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BANDEIRA, Moniz. O Ano Vermelho – A Revolução Russa e seus Reflexos no Brasil. São Paulo: brasiliense, 1980.
Resumo:
O Ano Vermelho, de autoria dos jornalistas Moniz Bandeira, Clovis Mello e A. T. Andrade, é o documentário vivo da repercussão que a revolução socialista russa teve no Brasil, em 1917. Realizando um amplo trabalho de pesquisa e coordenação, os autores traçam um quadro o mais completo possível das reações provocadas e da influência que exerceu aquela revolução sobre a vida do país, não só nos meios operários e na imprensa, como nos setores mais diversos da política e do governo.
BEIGUELMAN, Paula. Os Companheiros de São Paulo. São Paulo,
Editora Símbolo, 1977.
Resumo
O presente trabalho, cujo título contém uma evidente alusão ao filme de Monicelli (I Compagni), abrange o período compreendido entre1889 e 1920. Nele são analisadas as vicissitudes do operariado urbano na época da grande imigração, que coincide com os primórdios da implantação de um parque industrial no emergente complexo cafeeiro.
Retirado da contra-capa
CAMPOS, Cristina Hebling. O sonhar Libertário: movimento operário
nos anos de 1917 a 1921. Campinas, Pontes – Editora da Universidade Estadual
de Campinas, 1988.
Resumo
Este trabalho tem como tema o estudo do movimento operário nos anos de 1917 a 1921 nos dois maiores centros industriais do Brasil – Rio de Janeiro e São Paulo. Ao destacarmos estes anos da história da classe operária brasileira visamos, antes de tudo, aprofundar a descrição e a reflexão de uma intenção: o sonhar libertário.Como tema e título desta obra, o privilegiamento deste sonhar, desta tentativa revolucionária, não implica em negar que a história da formação da classe operária vai muito além do estudo das manifestações explícitas e organizadas no seio de instituições como sindicatos ou organizações políticas.
Retirado da introdução
CHALHOUB, Sidney. Trabalho, lar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores
no Rio de Janeiro da belle époque. 2ªed. Campinas, SP: Editora da
Unicamp, 2001.
Resumo:
O cotidiano dos trabalhadores no Rio de Janeiro da belle époque é o tema central desse grande livro (...). Em meio a escravaria recém-liverta, o Rio de Janeiro se civilizava, com a ajuda de um urbanismo despótico que limpava o populacho de toda a cidade. Em 1980 (...) 34% da população eram negros. As classes cultas fingiam não ver, para não empanar um Champs Elysées tropical.(...)Que as classes dominantes tentassem enquadrar os populachos nas suas disciplinas, nada a espantar. O que Sidney Chalhoub mostra com elegância (criticar sem destroçar o acumulado de conhecimento) é a que ponto o esforço da ideologia dominante penetrou as análises acadêmicas. Não se pretende dizer que tudo antes de Chalhoub pereça: simplesmente muitas pesquisas sobre as classes trabalhadoras ganham novos e estimulantes significados.(...)Não se trata de celebrar a “sabedoria” popular, mas recuperar a contradição, o conflito, a inovação, a invenção. Tudo escrito com a seriedade de um folhetim, onde o rigor não empana o gozo da leitura.
Paulo Sérgio Pinheiro - Extraído de “Viagem ao lado escuro da belle époque carioca”, Folha de S. Paulo, cad Ilustrada, 4 de maio de 1986.
FAUSTO, Boris. Trabalho Urbano e Conflito Social. Rio de Janeiro – São
Paulo, Difel, 1976.“Além da análise do movimento anarquista,
o livro trata cuidadosamente dos primeiros grupos socialistas, da composição
de suas lideranças, analisa os conflitos fabris, a greve de 1917, as
modalidades da repressão, as primeiras leis trabalhistas, a atuação
dos deputados radicais Nicanor Nascimento e Maurício Lacerda, a situação
das principais categorias operárias, como os gráficos, os têxteis
e os ferroviários”.
(retirado do livro)
FERREIRA, Maria Nazareth. A Imprensa operária no Brasil- 1880- 1920.
Petrópolis, Vozes, 1978.
