Vale dos
Sinos (RS), nos trabalhadores da indústria têxtil do pólo de Americana (SP), e
nos trabalhadores das empresas siderúrgicas Acesita e Usiminas localizadas,
respectivamente, em Timóteo e Ipatinga (MG).
3ª Sessão:
Novas abordagens sobre o mundo do trabalho e os
sindicatos
Coordenador: Iram Jácome Rodrigues (USP)
Debatedor:
Heloísa Martins
(USP)
Resumos
Nas trilhas de uma sociabilidade privada: uma experiência de
células de produção em São Paulo
Leonardo
G. Mello e Silva e equipe: Sandra Rufino dos Santos, Leandro Moreira, Fátima
Queiroz, Ana Maria Sanches, José M. Sacadura e Raissa Gambi
(USP)
O
trabalho analisa as novas formas de organização do trabalho. Especificamente, o
trabalho em grupo. Nossa hipótese é de que as células de produção permitem uma
leitura privilegiada do processo de privatização e individualização das relações
de trabalho por que passam hoje os atores coletivos. Ademais, através de nossa
pesquisa em uma empresa de confecção da cidade de São Paulo, procuramos discutir
a idéia seguinte: as células (juntamente com outros expedientes da velha ordem
taylorista-fordista), longe de decretar a impertinência do conflito típico de
classes, pode estar a fornecer mais elementos para um conflito com o patronato.
Por quê? Porque essa nova forma de organização, com sua retórica e ideologia
subjacentes, vão cada vez mais invadindo esferas da privatividade dos
trabalhadores que forneciam bases para alimentar movimentos sociais, entre eles
o próprio movimento sindical. Portanto, todas as formas públicas de participação
estariam sendo colonizadas pelo produtivismo oriundo dessa nova organização do
trabalho. Os sindicatos, nesse sentido, funcionariam como uma espécie de dique a
esse movimento de privatização e individualização, ao tentar impedir que a
lógica produtivista se apodere de todas as reservas de sociabilidade
disponíveis. Daí a sua função “pública”.
O Processo de instituição de uma doença do
trabalho
Diana
Antonaz (Museu Nacional/UFRJ)
Com
base em uma pesquisa realizada entre telefonistas de uma empresa de
telecomunicações do Rio de Janeiro, que começaram a manifestar dores súbitas e
irreversíveis entre o final dos anos 80 e o início dos anos 90, analisa-se o
processo de construção e legitimação de uma doença do trabalho – as lesões por
esforços repetitivos (LER) - a partir da ação, e dos esquemas mentais
subjacentes, dos diferentes atores envolvidos (trabalhadores, técnicos e
dirigentes da empresa, sindicalistas e assessores sindicais e representantes de
instituições públicas das áreas de saúde, trabalho e seguridade social e do
poder legislativo). No trabalho procura-se mostrar o processo de construção das
diferentes “verdades”. Nele, a
“construção da doença do trabalho” é analisada em dois níveis: no local – do
sindicato e da empresa – procurando mostrar o papel desempenhado pelos
diferentes atores sociais envolvidos, e num âmbito mais geral, no qual vai se
estruturando, ao longo do processo, uma articulação intersindical nacional, que
passa a contar com o apoio de significativos setores da saúde pública. E,
inspirando-me no mote sindical “saúde é luta”, procuro desvendar os mecanismos
que fazem da saúde do trabalhador uma “boa luta” para os sindicatos. Mostra-se
de que forma a ação mais geral se combina com a ação
local.
Representação política e os interesses no STR de Xapuri: os
conflitos e desafios dos anos 90.
Mauro
César Rocha da Silva (PESACRE)
Este
trabalho analisa o processo político de construção dos interesses e/ou das
bandeiras de luta de uma organização sindical de trabalhadores rurais no Alto
Acre, Brasil. Referimo-nos ao Sindicato de Trabalhadores Rurais do município de
Xapuri, que, nos seus quadros de sindicalizados, agrega fundamentalmente um tipo
particular de trabalhador extrator, conhecido como “seringueiro”. Este trabalhador rural, hoje seringueiro
por identidade, por mais de um século ficou submetido às privações impostas pela
lógica do sistema de aviamento que organizava as relações comerciais e
produtivas dentro dos seringais. Na segunda metade da década de 1970, com a
institucionalização da organização sindical no campo, ocorrida bem no auge dos
conflitos por terra, este seringueiro conseguiu emergir no cenário político e
elaborar, através do processo de mediação política realizado pelos seus
porta-vozes sindicais, um conjunto de demandas. Dizer quais foram estas demandas
definidas pela política sindical ao longo desses últimos dez anos e em quais
circunstâncias foram produzidas e formuladas pelo STR de Xapuri, além de
procurar investigar quais as implicações políticas daí decorrentes para esse
sindicalismo, constituem os principais objetivos desta pesquisa.
