Boletim Eletrônico
Sindicalismo e Política
N. 30 - Setembro/ Outubro - 2001
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Sumário:
1) Mensagem do editor
2) Seminário Temático Anpocs 2001
3) Tese
4) Publicações
5) Seminários
6) Recados e Informações Gerais
 
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1) Mensagem do Editor 
 
Colegas,
Nesta edição publicamos os resumos dos trabalhos a serem apresentados em nosso Seminário Temático na ANPOCS 2001, que se realizará entre os dias 16 e 20 de outubro de 2001, em Caxambu, Minas Gerais. Gostaríamos de contar com a participação de todos no referido encontro.
Em breve disponibilizaremos os papers em nosso site.
Tudo de bom,
Até lá.
 
Marco Aurelio Santana
 
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2) Seminário Temático Anpocs 2001

 

XXV Encontro Anual da ANPOCS - 2001
Seminário Temático: Trabalhadores, Sindicatos e a Nova Questão Social.

 
Programação

 1a. Sessão

Mesa-redonda

Trabalho, sindicato e a nova questão social: uma perspectiva internacional.

Coordenador/Debatedor: Leôncio Martins Rodrigues (UNICAMP - Brasil)

Participantes e resumos: 

Loic Wacquant (Univ. da Califórnia - Berkeley): A Dessocialização do Trabalho e o Surgimento da Política Neoliberal (The Desocialization of Labor and the Rise of Neoliberal Politics)

No pós-segunda guerra mundial, as economias capitalistas viveram sobre a égide do chamado paradigma Fordista-Keynesiano, que impunha no campo da produção, mas também em termos mais gerais da sociedade, um conjunto de regulações que garantiram uma estruturação da sociedade, principalmente, a partir de uma esfera do trabalho protegida por lei e uma idéia de aumento da inclusão ao sistema social, ancorada nos mais variados programas sociais. Hoje, este paradigma foi substituído pelo que poderíamos chamar de Liberal-Paternalista, centrado em processos tais como a dessocialização do trabalho, a hiper-mobilidade do capital e por novas formas de marginalidade avançada. A proposta do trabalho é discutir a articulação de fenômenos como o crescimento de formas de trabalho atípicas (part-time, por exemplo), a concentração de novas formas de marginalidade em bairros estigmatizados (constituindo verdadeiros hiper-guetos, como no caso americano) e a desconexão destas localidades com a política econômica nacional. Além disso, indicar-se-á as dificuldades de conceituação desta articulação, apresentando o limite dos discursos e categorias utilizadas anteriormente.

 

René Mouriaux (FNSP - Paris): O Sindicalismo Europeu e a Globalização (The European Trade Unions and Globalization) 

O trabalho discutirá as formas pelas quais o sindicalismo europeu vem lidando com os processos de mudança enfeixados na rubrica da globalização. Tendo em vista o fato de que foi nos países centrais que este processo foi deflagrado inicialmente, tentar-se-á verificar as alternativas que têm sido construídas para superar aquilo que teria sido a quadra mais adversa experimentada pelo movimento dos trabalhadores em toda a sua história. Servirão como suporte de análise, entre outras, a re-emergência transformada do sindicalismo britânico e as mobilizações do sindicalismo francês, as quais apontam tanto para novas formas organizativas quanto para a incorporação de novas temáticas, tais como a pobreza, a violência e as políticas públicas. 

 

2a. Sessão

Teorias e configurações das classes trabalhadoras hoje

Coordenador/Debatedor: Ricardo Antunes (Unicamp).

Participantes e resumos:

Cláudio Dedecca (Unicamp): Economia e Trabalho no Brasil: relação perversa para o presente e para o futuro

Nas duas últimas décadas, a sociedade brasileira tem conhecido mudanças expressivas em sua estrutura sócio-econômica. Apesar das promessas contidas no processo de democratização dos anos 80, consubstanciadas na ampliação da política social inscrita na Constituição Nacional de 1988, nota-se que a ausência de desenvolvimento econômico tem comprometido alterações na situação social prevalecente no país. Mesmo considerando a manutenção do aparato de financiamento e gestão das políticas sociais, é inquestionável que a desarticulação do mercado de trabalho induzida pela política econômica dos anos 90 vem minando sistematicamente suas bases de sustentação. A redução do assalariamento com o aumento da informalidade, a explosão do desemprego com o enfraquecimento dos sindicatos, a desregulamentação social ocorrida de maneira silenciosa têm produzido alterações na estrutura social. As conseqüências desse movimento para o futuro da sociedade são ponderáveis, merecendo um conhecimento mais cuidadoso que nos remeta para uma discussão menos apressada sobre o papel cumprido pelas novas condições de funcionamento da economia brasileira.