Resumo:
O presente estudo revela um mundo quase inteiramente desconhecido: a classe operária brasileira no início do século XX. Para reconstruir esse tema tão pouco estudado, a autora soube fazer uso criativo de fonte quase sempre relegada a segundo plano: a imprensa operária. O grande valor do livro é apresentar valendo-se da imprensa operária, a história dos sindicatos dos gráficos de São Paulo. A imprensa operária não é o oráculo que detém a explicação definitiva sobre as classes trabalhadoras no Brasil. Entretanto, não há nenhuma dúvida que, para esse quadro desaparecido do final do século XIX e do começo do século XX, a imprensa operária constitui a fonte privilegiada e indispensável. Ao contrário do que se possa imaginar, os jornais estão longe de constituírem exclusivamente tribunas para querelas ideológicas ou para quizílias doutrinárias no interior de capelas - como fez crer a historiografia oficial. Os jornais fornecem generosas informações sobre a sociedade da época, as condições de vida das classes subalternas, suas manifestações culturais.
GÓES, Maria da Conceição Pinto de. A formação
da classe trabalhadora: Movimento anarquista no Rio de Janeiro, 1888- 1911.
Rio de Janeiro: Zahar e Fundação José Bonifácio,
1988.
Resumo:
Quando uma classe social esta em formação, qual é a sua cara? Isto é, o que pensam e sentem mulheres e homens dessa nova classe? Como trabalham e como se relacionam com as outras classes sociais? Em que acreditam? Como amam? Quais os maiores desafios, os piores preconceitos e os níveis de repressão do seu cotidiano?Essas são algumas perguntas que a professora Maria da Conceição Pinto de Góes responde neste livro, ao resgatar historicamente a formação da classe trabalhadora no Rio de Janeiro. O período estudado vai da extinção do trabalho escravo até a implantação do trabalho assalariado urbano. Quase sempre as transformações são vistas através dos jornais dos trabalhadores, pesquisados pela autora, que mostram o mundo das fábricas, oficinas, tipografias, pedreiras, botequins, lojas. Desordenada é a ocupação do solo urbano, como heterogênea é a composição social desses assalariados.Nesse mundo em formação, permeiam as propostas e as práticas anarquistas que alcançam seu momento maior no I Congresso Operário em 1906. Por este livro, ficamos sabendo a cor e a forma dos espaços ocupados pelos assalariados, pelo lumpen e pelos desocupados que tentam se organizar politicamente. Como fundo de quadro, em todos os momentos está presente o Estado, cuja especificidade latino- americana é bem estudada.Na conclusão, situa- se a discussão das contradições do racionalismo anarquista amalgamado ao pluralismo cultural e ao sincretismo religioso de migrantes europeus, populações evadidas do campo, segmentos oriundos das relações escravocratas de produção, trabalhadores e vadios da cidade, no caldo das diversas etnias.
HARDMAN, Francisco Foot. Nem Pátria Nem Patrão. 2ª ed. São
Paulo: brasiliense, 1984.
Resumo:
Deter-se sobre o movimento anarquista do começo do século, suas implicações no cenário cultural, é evocar lances de uma memória operária que deixou herdeiros contemporâneos. Como se colocava a questão cultural nos primórdios do movimento operário brasileiro? As contradições e os problemas da “política cultural” anarquista no Brasil são aqui discutidos, tornando-se clara a dicotomia do discurso da “vanguarda” anarquista x discurso da ideologia dominante.
Sem autor
HARDMAN, Francisco Foot & LEONARDI, Victor. História
da indústria e do trabalho no Brasil: das origens aos anos vinte.
São Paulo, Global Editora, 1982.
Resumo:
Este é o primeiro livro que trata de forma sistemática da História da indústria e do movimento operário no Brasil.Incorporando o que de mais significativo tem sido produzido, utilizando documentação inédita e ampla, aplicando uma metodologia adequada e escrevendo de forma clara e despojada, Francisco Foot e Victor Leonardi apresentam um texto que se tornará um instrumento de trabalho obrigatório para todos aqueles que, dentro da Universidade, na luta política ou no coração da fábrica, estão comprometidos com a história da sociedade.
Retirado da contra-capa
KOWARICK, Lúcio. Trabalho e Vadiagem: A origem do trabalho livre no Brasil, 2ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994.