Análise da estrutura organizativa e o corpo funcional frente às
transformações produtivas: um perfil do sindicalismo em quatro cidades
brasileiras
Allan
Claudius Queiroz Barbosa (UFMG)
O
presente trabalho propõe-se a discutir como se visualiza o formato
organizacional dos maiores sindicatos brasileiros localizados nas cidades de
Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, considerando a
perspectiva de seus dirigentes, que estão diretamente ligados à rotina
organizacional. Inicialmente parte-se da constatação que o movimento sindical
vem sofrendo nos últimos anos o impacto da reestruturação na esfera produtiva. A
tão propalada globalização trouxe para o mundo do trabalho modificações
que afetaram a conduta e a prática sindical nas suas múltiplas dimensões.
Observada de maneira mais intensa no campo político, é no cotidiano dos
sindicatos que se percebe de maneira nítida os avanços e recuos perpetrados por
esse impacto do ambiente. Observando o esforço de melhoria da atividade
gerencial em organizações sindicais, com características próprias, mas que
necessitam de suporte administrativo, o trabalho situa o formato organizacional
no contexto dos maiores estados brasileiros, e desnuda sua postura frente ao
contexto, estando visíveis dificuldades inerentes à gestão. O sindicato, ao
representar interesses da categoria, é também um espaço organizacional e o seu
gerenciamento é imprescindível, sinalizando para os desafios da modernização em
um quadro desfavorável a ações coletivas.
O GT estará oferecendo um Mini-curso na ANPOCS 2002:
As transformações do trabalho e as ações coletivas dos trabalhadores no mundo contemporâneo
Profs: Ricardo Antunes (UNICAMP) e Marco Aurélio Santana (UNIRIO)
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
A) DA
QUALIFICAÇÃO À COMPETÊNCIA: DOS FUNDAMENTOS AOS USOS - O PLANFOR
COMO
DISSIMULADOR DE "CONCEITOS" EM
EDUCAÇÃO
Título: DA QUALIFICAÇÃO À
COMPETÊNCIA: DOS FUNDAMENTOS AOS USOS - O PLANFOR COMO
DISSIMULADOR DE
"CONCEITOS" EM EDUCAÇÃO.
Tese de Doutorado
Autor: Remi Castioni
Banca:
Prof(a).
Dr(a). Maria Inês Rosa(Orientador(a)) – FE/UNICAMP, Prof(a). Dr(a).
Newton Antonio Paciulli Bryan (Membro Titular) – FE/UNICAMP, Prof(a). Dr(a).
Lúcia Emília Nuevo Barreto Bruno (Membro Titular) – USP/SP, Prof(a). Dr(a).