Nadya Guimarães (CEBRAP - USP): Por uma sociologia do desemprego: contextos societais, construções normativas e experiências subjetivas

O texto procurará dar um balanço das recentes discussões internacionais em torno de uma sociologia do desemprego, tendo em mente o desafio de entender os elos emprego-desemprego em contextos de intensa flexibilização do trabalho e de reconstrução institucional e normativa dos padrões de proteção ao trabalhador. Para tanto, buscará no seu desenvolvimento: a) rastrear o movimento de re-significação que se opera em torno à noção de “desemprego”, perseguindo, com a literatura recente da Sociologia, a constituição (e legitimação social) da nova figura do “desempregado de longa duração”; b) refletir (à luz das novas teorizações sobre a fluidez entre fronteiras ocupacionais e sobre o trânsito entre situações no mercado de trabalho) sobre o impacto, para uma sociologia do desemprego, das novas tematizações relativas aos elos entre trabalho, mobilidade ocupacional e mobilidade social;  c) finalmente, comparar estes novos desenvolvimentos aos esforços empreendidos pela sociologia latino-americana no sentido de interpretar a problemática da recorrência do desemprego, tendo em mente os elos deste fenômeno com a natureza da organização social e com os padrões de desigualdade vigentes em nossos países.

Dando sentido às várias partes em que se desenvolverá o texto estará o esforço por comparar abordagens oriundas de distintas tradições teóricas de reflexão (as sociologias francesa, anglo-saxônica e latino-americana), à luz de dois aspectos centrais: como elas documentam as formas através das quais, em distintos contextos societais, (a) variam as formas normativa e institucionalmente legítimas de construção social do fenômeno do “desemprego” e (b) como estes marcos institucionais estabelecem o espaço de possibilidades para interpretarmos a construção das biografias (os percursos e experiências) individuais, subjetivamente vivenciados pelos trabalhadores nos mercados de trabalho. Estes são elementos imprescindíveis a entendermos as novas configurações que caracterizam as chamadas “classes trabalhadoras” nos dias atuais.

 

L.A.Machado da Silva (IFCS/UFRJ – IUPERJ): Informalização do trabalho urbano no Brasil: tendências recentes

O objetivo do trabalho é de dupla natureza. Primeiro, discutir o alcance das mensurações que lidam com o trabalho informal, no pressuposto de que “informal” é uma categoria ambígua e escorregadia. Trata-se de uma tentativa de avaliar “o que medem as mensurações”, sem visar meramente desqualificá-las mas, ao contrário, com a intenção de melhor explorar sua utilidade analítica. O segundo objetivo é produzir uma síntese das tendências recentes da informalização do trabalho no Brasil urbano a partir de dados secundários, os quais existem em grande volume e diversidade, e, portanto demandam alguma seleção cujos critérios serão definidos ao longo da elaboração do trabalho. Finalmente, deve ser notado que o que se entenderá por “Brasil urbano” não pode ser pré-definido por referência a alguma teoria, mas antes dependerá da seleção dos dados sintetizados.

 

3a. Sessão

Sindicalismo: enfoques teóricos e práticas recentes

Coordenador/Debatedor: Armando Boito Jr. (UNICAMP)

Participantes e resumos:

 Iram Jácome Rodrigues (USP): Um Laboratório das Relações de Trabalho: o ABC Paulista nos Anos 90.

O estudo discute as principais questões presentes na ação sindical nesta região, confrontando-as com a experiência nacional. O trabalho se baseia em amplo levantamento dos acordos firmados entre o sindicato dos Metalúrgicos do ABC e as empresas automobilísticas na década de 90. A partir dos dados investigados é realizado um balanço das relações de trabalho no período recente e também é feita uma tentativa de discutir as perspectivas destas práticas de um ponto de vista local, regional e nacional. 