Resumo:
O povo brasileiro que já “assistiu bestializado” à proclamação da República e que é hoje convidado a “trabalhar mais” para resolver os graves problemas que afetam o seu cotidiano, tem sido objeto de sucessivas configurações por parte das classes dominantes, cujo o resultado foi o “ populacho”, a “ ralé”, a “ malta” e tantas outras formas pelas quais as ideologias dominantes tentaram dar conta daqueles “ resíduos sociais” que, na bipolaridade de classes da sociedade escravocrata, não cabiam nem entre os senhores, nem entre os escravos.É sobre esses “ resíduos sociais” que Lúcio Kowarick se debruça em seu Trabalho e vadiagem- A origem do trabalho livre no Brasil.O propósito sem dúvida é ambicioso, tendo em vista o amplo período compreedido. Kowarick percorre- o no entanto com segurança e inegável familiaridade com a historiografia do período, que ele utiliza para demonstrar uma série de idées- reçues a partir das quais se tratou de dar conta dos complexos fenômenos sociais advindos da transição do trabalho escravo para livre no Brasil.Desta crítica historiográfica emerge uma tese central: as distintas configurações do fenômeno social aludido pela expressão “ marginalidade” não são mais que o resultado das metamorfoses do capitalismo brasileiro desde o período colonial até os pródromos da industrialização, onde a análise se interrompe. Metamorfose que se dá dentro de uma constante: a sistemática e permanente desconfiança vis- à- vis do trabalhador livre nacional, que só é convocado para tarefas secundárias e aviltadas, recebendo ai um tratamento à imagem e semelhança daquele dispensado aos escravos.O resultado do trabalho é significativo e ilumina de forma definitiva o ethos capitalista brasileiro. As estratégias patronais respondem a interesses imediatos e corporativos, o que explica a “ vitalidade” da escravidão, bem maior do que certa historiografia fez supor, da mesma forma da mesma forma que esclarece melhor as opções em termos de imigração estrangeira. O pequeno papel conferido ao trabalho livre nacional, associado às particularidades ( até tecnológicas ) do processo de industrialização no país, são responsável pelo desenvolvimento de um capitalismo “ atípico” no Brasil que permite saltar por cima do artesanato como momento da industrialização.Aspecto que ressalta na análise de Kowarick é o peso que têm nessa configuração particular do capitalismo brasileiro as políticas das classes dominantes. O autor se desfaz dos reducionismos economicistas que procuram nas estruturas a chave dos comportamentos sociais, reduzindo os atores a meras projeções delas.Detendo- se nas primeiras décadas do século, este livro é uma surpreendente atualidade. É impossível não detectar nas condições de trabalho atuais, onde não faltam inclusive as denúncias de ressurgências de formas de escravidão ou semi- escravidão ou no discurso empresarial dominante que se faz ouvir no debate constitucional, ecos das falas e práticas patronais de muitas décadas passadas. Ou não haverá uma continuidade entre o desprezo patronal pelo trabalho ontem como hoje ( apesar de sua valorização retórica ), ou uma continuidade entre políticas salariais de arrocho, ou estratégias que visam estimular a rotatividade da força de trabalho já no século passado? Trabalho e vadiagem apresenta assim os ingredientes de uma excelente análise social, lançando simultaneamente luzes sobre o passado e sobre o presente
Marco Aurélio Garcia
LOBO, Eulália M. L, CARVALHO, Lia A, & STANLEY, Myrian. .
Questão habitacional e o movimento operário. Rio de Janeiro, UFRJ,
1989.
Resumo:
A pesquisa de historiadores, sociólogos e cientistas políticos relativa ao operariado no Brasil concentrou-se, até época recente, na análise do movimento sindical ou sem teses amplas que buscavam uma explicação para o atraso atribuído à classe operária, na sua origem rural e na sua suposta mentalidade camponesa e pequeno burguesa.(...)Nos últimos anos foram realizados vários estudos de casos, sobretudo de condições devida nas fábricas, principalmente em São Paulo, notando-se uma tendência à generalização dos resultados para o Brasil, a partir da pesquisa feita nessa cidade.Dentro da perspectiva do estudo das condições de vida dos artesãos e operários, procuramos analisar os salários e o custo da alimentação. Inicialmente levantamos os salários da construção civil que encontramos nos Arquivos de Ordens Religiosas do Rio de Janeiro e da fábrica de velas e sabão, a Companhia Luz Steárica publicando os resultados em artigo da Revista Fundação Getúlio Vargas. Posteriormente ampliamos a amostra dos salários, incluindo as folhas de pagamento das fábricas: Corcovado, Bangu, América Fabril (tecidos) e Brahma (bebidas).Paralelamente ao estudo dos salários, procuramos elaborar um índice do custo de vida,para analisar o poder aquisitivo real dos operários, sua evolução e correlação com o movimento operário.