Eloisa de Mattos Höfling (Membro Titular) – FE/UNICAMP, Prof(a). Dr(a). Azuete
Fogaça (Membro Titular) - UFJF/MG,
Prof(a). Dr(a). Carmem Sylvia Vidigal Moraes (Membro Suplente) – USP/SP e
Prof(a). Dr(a). José Roberto Montes Heloani (Membro Suplente) – FE/UNICAMP
Dia: 13/11/02
Hora: 14:30h
Resumo:
O trabalho discute o conceito da qualificação profissional e o seu
movimento em direção à noção de competência(s), que está em voga nos dias
atuais. Enfocamos os significados de ambos os temas – qualificação e competência
–, expressos mediante conceitos e noções, e o uso que deles são feitos por parte
dos atores do Mundo do Trabalho (governo, empresários e trabalhadores), principalmente, a partir de 1995, com a
promoção por parte do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil - MTE, do Plano
Nacional de Educação Profissional - PLANFOR. A promoção de ações regulares a
partir de então – financiadas com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador –
FAT –, incorporou, como “questão de ordem”, termos carregados de significados e
fundados em outros países, como competências, habilidades e empregabilidade, sem
as necessárias mediações. Estes termos estariam sendo usados como resposta à
crise do emprego enfrentado atualmente pela sociedade e subsidiando a adoção de
políticas públicas no campo do emprego e da educação. Com ênfase nesta nova
terminologia, foram estruturadas políticas de reforma da educação brasileira,
tendo como referencial a dissimulação
proporcionada pelo PLANFOR. A elaboração de Leis, Decretos, Parâmetros e
Diretrizes Curriculares no campo da educação e, a introdução de Sistemas de
Avaliação, como o SAEB, ENEM e PROVÃO, estariam preparando o País para a adoção
de Centros de Certificação de Competências. Estes teriam por finalidade, a
certificação dos trabalhadores da mesma forma como são certificados produtos e
processos com base nas normas ISO 9000 e 14000, revelando assim uma vinculação
exacerbada da educação às demandas do setor produtivo. A adoção de tais
instrumentos estariam se configurando na construção de novos comportamentos, de
um dever-ser, em oposição ao caráter
social da qualificação. Assim, para os trabalhadores a construção das suas
trajetórias passaria a ser determinada não mais por processos de aquisição de
conhecimentos – seja na escola ou no processo produtivo, e validada socialmente
–, mas pela dependência cada vez maior dos desígnios do capital que os concebe
na forma de demonstração de resultados. Para tanto, as orientações da psicologia
behaviorista e da Teoria do Capital Humano - TCH são reelabordadas para dar
sustentação a esse movimento e com base na noção de competência, estariam se
operando modelos de avaliação, que teriam sido produzidos pelo atual processo de
reestruturação produtiva. Uma visão determinista entre a base técnica e o
conteúdo dos saberes é que teria propiciado o elemento concreto para a adoção de
tais práticas no campo da educação. Para atingir tais objetivos, o Estado contou
com importante aliado para a dissimulação da noção de competência.
Sua difusão ocorreu por intermédio das Centrais Sindicais e dos Sindicatos de
Trabalhadores, que se beneficiaram de volumosos recursos do Fundo de Amparo ao
Trabalhador - FAT. Na tentativa de encontrar formas de financiamento da
estrutura sindical, os sindicatos se enredaram no discurso da qualificação e
acabaram por reproduzir, com raras exceções, os “conceitos” formulados pela
política estatal. A dissimulação e a
difusão dos novos “conceitos” exigidos pelas novas formas de organização da
produção e seus efeitos foram avassaladoras sobre o mercado de trabalho, onde
sucumbiram, inclusive, àqueles que deveriam ser seus principais críticos. Isso
explicaria, em boa parte, o sucesso alcançado pelas novas práticas no campo
educacional.
B) QUE TRABALHADOR SOU EU? OS
TRABALHADORES TERCEIRIZADOS OFF SHORE
DO SETOR DE MANUTENÇÃO DA BACIA DE
CAMPOS.
TÍTULO: QUE
TRABALHADOR SOU EU? OS TRABALHADORES TERCEIRIZADOS OFF SHORE
DO SETOR DE
MANUTENÇÃO DA BACIA DE CAMPOS.
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
AUTOR: DIRCÉA BRANCO DE MENEZES GOMES
INSTITUIÇÃO :
IUPERJ
DATA DA DEFESA: 25 DE JUNHO DE
2002
BANCA:
PROFº DR. ADALBERTO MOREIRA CARDOSO (
ORIENTADOR)
PROFº DR. MARCELO GANTUS JASMIN
PROFº DR. JOSÉ MAURÍCIO
DOMINGUES
Resumo:
Que trabalhador sou eu? tem como tema
central a questão da identidade dos
trabalhadores terceirizados off shore do
setor de manutenção da Bacia de
Campos, visto o processo de terceirização na
Petrobrás, no setor de manutenção,
ter se acentuado de forma significativa na
década de 1990. Entrar no mundo
do petróleo tem sido o sonho acalentado pelos
jovens e suas famílias nesta
região desde que a Petrobras aqui descobriu
petróleo em meados da década
de 1970. Vinte anos depois, a possibilidade de
ser conhecido como petroleiro
tem sido possível através das empresas
contratadas e subcontratadas. Em
contraposição ao mundo dos trabalhadores da
Petrobras a precarização do
mundo do trabalho e das condições de vida tem
sido a marca desta categoria
de petroleiro. Pesquisas realizadas na região
sobre a identidade dos petroleiros
na década de 90 apontaram a existência de
um cotidiano tenso e marcado por
uma rígida hierarquia entre petroleiros e
terceiros. A presente pesquisa
não só comprovou a permanência deste quadro
como constata a construção de
uma nova hierarquia - terceiros ärrasta balde"
versus terceiros da manutenção
-, tão tensa quanto a primeira, agravada pelo
ambiente de trabalho confinado
e de alto risco como é o trabalho em uma
plataforma de petróleo. Como os
terceirizados do setor de manutenção tem
construído sua identidade? Como
ele é visto pelos "arrasta balde"e pelos
petroleiros? Como se vêem? São
estas as questões que esta dissertação se
propõe a responder.