 

Adalberto Cardoso (IUPERJ): A justiça do trabalho e as relações de classe no Brasil contemporâneo

A  hipótese central sustenta que as mudanças na economia, na política e nas  instituições,  desatam  uma  crise  sem  precedentes  de representação do sindicalismo  corporativo,  crise  de dupla natureza: no âmbito das firmas, os sindicatos  de  base  municipal perderam espaço ante as ofensivas empresariais que, por meio dos novos métodos de gestão, avançaram sobre seu terreno cativo, lutando  pela  lealdade do trabalhador cada vez mais qualificado, envolvido em mecanismos de produção da qualidade (nas fábricas ou nos bancos, em refinarias ou  nos  supermercados),  que  são  também  lugares  primeiros  de  solução de conflitos.  De outro lado, no âmbito da relação entre sindicalismo e política, as  centrais  sindicais  perderam  seu  lugar  como centros de constituição de identidade, reduzindo o escopo de sua atuação à solução de problemas hodiernos de  parcelas  cada vez mais restritas dos assalariados. Perderam algo que lhes deu  corpo  nos anos 1980, a assunção de anseios gerais (como a democratização ou  a  luta contra a pobreza) como elementos programáticos. Neste quadro, e no ambiente juridificado das relações de classe em nosso país, os trabalhadores
estariam  fazendo  da  Justiça do Trabalho a guardiã de seus direitos, e isto estaria no cerne mesmo das relações de classe em sua configuração atual.

 

 Marco Antônio de Oliveira (CESIT-UNICAMP): Tendências Recentes da Negociação Coletiva no Brasil

Na década de 1980, o sindicalismo brasileiro viveu um momento de grande dinamismo que se traduziu, entre outras coisas, no restabelecimento das negociações coletivas que haviam sido interrompidas na fase mais dura do regime militar, quando foram reforçados os mecanismos de controle e repressão à atividade sindical, houve a centralização da política salarial, esvaziou-se o poder normativo da Justiça do Trabalho e os sindicatos perderam eficácia como instrumentos de representação coletiva. Do final dos anos setenta até o início da década de 90, as demandas salariais deram a tônica dos conflitos trabalhistas e observou-se uma crescente valorização dos acordos trabalhistas, sobretudo nos setores mais dinâmicos da indústria e dos serviços, em virtude de inúmeras alterações nas normas de reajuste salarial, que abriram algum espaço para o exercício da negociação coletiva, e das mudanças observadas no próprio comportamento dos atores das relações de trabalho. A partir de meados dos anos noventa houve, porém, uma clara inflexão na agenda sindical e as demandas salariais cederam lugar à questão do emprego, cuja importância cresceu na mesma medida em que foram se elevando os índices de desemprego e se difundindo formas mais precárias e instáveis de relações de trabalho. Um conjunto de medidas trabalhistas, implementadas pelo governo FHC, também incidiu sobre as condições de contratação, remuneração e uso do trabalho.  Neste paper pretendemos fazer um breve balanço das negociações coletivas na última década, observando o impacto que a alteração nas normas de reajuste salarial e a implementação dessas medidas exerceram sobre as negociações das mais importantes categorias profissionais. Além disso, pretende-se avaliar até que ponto houve na segunda metade da década de 90 uma descentralização da negociação coletiva e ocorreram alterações substantivas nas cláusulas acordadas entre patrões de trabalhadores.

 

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3) Tese
 
Linhas de Montagem. O Industrialismo Automotivo e a Sindicalização dos Trabalhadores (1945-1978)

Autor: Antonio Luigi Negro

Programa de Pós-Graduação em História da Unicamp.

Data: 24 de setembro de 2001.

Local: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas.

Banca Examinadora: Prof. Dr. Michael M. Hall (Unicamp), Prof. Dr. Cláudio Henrique de Moraes Batalha (Unicamp), Prof. Marco Aurélio Garcia (Unicamp), Prof. Dr. Ricardo Antunes (Unicamp), Prof. Dr. José Ricardo Ramalho (UFRJ), Prof. Dr. Marcelo Badaró Mattos (uff).