Eulália Maria Lahmeyer Lobo e Lia de Aquino Carvalho
MAGNANI, Silvia Lang. O Movimento Anarquista em São Paulo (1906-1917).
São Paulo: Brasiliense, 1982.
Resumo:
Este livro trata de um dos aspectos mais importantes do movimento operário brasileiro das primeiras décadas do século XX: a ideologia anarquista. Nele, Silvia Magnani estuda minuciosamente a análise que os libertários faziam da realidade brasileira, seu repúdio ao Estado burguês e a ênfase na participação direta do trabalhador na luta por seus interesses. Neste contexto, a valorização da batalha pela obtenção dos direitos individuias civis e sociais foi, sem dúvida, a principal contribuição dos anarquistas ao movimento operário brasileiro e à história da Primeira República.
PENNA, Lincoln de Abreu. República Brasileira. Rio de Janeiro,
Nova Fronteira, 1999.
Resumo:
Utilizando uma linguagem acessível mesmo aos leitores não-especializados, o autor exerce o seu ofício através do difícil caminho da síntese, percorrendo desde os fins do século XIX, quando a República se transformou de utopia em controversa realidade, até este decisivo final do século XX, marcado pela ambigüidade da Nova República, hoje nos seus estertores.
José Luiz Werneck da Silva
PINHEIRO, Paulo Sérgio. Política e Trabalho no Brasil.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975.
Resumo:
Este livro tem como objetivo indagar “... sobre a presença da classe operaria na cena política brasileira durante o período que precedeu a revolução de 1930”.Na primeira parte, estuda a estrutura de classes da época, os fatores subjacentes à referida revolução, o ascenso de uma incipiente burguesia industrial que, mais tarde, passaria a representar um importante papel na tomada de decisões governamentais, sobrepujando, em certa medida, a velha oligarquia latifundiária.O capítulo V trata da formação do proletariado industrial composto por imigrantes europeus, com experiência de trabalho em indústrias e com consciência de classe, e de trabalhadores rurais não qualificados. Quanto ao comportamento político do proletariado, o autor analisa a presença e ação deste ao nível da conjuntura política, mostrando que a pequena proporção de mão-de-obra operaria na época (12% contra 68% na agricultura, em 1925) limita sua influência no cenário político.O capítulo VI oferece um quadro muito bem documentado da presença do Partido Comunista Brasileiro e de Luís Carlos Prestes, suas diretivas e sua visão da estrutura social brasileira.Por fim, o autor examina a ausência das classes populares como forcas sociais influentes no processo que culminou com a Revolução de 1930. Assinala contudo que, uma vez eclodida, a Revolução obteve ampla simpatia e uma relativa mobilização das massas urbanas. Assim, “... por sua presença, pelo desenvolvimento de um proletariado, o novo bloco do poder será obrigado a encarar suas aspirações na elaboração da ‘nova política’”. Apresentada originariamente como tese de doutorado em Ciência Política na Universidade de Paris, o propósito desta excelente análise é, pois, colocar o então ator ausente – a classe operária – banido da historiografia oficial, como uma força em potencial.
Retirado da contracapa do referido livro.
PINHEIRO, Paulo Sérgio & HALL, Michael M. A classe operária
no Brasil (1889-1930): condições de vida e de trabalho, relações
com os empresários e com o Estado. Documentos, vol. II. São Paulo,
Brasiliense, Funcamp, 1981.