Banca: Profª. Dra Lúcia Maria de
Barros Freire (Orientadora)
Profª.
Dra Marilda Vilella Iamamoto (UERJ)
Prof.
Dr. Marco Aurélio Santana (UNIRIO)
Resumo:
Esta dissertação em como objeto o
processo de reestruturação produtiva e organizacional realizado na Refinaria
Duque de Caxias, no período de 1993 a 2000, sob o ângulo da adequação dos seus
processos de trabalho e produção à perspectiva de transformação da Petrobras em
uma empresa “ohnoísta”, exatamente no plano de sua inversão organizativa que
expressou
a finalidade de adaptação da corporação às novas demandas do mercado global
capitalista, reflexo da quebra do monopólio estatal e do conseqüente aumento da
competição por mercados. Para tanto, toma como foco as
modificações ocorridas nos processos de gestão da sua força viva de trabalho,
localizada em suas plantas industriais que exercem a atividade‑fim, a operação
industrial. Portanto, esse enfoque parte da hipótese de que o sucesso de tal
processo reorganizativo teria como necessidade a efetivação de estratégias
gerenciais que permitissem a mudança de seu perfil e lugar dessa força de
trabalho no processo de valorização do capital. Constitui‑se na verdade em
estudo de caso que toma como objetivo último, não apenas uma descrição densa de
um determinado fenômeno sócio‑econômico, mas fundamentalmente o desenvolvimento
de um estudo teórico a respeito de uma suposta atualidade da teoria do
valor‑trabalho nesses tempos de nova reestruturação do Capital. Os
fundamentos da hipótese central deste trabalho contrastam com estas teses do fim
da importância social do trabalho vivo. Para tanto, têm como foco as estratégias
fundamentais para o alcance de metas gerenciais, que apresentam como fulcro a
necessária elevação do controle e do disciplinamento da força de trabalho,
exatamente porque as atividades‑chave específicas sofreram um processo real de
elevação intelectual como fruto do imperioso reforço tecnológico, necessitou‑se,
por parte da gerência, a promoção de uma maior precarização das condições de
produção e de trabalho, tanto objetivas quanto subjetivas, através da
intensificação de dispositivos tayloristas, configurando, assim em um
modelo de
“just‑in‑time taylorizado”. Isto se dá não apenas por razões de
disciplinamento e de envolvimento seletivo, imprescindíveis, mas principalmente
por se tratar de uma “empresa‑em‑vias‑de‑privatização”. Tal condição
esclareceria algumas políticas gerenciais contraditórias, em relação ao mercado
competitivo e a sua força viva de trabalho, como a
conclusão de que esse processo de reorganização, tendo em vista as políticas e
diretrizes de pessoal, não tinham como finalidade a construção de um compromisso
com sua força viva de trabalho. Sendo assim, diferentemente dos
pressupostos abstratos por ela propagados, tais desdobramentos tendem a levar a
Companhia à exaustão de sua capacidade produtivo‑criativa.
E‑mail para contato: wellington.clima@ig.com.br
4)
Publicações
A) Força Sindical: a
central neoliberal.
B) As artimanhas da flexibilização: o trabalho terceirizado em cooperativas de produção
No dia 03 de outubro será lançado o livro "As artimanhas da flexibilização: o trabalho terceirizado em cooperativas de produção" de Jacob Carlos Lima. O livro foi publicado pela Terceiramargem Editora em co-edição com o Programa de Pós Graduação em Sociologia da UFPB. Resulta de pesquisa realizada nos anos 90 sobre a organização de cooperativas de produção industrial no Nordeste como forma de rebaixamento de custos com a força de trabalho e atração de investimentos industriais dentro da chamada guerra fiscal.