 
Resumo:

Linhas de Montagem investiga e analisa a experiência do povo brasileiro na construção de uma nação industrial. Situando-se entre o pós-guerra e as greves de 1978, estuda o setor automobilístico ¾ suas fábricas na grande São Paulo ¾, e a interação das estratégias de industriais, políticos e partidos com o movimento operário. Para tal, aborda a relação entre o avanço da manufatura doméstica e a sindicalização operária nas fábricas durante os governos Vargas (1951-54) e Kubitschek (1956-60). Demonstra, assim, que a instalação de um cinturão automobilístico de linhas de montagem assentou-se numa rede de alianças patronal, policial, estatal e diplomática dedicada à neutralização dos esforços dos trabalhadores em instituir um sistema sindical independente dos políticos e dos patrões. Em vista disso, as conquistas sociais dessa época são afirmadas no chão das fábricas, e não benesses de acordos firmados em palácios.

Durante os governos de Quadros (1961) e Goulart (1961-64), a aliança supracitada se sentiu ameaçada não só por sua incapacidade de constituir um mercado interno como também pela escalada dos movimentos sociais. Tramando contra Jango, aceitou o domínio militar após o golpe que o derrubou. Os novos donos do poder promoveram a “operação limpeza” nos sindicatos e favoreceram oposições moderadas e direitistas ao mesmo tempo em que instruíam novos líderes em cursos de formação. Entre os metalúrgicos do abc, as noções de “sindicalismo autêntico” ¾ forjadas na oposição à esquerda do pré-64 ¾, sofreram um processo de mutação que contribuiu para a formação do “novo sindicalismo”. Este, para se impor, enfrentou o mais tradicional desafio: sindicalizar o operariado nas fábricas diante dos patrões.

 
Enviado por: Antonio Luigi Negro 
E-mail para contato: negro.gino@bol.com.br
 
 
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4) Publicações


A) Globalização, Trabalho e Desemprego

Apresentação:

Este livro é o resultado dos artigos e comunicações apresentados no II Seminário  Internacional Universidade Trabalho e Trabalhadores, que vem se tornando uma marca da Coordenação Regional da UNITRABALHO-MG, sediada no NESTH/UFMG. Antes mesmo de percorrermos à guisa de apresentação o conteúdo deste livro, pensamos ser necessário, ainda que de forma breve, darmos a conhecer estas instituições acima referidas, em função da importância que estas representam, para o mundo do trabalho de forma geral e para os trabalhadores em particular- sobretudo se temos em conta a dívida social das instituições acadêmicas deste país para com estes sujeitos.

O NESTH - Núcleo de Estudos sobre o Trabalho Humano - foi instituído em 1984 na UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais - vinculado ao conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, tendo por objetivo efetivar este tripé universitário, através de estudos, análise e intervenção na relação Homem-trabalho, numa perspectiva transdisciplinar. Para tanto a produção de conhecimento centrado no tema Trabalho, concretiza a complementaridade de vários enfoques, mas se caracteriza sobretudo numa produção com e para os trabalhadores. Nesta finalidade propomos a socialização de um saber em construção, no sentido de propor práticas emancipadoras e inovadoras nos chamados mundos do trabalho. Vale ressaltar que, para nós, a categoria TRABALHO continua prevalente como categoria central para a análise da dinâmica societal, o que nos conduz, de forma incontornável, a uma avaliação crítica de nosso papel na produção de conhecimento sobre o Trabalhar Humano. Dai decorre também o nome do próprio núcleo que insiste sobre a noção do Humano, expressando a necessidade de condições humanas para o ato laboral e ressaltando os valores humanistas que hoje, mais que nunca, precisam ser relevados em função dos mecanismos intensificadores dos valores instrumentais, na face neo-liberal da chamada globalização.

O NESTH  sedia, na UFMG, a coordenação da Unitrabalho em Minas Gerais. A UNITRABALHO - Rede Interuniversitária de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho- agrega atualmente 85 universidades e instituições de ensino superior em todo o Brasil. Esta rede foi criada em 1995, por reitores das principais instituições de ensino superior do país, com o objetivo de contribuir para o resgate da dívida social que as universidades brasileiras têm com os trabalhadores. A missão da Unitrabalho se orienta para o  desenvolvimento de projetos que subsidiem suas lutas por melhores condições de vida e trabalho. Para tanto busca a síntese entre o saber produzido na academia com o saber dos trabalhadores, na direção de um “pensar” e “fazer” acadêmicos, com mais propriedade, consistência e efetividade, contribuindo de forma concreta para a solução dos problemas, sobretudo de natureza social, que, historicamente assolam o país.