Resumo:
Durante muito tempo, a história da classe operária ficou reduzida às instituições sindicais e partidárias, geralmente limitadas ao contingente dos que militavam no movimento operário. Porque a classe operária no seu todo não era levada em conta, passou-se a tomar as lideranças e os militantes pela classe inteira, perdendo-se com isto a história da experiência dos trabalhadores. Nesta perspectiva, a luta de classes foi adquirindo um caráter de um conceito cada vez mais abstrato e formal, desencarnado da vida dos trabalhadores e ritualisticamente localizado, quando muito, na estrutura econômica. Com este volume II de A classe operária no Brasil queremos contribuir para que a história dessa classe venha a situar-se numa perspectiva mais larga, preocupada em abranger a classe operária em seu modo de vida, em suas práticas cotidianas, captando a complexidade de sua expressão na sociedade. Os documentos aqui reunidos estão voltados para o modo de existência dos trabalhadores, resultante de uma rede complexa de relações na profissão, na indústria, no nível de vida, na tradição – o sistema de relações implicadas por pertencer a um grupo social determinado, aquilo que tem sido chamado de “a condição operária”.
SIMÃO, Aziz. Sindicato e Estado: suas relações
na formação do proletariado de São Paulo. São Paulo,
Ática, 1981.
Resumo:
Sindicato e Estado (no desenvolvimento do proletariado no Brasil)Sindicato e Estado é um clássico dentre os estudos sobre o movimento operário e o sindicalismo em nossa sociedade. Baseado em pesquisa de volumoso material até então ignorado, focaliza a formação da indústria e do operariado, as condições de trabalho e as greves, a organização sindical e suas ideologias, as características e mudanças da tríplice relação entre o sindicato, o patrono e o Estado.Trata- se da reconstrução sócio- histórica centrada no sindicalismo em São Paulo, pois este se apresenta como caso extremo tanto do movimento sindical de todo o país como da tendência por ele tomada em suas transformações e configurações.Sindicato e Estado tornou- se, pois fonte de informação e inspiração para trabalhos posteriores sobre o sindicalismo brasileiro, os quais ao se valerem do livro, tornaram de uso corrente conclusões relativas a situações e processos nele descritos, bem como classificações e tipologias originalmente então propostas, tais como sindicatos de minoria militantes e sindicato burocrático de massas; sistema corporativo oficial integrado no Estado e no sindicalismo paralelo; institucionalização judiciária dos conflitos coletivos de trabalho; sindicalismo autônomo pluralista e descentralizado, oposto ao heteronômico, unicista e centralizado.Os fatos de que estas construções teóricas dão conta continuam vivos, consistindo no núcleo do debate político sindical, tanto no plano ideológico como no das formas de atuação social dos trabalhadores.
VIANA, Luís Werneck. Liberalismo e Sindicato no Brasil. Rio de
Janeiro, Paz e Terra, 1976.
Resumo:
Neste livro, Luiz Werneck Vianna toma por objeto de estudo o controvertido tema das relações entre as classes subalternas através de sua representação, o sindicato- e o Estado. Abrangendo um largo período da história pátria, desde a República Velha até, praticamente, os dias de hoje, procura aprofundar a análise nos acontecimentos realmente significativos, no sentido de construir uma teoria explicativa mais ampla. Seu intento é conseguido na medida em que demonstra como o liberalismo no Brasil- que seria uma forma de relacionamento possível entre o Estado e os grupos sócias- foi, na verdade, limitado.O autor mostra como esta configuração começa a se definir a partir da revolução de 30, com a criação de organizações corporativas, visando estabelecer a harmonia entre as classes, ao mesmo tempo em que servem de poderoso instrumento para a acumulação industrial. Nessa linha, analisa pormenorizadamente os pressupostos e o sentido da justiça do Trabalho no Brasil, as Constituintes de34 e 46 e a discussão em 1966 sobre o FGTS, no Congresso, entre outros temas relevantes.
Retirado da contra-capa
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ANTUNES, Ricardo. Classe Operária, Sindicatos e Partido no Brasil. São Paulo, Cortez e Editora Ensaio, 1982.
Resumo:
A preocupação central deste livro é trazer à tona o estuda da classe operária, seu nível de consciência de classe, durante o rico período que compreende a “Revolução” de 1930 até a eclosão ad Aliança Nacional Libertadora.
Retirado da contra-capa do livro
ARAÚJO, Rosa M.B. de. O batismo do trabalho: a experiência
de Lindolfo Collor. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1981.
Resumo:
Pesquisa histórica de Rosa Maria de Arapujo, dedica-se com paciência, rigor e isenção ao estudo das condições em que se deu, no bojo da Revolução de 30, a criação do Ministério do Trabalho, bem como da visão política e social de seu primeiro titular, o gaúcho Lindolfo Collor. Sua leitura a todos ajudará na correção de enganos de interpretação política, que os rótulos propagandísticos ou a inércia intelectual de muitos ameaçavam tornar verdade estabelecida.