C) Estrutura de Posições de Classes no Brasil
Acaba de vir à luz o livro Estrutura de Posições de Classes no Brasil, de autoria de José Alcides Figueiredo Santos, sob o selo editorial da Editora UFMG, em parceria com o IUPERJ. Prêmio IUPERJ 2000 na área de sociologia, o livro estampa uma investigação inédita das diferenciações de classe da sociedade brasileira, das mudanças ocorridas na estrutura social do país nas duas décadas finais do século XX e dos efeitos das posições de classe na vida das pessoas. O estudo constrói e emprega uma tipologia de posições e segmentos de classe, derivada originalmente do esquema de classe neomarxista de Erik Olin Wright, porém alterada em diversos aspectos em relação ao seu ponto de partida, e cujas categorias empíricas refletem as possibilidades e limitações da base de microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).
No capítulo I, dedica-se um esforço e um especial espaço à exposição crítica do esquema de classes de Erik Olin Wright, que serve de referência teórica e ponto de partida da investigação. O capítulo situa o contexto intelectual em que as idéias do autor sobre a análise de classes se forjaram, as linhas fundamentais de desenvolvimento da sua reflexão, os conceitos-chave e a tipologia de classes propriamente dita, os momentos de interrogação e reelaboração teórica, as estratégias metodológicas e o elenco de críticas que recaem sobre sua obra.
No capítulo II é realizado um mapeamento da disposição estrutural e dos perfis específicos das posições e segmentos de classe no Brasil de hoje. São apresentados os desafios teórico-metodológicos enfrentados e os passos de construção da tipologia. As posições e os segmentos de classe recebem uma caracterização conceitual e operacional, são situados na distribuição entre os setores econômicos e submetidos a um esquadrinhamento da sua feição interna. Estabelecem-se os vínculos das posições e dos segmentos de classe constituídos com os arranjos de classe de natureza mais ampla, como os proprietários de ativos relevantes de capital, a pequena burguesia urbana, os camponeses, as formas de auto-emprego precário, a classe média assalariada e a classe trabalhadora restrita e ampliada. A consideração das grandes regiões geográficas serve para proceder a uma contextualização socioespacial da estrutura de posições. É abordada a distribuição diferenciada das posições em relação aos fatores gênero e cor ou raça. Por fim, é esboçada uma representação das relações de classe macroestruturais e são confrontadas e articuladas as formulações teóricas que procuram dar sentido à reprodução desses conjuntos macrossociais.
O capítulo III desenvolve uma perspectiva temporal de certa amplitude no estudo das transformações da estrutura de posições e segmentos de classe. Visando formar um quadro preliminar da problemática são sintetizadas as indicações que emanam da literatura econômica e sociológica. Estabelecem-se os fundamentos das alterações na tipologia original e também as novas soluções operacionais que tiveram que ser usadas para compatibilizar as diferenças entre as PNADs de 1981 e 1996. São apreciados detidamente os deslocamentos estruturais e as taxas de mudanças das posições e segmentos de classe. O trabalho situa as mudanças na distribuição da população ocupada entre os setores econômicos e a composição de posições de classe prevalecente no interior de cada setor. Por fim, a abordagem de padronização e decomposição de mudança é utilizada com a finalidade de aprofundar a interpretação da direção, do alcance e dos fatores determinantes das transformações nas posições de classe e em sua configuração estrutural no período de 1981 a 1996.
No capítulo IV são contrastados o enfoque relacional e posicional da desigualdade e o modelo “monádico” da teoria de capital humano. Debate-se a problemática teórica do processo subjacente à associação entre a educação e a renda. Sintetiza-se a teoria neomarxista dos mecanismos geradores de renda e discutem-se as duas principais estratégias — a dimensional e a tipológica — de mensuração das propriedades teoricamente relevantes das posições de classe e de parametrização dos seus efeitos em uma função de rendimentos.
No capítulo V a tipologia construída é colocada à prova através da análise dos efeitos das posições de classe, representando distintos mecanismos geradores de renda, sobre o montante da renda obtida pelas pessoas. São sugeridas interpretações sociológicas alternativas à teoria do capital humano acerca dos dois componentes principais subjacentes à associação entre a educação e a renda: o grau de desigualdade em educação e os diferenciais de renda por nível educacional. O conteúdo principal do capítulo corresponde ao desenvolvimento de uma análise exaustiva dos efeitos das posições de classe sobre a renda pessoal, recorrendo à técnica de regressão linear, que considera o poder explicativo intrínseco das posições de classe, a importância relativa entre os determinantes posicionais de classe e os atributos de capital humano, os efeitos de origem de classe na renda e, por fim, os efeitos interativos entre a posição de classe e a educação sobre os retornos de renda.