Este II Seminário Internacional, razão deste livro, foi concebido pelo NESTH/UNITRABALHO-UFMG, tendo como preocupação debater e também propor alternativas para o desemprego – triste realidade estrutural no planeta, que além de significar a perda de remuneração e renda, significa para os “excluídos” a perda da identidade e do reconhecimento social. Neste contexto,  acadêmicos e  trabalhadores de vários partes do mundo,  se reuniram durante 5 dias, em novembro de 99, em Belo Horizonte, na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG,  em torno da temática, que leva o nome deste livro.: Globalização, Trabalho e Desemprego.

Os artigos aqui contidos foram revisados pelos autores e são extremamente significativos e exemplares, não só quanto ao diagnóstico diversificado e multidisciplinar em relação ao quadro brasileiro e internacional diante da crise do emprego, mas também como propositores de alternativas que se orientam na construção de políticas púbicas e (re)organização dos movimentos sociais e dos trabalhadores. Neste sentido a atualidade deste livro se inscreve para além da denúncia do globalismo excludente, mas dentro da perspectiva do avanço teórico-propositivo das teorias da emancipação social e da reconfiguração “humanística” dos mundos do trabalho.
 
Carlos R. Horta & Ricardo A. de Carvalho (Organizadores)
 
Enviado por: Carlos R. Horta
E-mail para contato: rhorta@dedalus.lcc.ufmg.br                 

 

B) Ação Sindical no Espaço Local

A CUT e a Escola São Paulo acabaram de publicar o Caderno de Formação II,
cujo tema é Ação Sindical no Espaço Local. Trata-se do segundo de uma série
que pretende atingir pelo menos o número 4, até o segundo semestre do ano
que vem (o primeiro número, que versou sobre os 20 de construção da CUT,
publicado no primeiro semestre, foi divulgado neste Boletim). Este número
tem o objetivo de situar o debate sobre o papel (riscos e oportunidades) da
atuação sindical no plano local, tendo em vista a questão do desenvolvimento
regional em tempos de "globalização". Está estruturado em duas partes:
Na primeira, constam 2 trabalhos, ambos realizados no âmbito da Escola São
Paulo, com o fim de apresentar um "mapa sócio-econômico e sindical" do
Estado de São Paulo. O primeiro, intitulado "Mapeando o emprego, a atividade
econômica e os indicadores sociais do Estado de São Paulo", foi realizado
por Marilane Teixeira e Arilson Favareto. O segundo tem como título
"Tendências Recentes do Sindicalismo CUT em São Paulo", de autoria de Mário
Henrique Ladosky e Roberto Véras e está baseado em uma pesquisa
desenvolvida junto à Executiva Estadual e às 17 Subsedes (distribuídas pelo
Estado).
A segunda parte se constitui de 7 textos, cada um dos quais tratando de
aspectos que de alguma maneira se refere à questão do "poder local", do
"desenvolvimento regional" e da ação sindical regionalizada. São eles: 1.
"Da globalizaçào ao poder local: a nova hierarquia dos espaços" (Ladislau
Dawbor); 2. "Economia solidária: geração de renda e alternativa ao
liberalismo" (Paul Singer); 3. "Uma experiência de desenvolvimento econômico
e local: a Câmara Regional do Grande ABC" (Celso Daniel); 4. "Orçamento
participativo: em Mauá, Ribeirão Pires e Santo André - gestão 1997/2000"
(Maria do Carmo Carvalho); 5. "Guerra fiscal, espaço público e indústria
automobilística no Brasil" (Glauco Arbix); 6. "Operação desmanche: o espaço
público em risco" (Vera da Silva Telles); 7. "A CUT e o poder local: riscos
ou oportunidades?" (Roberto Véras).
Ao final consta ainda, como anexo, um extrato das Resoluções do VI Concut
(1997).
Como a tiragem foi muito limitada e está sendo destinada fundamentalmente
para militantes sindicais e escolas de formação, para quem tiver interesse
estamos disponibilizando uma versão eletrônica. É só solicitar através do
e-mail: rbveras@uol.com.br
 