Wanderley Guilherme dos Santos - Retirado da contra-capa do livro
ERICKSON, Kenneth Paul. Sindicalismo no Processo Político no
Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1979.
Resumo:
No início dos anos 60, muitos observadores acreditavam que o Brasil estava num estágio pré-revolucionário de desenvolvimento e que a classe operária urbana constituía uma das forças de vanguarda da revolução social vindoura. Sustentando o contrário, ou seja, que a natureza do sistema político brasileiro é profundamente conservadora, este livro analisa o movimento operário de forma a esclarecer algumas das principais estruturas e processos que levaram os observadores a acreditar que uma revolução social era iminente.Este estudo coloca questões em diversos níveis. No mais específico, analisa o poder político dos líderes sindicais brasileiros e revela as fontes desse poder., bem como as limitações sobre o exercício. Em nível mais geral, este estudo de caso esclarece a natureza corporativista do sistema político brasileiro. Finalmente, avalia a capacidade de o sistema corporativista desempenhar importantes funções sociais e políticas em um país em modernização, como a integração da crescente classe operária urbana no sistema social e político.
Retirado da contra-capa do livro
FOOT, Francisco e LEONARDI, Victor. História da Indústria
e do Trabalho no Brasil. São Paulo: Global, 1982.
Resumo:
Este é o primeiro livro que trata de forma sistemática da história da indústria e do movimento operário no Brasil. Incorporando o que de mais significativo tem sido produzido, utilizando documentação inédita e ampla, aplicando uma metodologia adequada e escrevendo de forma clara e despojada, Francisco Foot e Victor Leonardi apresentam um texto que se tornará um instrumento de trabalho obrigatório para todos aqueles que, dentro da universidade, na luta política ou no coração da fábrica, estão comprometidos com a história da sociedade.
Retirado da contra-capa do livro
GOMES, Ângela de Castro. Cidadania e direitos do trabalho. Rio
de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2002.
Resumo:
Os direitos sociais, especialmente os do trabalho, ocupam uma posição estratégica para o exercício da cidadania no Brasil. Este livro examina tanto a luta dos trabalhadores para alcançá-los, como a ação do Estado na formulação e implementação de medidas para garanti-los legalmente.
GOMES, Ângela de Castro (coord.). Velhos Militantes. Rio de Janeiro,
Jorge Zahar Editor, 1988.
Resumo:
Este livro reúne quatro entrevistas com velhos trabalhadores que exerceram militância política no Rio de Janeiro entre os anos de 1910 e 1950. Contemporâneos, mas com experiências de vida diferentes, constroem através de seus relatos um painel do que foi a luta dos trabalhadores brasileiros na primeira metade deste século. Elvira Boni, filha de imigrantes italianos, nascida em São Paulo em 1889, cresceu numa família de anarquistas e iniciou a militância sindical através dos movimentos anticlericais da década de 10. Atriz de um grupo de teatro anarquista e uma das fundadoras do Sindicato das Costureiras, teve intensa atuação até se casar com Olgier Lacerda, um dos primeiros militantes comunistas cariocas. Dona de casa e mãe, permaneceu toda sua vida interessada nos movimentos da política nacional. João Lopes, nascido em 1896, neto de escrava, moleque de São João da Barra, teve uma vida rica de aventuras. Foi padeiro e metalúrgico, músico, carnavalesco e jogador de futebol. Conheceu o anarquismo das sabotagens e das greves e militou no Partido Comunista desde a década de 20. Viajou pelo mundo e pelo Brasil e participou da Revolta de 1935 em Natal. Preso várias vezes, torturado, não se amargurou nem abandonou a militância política, apesar das divergências com o partido que escolheu. Eduardo Xavier, português nascido em Losada em 1889, veio menino para o Brasil em busca de uma vida melhor. Chegando ao Rio em 1911, trabalhou em padaria, perfumaria, botequim, foi marítimo e tintureiro. Morou nos locais de trabalho, dormiu nas ruas e viveu em navios. Entrou para o Partido Comunista no final dos anos 20 e foi secretário da União dos Marítimos e Portuários. No Partido, passou de militante sindical a membro do Comitê Central. Também viajou pelo mundo e pelo Brasil, foi preso e torturado e entrou em choque com o Partido. Dele se desligou na década de 40, sem no entanto abandonar seus ideais comunistas. Hilcar Leite nasceu no Rio de Janeiro em 1912. Filho de pai jornalista e mãe professora, menino de classe média, aluno do Colégio Pedro II, aos 12 anos entrou numa redação de jornal para nunca mais sair. Militante da Juventude Comunista, participou da cisão do Partido que no final dos anos 20 deu origem ao movimento trotskista no Brasil. Admirador do anarquismo e crítico do comunismo, foi igualmente preso durante o Estado Novo e apoiou o golpe contra Vargas em 1945. Antes de se afastar da política, no início dos anos 50, fundou o jornal Vanguarda Socialista e foi membro do Partido Socialista Brasileiro.S.A
LOPES, José Sergio Leite. Cultura & Identidade Operária.