A conclusão do trabalho apresenta um balanço do conjunto do percurso empreendido e uma síntese dos principais resultados obtidos. São apreciadas as virtudes e as limitações do esquema de classes de Erik Olin Wright e da base de dados utilizada na compreensão da estratificação de classe da sociedade brasileira. Levando em consideração o caminho percorrido, descortinam-se as possíveis perspectivas de desenvolvimento e de aplicação das tipologias de classe na interpretação de regularidades sociais na sociedade brasileira.
No momento em que debatem-se novos rumos para o país revela-se bastante oportuno um livro que mostra um retrato de corpo inteiro, sem retoques, do Brasil. É preciso conhecer a sociedade que se pretende mudar e saber em quem (em que categorias sociais) apoiar-se para mudar o país.
O autor é professor-adjunto do Departamento
de Ciências Sociais, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e pode ser
contactado através do e-mail: jalcides@ichl.ufjf.br.
O livro encontra-se à venda no site da Editora UFMG: www.editora.ufmg.br. Informação sobre a distribuição nacional do livro pode ser obtida junto à Editora, telefone (31) 34994657 (Denise).
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Sumário PARTE I – ESTRATÉGIAS E
INCENTIVOS NA LOCALIZAÇÃO DE NOVAS PLANTAS
AUTOMOTIVAS |
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MARTIN, S. B.; VEIGA, J.P.C.
Globalização dos mercados, localização produtiva e Relações Interfirmas: O
Caso das Montadoras Alemãs nos EUA nos anos
90. |
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NABUCO, M. R; MENDONÇA, M. P. de.
Estratégias de Localização do Setor Automobilístico no Brasil: o caso da
Mercedez-Benz em Minas
Gerais. |
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RAMALHO, J. R.; SANTANA, M. A. A
indústria automobilística no Rio de Janeiro – relações de trabalho em um
contexto de desenvolvimento
regional. |
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ZAWISLAK, P. A.; MELO, A. A. A
Indústria Automotiva no Rio Grande do Sul: impactos recentes e
alternativas de
desenvolvimento. |
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PARTE II – ORGANIZAÇÃO DA
PRODUÇÃO E DO TRABALHO E NOVAS CADEIAS
PRODUTIVAS |
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NEVES, M. de A.; OLIVEIRA, A. M.
de; BRANDÃO, N. A. A complexa montagem de um veículo: a Mercedez-Benz em
Juiz de Fora. |
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CARLEIAL, L. ; FILHA, M. L. de F.
G.; NEVES, L. S. A Gestão da Força de Trabalho na Indústria Automotiva:
uma primeira aproximação a partir dos casos da Renault e
Audi-Wolks. |
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PIMENTA, S. M.; CORRÊA, M. L.
Inovações Organizacionais e Mobilização da Subjetividade: o sistema de
gestão da Mercedes Benz /
JF. |
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CARVALHO, R. A. A. de C. A
produção e a gestão de competências: o caso Fiat em
questão. |
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PARTE III – RELAÇÕES DE TRABALHO
NO SETOR AUTOMOBILÍSTICO NO
PAÍS |
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RODRIGUES, I. J. Relações de
Trabalho e Sindicalismo no ABC
Paulista |
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BRESCIANI, L. P.; QUADROS, R. A
Inovação e os Papéis dos Trabalhadores: o caso
Mercedez-Benz. |
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CARVALHO NETO, A. Três olhares
sobre as relações de trabalho na Mercedez-Benz em Juiz de Fora: a empresa,
o sindicato e os
trabalhadores. |
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MOTIM, B. M. L.; FIRKOWSKI, O. L. C. F.; ARAÚJO, S. M. P. Indústria Automobilística no Paraná: implicações sobre o emprego e as relações de trabalho.