Enviado por: Roberto Veras
E-mail para contato: rbveras@uol.com.br
 
 
C) TRABALHAR EM CASA
 
A Editora Olho d’Água e a autora convidam para o lançamento do livro TRABALHAR EM CASA na era do fim do emprego de Martha Tathy Oliveira (Apresentação de Heleieth Saffioti e prefácio de Maria Lúcia Martinelli).
Dia 6 de outubro, sábado a partir das 18h., Livraria Olho d’Água, R. Dr. Homem de Melo, 1.036, Perdizes, S. Paulo (0--11) 3673.1287 www.olhodagua.com.br
 
Enviado por: Martha Tathy Oliveira
E-mail paracontato: marthati@uol.com.br
 
 
D) História Institucional do Brasil Real
 
O livro é resultado da dissertação de mestrado em Instituições Jurídico-Políticas, defendida na Universidade Federal de Santa Catarina, pelo Prof. Marco Antônio Ribeiro Tura,  sob a orientação do Prof. Dr. Nílson Borges Filho.
Publicado pela Editora Juruá, de Curitiba, sob o nome História Institucional do Brasil Real, o livro é uma abordagem crítica dos últimos anos da política brasileira, culminando com as profundas transformações implementadas pela aliança de elites no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso.
Informações podem ser obtidas no link abaixo.
 
Enviado por: Marco Antônio Ribeiro Tura
E-mail para contato: tura@tura.adv.br
 

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5) Seminários
 
A) Os  novos  espaços  do  mundo  do  trabalho:  relações  sociais, de trabalho e  política local no Brasil contemporâneo


Prezados colegas e amigos do GT Trabalho e Sociedade, hoje com existência apenas virtual. Temos o prazer de informar que a ANPOCS aprovou nossa proposta de seminário temático, montada nos moldes tradicionais do GT, isto é, através de chamada de trabalhos. A Programação é a seguinte:

Os  novos  espaços  do  mundo  do  trabalho:  relações  sociais, de trabalho e política local no Brasil contemporâneo

Primeira sessão: O novo mapa da indústria automobilística brasileira

1.  José Ricardo Ramalho (UFRJ) e Marco Aurélio  Santana (UNIRIO): Promessas e efeitos práticos da implantação da indústria
automobilística no Sul Fluminense.
2. Mauro Zilbovicius (USP) e Glauco Arbix (USP): Novos e velhos pólos regionais na transformação da cadeia automobilística no Brasil: os casos do ABC e do Rio Grande do Sul.
3. Mario Sergio Salerno (EPUSP-PRO): Mapeamento da cadeia automotiva brasileira
4. Paulo Zawislak (UFRGS): A indústria automobilística no Rio Grande do Sul:
impactos recentes e alternativas de desenvolvimento


Segunda sessão: contrapontos

1. Magda de Almeida Neves (PUC Minas) e Antônio M. de Carvalho Neto (IRT/PUC): As novas plantas do setor automotivo: o caso da Mercedes-Benz de Juiz de Fora.
2. Alberto de Oliveira (SEADE) e Roberto Carlos Bernardes (SEADE) e : Novos territórios produtivos, mudança tecnológica e mercado de trabalho: o caso de São José dos Campos.
3. Valdênia Apolinário (UFRJ)e Rogério Valle (UFRJ): Vicunha Nordeste S/A Indústria Têxtil: reespacialização, emprego  e cumprimento dos direitos fundamentais do trabalho e do meio ambiente no limiar do século XXI
4. Julio C. Donadone (UFScar), Alessandra Rachid (UFScar) e Paulo E. Bento (UFScar): Novas plantas industriais, estratérias de qualificação e arranjos organizacionais: possibilidades e limites.

Congratulações a todos os que submeteram propostas ao seminário e esperamos vê-los em Caxambu.
Adalberto Cardoso e Roberto Grün

Enviado por: Adalberto Cardoso 
E-mail para contato:adalberto@iuperj.br

 
B) "El Régimen de Relaciones Industriales en Alemania ante la Unificación Europea"

"El Régimen de Relaciones Industriales en Alemania ante la Unificación Europea", que se ofrecerá entre 1 y 6 de Octubre de 2001, en la Facultad de Ciencias Sociales de la Rur-Universität de Bochum, Alemania.