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Publicação semestral do
número de Estudos de Gênero – Pagu/UNICAMP
Dossiê – Gênero no
trabalho
Organizado por Angela
Maria Carneiro Araújo
Desafios
da eqüidade
2001/02 (17/18)
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Apresentação Comitê editorial |
Artigos |
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Dualismos em
duelo Anne
Fausto-Sterling |
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O sexo e o gênero da
docência Cláudia
Pereira Vianna |
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Sonho do passado versus plano para o futuro: gênero
e representações acerca da esterilidade e do desejo por filhos Rosely Gomes Costa |
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Dossiê: gênero no
trabalho |
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apresentação Angela Maria Carneiro
Araújo |
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Globalização e divisão sexual do
trabalho Helena
Hirata |
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Instruídas
e trabalhadeiras Trabalho
feminino no final do século XX
Cristina
Bruschini, Maria Rosa Lombardi |
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Desempeño laboral de hombres y mujeres:
opinan
los empresarios Rosalba Todaro, Lorena Godoy, Laís
Abramo |
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Os
desafios da eqüidade: reestruturação e desigualdades
de gênero e raça no Brasil Nadya Araújo
Guimarães |
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Redes de subcontratação e trabalho a domicílio na
indústria de confecção: um estudo na região de
Campinas Angela Maria Carneiro Araújo, Elaine Regina Aguiar
Amorim |
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Mulheres fora de lugar? Leila Maria da Silva
Blass |
|
Transiciones
familiares y trayectorias laborares femeninas em
el México urbano Orlandina de Oliveira, Marina
Ariza |
Resenhas |
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Entre a história e a liberdade Luce
Fabbri e o anarquismo contemporâneo – Margareth
Rago Durval Muniz de Albuquerque
Júnior |
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O
feminismo mudou a ciência? –
Londa
Schiebinger Maria Teresa
Citeli |
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No coração da sala de aula: gênero e trabalho
docente nas séries iniciais – Marília Pinto de
Carvalho Érica Renata de
Souza |
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Gêneros da produção cultural
O leitor e a banca de revistas: a segmentação da
cultura no século XX – Maria Celeste
Mira Heloisa Buarque de
Almeida |
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Documento |
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Doces
de ovos, doces de freiras: a doçaria dos conventos portugueses no Livro
de
Receitas
da irmã Maria Leocádia do Monte do Carmo
(1729) Leila
Mezan Algranti
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Convocatoria
Con
el objetivo de analizar los cambios
en el mundo del trabajo, ampliar el
intercambio entre investigadores de los países mas pequeños del cono sur, y fortalecer su participación en ALAST, la
Asociación Latinoamericana de Sociología del Trabajo, con el apoyo del Centro de
Estudios para el Desarrollo Laboral y Agrario, la Universidad Mayor de San
Simón, la Universidad de la Cordillera, y el Post Grado en Estudios del
Desarrollo, Universidad Mayor de San Andrés, convoca a la:
“
El trabajo en los umbrales del siglo XXI: lecturas diversas
desde el cono sur”
13
al 15 de noviembre de 2002
Universidad
Mayor de San Simón
Cochabamba,
Bolivia
Conferencias Magistrales:
-
El mundo del trabajo y los procesos sociales en América Latina hoy
Atilio
Borón
-
Las agendas en los Estudios del Trabajo en América Latina hoy
Enrique de la
Garza
Mesas
Temáticas:
-
El mercado de trabajo: reestructuración, precariedad,
y recomposiciones
diversas
-
Articulaciones rural - urbano en la construcción
de los mercados de
trabajo
-
Culturas en y del trabajo
-
Mundos del trabajo y acción colectiva hoy
-
El trabajo frente a la integración económica
Participación
- Se
recibirán resúmenes de ponencias hasta el 12 de septiembre de
2002.
- El
resúmen, una carilla A4, deberá incluir nombre/s del/los autor/es, título de la
ponencia, afiliación institucional del/los autor/es, dirección postal, número
telefónico y correo electrónico.
- El
resúmen hará referencia a los objetivos, metodología y fuentes utilizadas en la
ponencia.
- Los
resúmenes deberán enviarse a: reunionregional@alast.org
Patrocinio: “Centro de Estudios para el Desarrollo Laboral y Agrario “ (CEDLA)
Director: Javier Gómez
Todas las
comunicaciones en torno a la realización del evento deberán dirigirse a la
dirección electrónica presentada.
Las
próximas comunicaciones sobre la Reunión Subregional serán realizadas por el
Comité de Organización.
Asociación Latinoamericana de Sociología del
Trabajo
Araoz
2838 / C1425DGT / Buenos Aires /
Argentina / Tel. (54-11) 48044949/ Fax. (54-11)
4804-5856 /