El seminario, que se desarrollará del 1° al 6 de octubre del corriente año en la Facultad de Ciencias Sociales de la Ruhr-Universität Bochum -Alemania-, tiene por objetivo analizar la configuración congruente de las Relaciones Industriales en Alemania, la adaptación de las mismas frente a la Unificación Alemana y de la Comunidad Europea, como así también, los retos que estos cambios implican.

Este interesante seminario equivale a los créditos de un curso de 2 horas semanales de un semestre de los estudios de licenciatura (estudiantes avanzados), maestría y doctorado en Ciencias Sociales de la Ruhr-Universität Bochum y se accreditará según el ECPS (European Credit Point System).

Por las mañanas se ofrecerán conferencias magistrales y por las tardes se harán seminarios y visitas guiadas a instituciones relacionadas al objetivo del mismo.

Enviado por: Ludger Pries  

E-mail para contato:  Ludger.Pries@ruhr-uni-bochum.de

 
 
C) II COLÓQUIO MARX E ENGELS

TEMA: MARXISMO E CIÊNCIAS HUMANAS

INSCRIÇÃO DE TRABALHOS

O Centro de Estudos Marxistas (Cemarx), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (Ifch) da Unicamp, está organizando o II COLÓQUIO MARX E ENGELS, que ocorrerá na semana de 19 a 23 de novembro de 2001. Nosso primeiro colóquio ocorreu em novembro de 1999. Reuniu mais de 50 pesquisadores de doze Estados do Brasil e atraiu um público de mais de quatro centenas de estudantes, professores, intelectuais e dirigentes de partidos de esquerda e movimentos populares. Esperamos, com este segundo colóquio, dar continuidade a esse trabalho que visa contribuir para a discussão e o desenvolvimento da teoria marxista. 

O tema geral deste segundo colóquio será a relação da produção teórica marxista com as denominadas ciências humanas – filosofia, história, ciências sociais, cultura etc. O colóquio terá dois tipos de atividades. As mesas-redondas, compostas por palestrantes convidados pela Comissão Organizadora, e as Sessões de Comunicações, que estarão abertas à participação de  professores, estudantes de pós-graduação e pesquisadores do marxismo de todo o Brasil.

Os trabalhos propostos para as sessões de comunicações deverão versar sobre diferentes aspectos da relação do marxismo com as ciências humanas. Estamos privilegiando os temas arrolados abaixo, que serão também os temas das mesas-redondas do evento:

1. o marxismo e as ciências humanas; 2. marxismo e história; 3. marxismo e psicanálise; 4. dialética, leis e contradição; 5. crítica da cultura; 6. educação, reprodução e luta ideológica; 7. marxismo, democracia e cidadania; 8. teoria das classes sociais; 9. colonialismo, imperialismo e a noção de globalização; 10. polêmicas (comunicações sobre teorias, conceitos e autores que são objeto de disputa teórica entre os marxistas e as ciências humanas).

O prazo para a inscirção das comunicações inicia-se em 1o de agosto de 2001 e se encerra em 1o de outubro. As comunicações deverão ser enviadas, por correio, para o Cemarx (Ifch – Unicamp), com uma cópia impressa e outra em disquete. Deverão ter entre seis e doze mil caracteres (contando espaço) em times new roman 12. Em poucos dias, o Cemarx examinará a proposta e notificará o remetente sobre a aceitação ou recusa do seu trabalho. No texto da proposta deverão constar o título, nome do autor, vínculo acadêmico (caso houver) e a condição do proponente (pós-graduando, professor, pesquisador etc). O texto deve definir o tema da comunicação, indicar, se for o caso, as polêmicas que tal tema comporta e sintetizar as idéias principais que serão desenvolvidas. As comunicações serão agrupadas por blocos temáticos e cada expositor terá de dez a quinze minutos, dependendo do número de comunicações de cada sessão, para apresentar o seu trabalho. O Cemarx não pode conceder ajuda financeira aos participantes das sessões de comunicações.

Inscrições e Informações

Centro de Estudos Marxistas (Cemarx)

Ifch- Unicamp - Caixa Postal 6110 

13083-970 Campinas SP   Tel. (019) 3788-1639

sítio na internet: www.unicamp.br/cemarx
 
Enviado por: José dos Santos Souza
E-mail para contato: jsantos@unicamp.br  
 
 
D) Mesa Redonda LASA-2001
 
Ocorreu na LASA 2001 uma Mesa-redonda com a participação de Sonia Larangeira (UFRGS) e Maria Victoria Murillo (Yale University)  que teve como debatedora Maria Herminia Tavares de Almeida (USP).
Enviado por: Sonia Larangeira
E-mail para contato: sonia21@MIT.EDU
 
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6) Recados e Informações Gerais
 
A) Trabalhadores e o Atentado ao WTC  
 
Forwarding a friend's message...
Our friends at HERE lost all their workers at the Windows on the World
Restaurant which was on the top floor of the WTC. I have been amazed that
there were not more stories about the restaurant and the workers that were
there representing about 40 countries. HERE has set up a fund for the
families.
http://www.hereunion.org/newsinfo/

SEIU also has unbelievable survivor stories on their website and a fund for
the janitors and elevator operators who were killed.
http://www.seiu.org/political_action/index.cfm

lastly the flight attendants association has a running  list of all the job
loses in the
airline industry 70,000 and counting and pictures of all their members who
were lost.
http://www.afanet.org/memoriam.htm
 
Enviado por: Luis Paulo Bresciani
E-mail para contato:lpb3@ig.com.br

B) Centro de estudos abrigará história do PT e de movimentos
 
Linha Aberta, 19/09/2001
 
A Fundação Perseu Abramo (FPA) estará inaugurando em 28 de setembro o Centro Sérgio Buarque de Holanda – Documentação e Memória Política. O Centro abriga a documentação histórica do PT (das origens a 1987, por enquanto), organizada e catalogada para pesquisa, e conta com uma biblioteca de referência sobre o partido e assuntos correlatos (história dos movimentos sociais e da esquerda brasileiros, políticas públicas, etc.). Possui também coleções de objetos (como camisetas e bottons) e documentação audiovisual (fotos, vídeos, cartazes).
"Ele não é propriamente um centro de pesquisa, mas uma instituição de referência para historiadores, sociólogos e cientistas políticos, mas também para estudantes do ensino médio ou jornalistas, enfim, aos pesquisadores que desejam localizar informações sobre a história do PT e o contexto político em que ela se desenvolveu", diz o historiador Alexandre Fortes, coordenador do Projeto Memória & História, da FPA, que há quatro anos trabalha pela recuperação e preservação da memória do PT e pela história dos movimentos sociais do país nas últimas três décadas.
O Centro Sérgio Buarque de Holanda – Documentação e Memória Política é a primeira instituição do gênero criada por um partido no país. "Mas longe de construir uma história oficialista e autocelebratória, como já ocorreu com organizações de esquerda no passado", Alexandre Fortes explica, "o PT pretende estimular a investigação aberta, crítica e plural da sua trajetória". O centro estará aberto ao público em geral. Leia mais sobre o assunto no site da Fundação (www.fpabramo.org.br ).
 
Enviado por: Alexandre Fortes
E-mail para contato:afortes@uol.com.br
 
C) Trabalhadores Terceirizados da Petrobrás
 
Caros Colegas
Estou em fase de elaboração de minha dissertação de mestrado sobre trabalhadores
terceirizados da Petrobrás, especificamente sobre a Bacia de Campos. Existe
uma grande dificuldade no que se refere a dados e informações sobre os mesmos.
O Sindipetro-NF não tem nenhum registro significativo apesar do número significativo
destes trabalhadores aqui na Bacia (são 30000 terceiros e 7000 petroleiros),
a não ser um informe da FUP sobre a posição da Federação _ como a FUP vê
a questão. Estive no Congresso em Fortaleza e quase nada também consegui.
O que se tem são estudos sobre petroquímica.
Estou solicitando envio de material e gostaria também de saber como consigo
o livro da Maria da Graça Druck "Desfordizando a fábrica... Tenho tentado
em livrarias e até mesmo via Internet e não tenho conseguido.
Desde já agradeço
Abraços
Dircéa
 
Enviado por: Dircéa Branco
E-mail para contato:dirceabranco@zipmail.com.br
 
 
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