Rio de Janeiro, Ed. UFRJ-PROED, 1987.
Resumo:
Sob uma unidade temática geral voltada para o estudo da cultura de grupos sociais de trabalhadores, temos aqui uma pluralidade de enfoques e de métodos de trabalho: três artigos centrados sobre pesquisas empíricas etnográficas em grupos sociais delimitados e contemporâneos, dois artigos apresentando análises críticas de obra pioneira e clássica do estudo sociológico de um grupo social da classe operária brasileira, e um artigo centrado sobre o proletariado ao nível nacional no período recortado pelos anos 30 e 40 deste século, trabalhando com referências historiográficas. Essas diferentes vias de acesso ao conhecimento de uma “cultura da classe trabalhadora” – tanto a que investe no conhecimento da classe ao nível nacional, tanto a que trabalha com a análise crítica de importantes estudos anteriores, quanto a que se aplica ao estudo direto, etnográfico, de grupos de trabalhadores localizados – devem ser atacadas simultaneamente para que se inter-fecundem, contrariando falsas oposições hierárquicas entre o conjunto da classe e o grupo social, entre o geral e o particular. Os artigos aqui apresentado, iluminando “questões sobre a cultura e a identidade operárias” e particularmente aspectos menos aparentes dessa classe operária pouco conhecida do ponto de vista analítico, contribuem para os estudos sobre essa classe trabalhadora brasileira que se defronta com nível de remuneração mínimo, péssimas condições de trabalho e com os diferentes aspectos de uma peculiar dominação de classe.
José Sérgio Leite Lopes – Retirado da contracapa do livro
PENNA, Lincoln de Abreu. República Brasileira. Rio de Janeiro,
Nova Fronteira, 1999.
Resumo:
Utilizando uma linguagem acessível mesmo aos leitores não-especializados, o autor exerce o seu ofício através do difícil caminho da síntese, percorrendo desde os fins do século XIX, quando a República se transformou de utopia em controversa realidade, até este decisivo final do século XX, marcado pela ambigüidade da Nova República, hoje nos seus estertores.
José Luiz Werneck da Silva
PRIGOL, Mário. Mario Prigol, Educado de Fé entre Trabalhadores
e Militantes Populares. Confrontos Históricos no Brasil e no Mundo –
1928-1988. Rio de Janeiro: ACO/MTC, 2003.
Resumo:
O Objetivo deste livro Mario Prigol, Educado de Fé entre Trabalhadores e Militantes Populares era apenas falar sobre as prisões e torturas da ditadura no Brasil, de 1964 a 1975.De 1968 a 1970, lembro as prisões na Polícia Especial do Exército pelo DOI (departamento de Operações Internas), inclusive de nossa prisão: 4 padres, 4 jovens homens e 4 moças, todos ligados à JOC, JOCF e ACO/ hoje MTC. Detenho-me também na invasão do IBRADES (Instituto Brasileiro de Estudos Sociais).De 1971 a 1972, o DOI passou para a Aeronáutica (no Galeão, Ilha do Governador). Depois o DOI foi transferido para o Estado da Bahia pela recusa de alguns brigadeiros em apoiar as brutalidades que lá se cometiam contra os direitos humanos. No interior da Bahia, nessa época, foi morto Lamarca e outros companheiros do mesmo. Lamarca era natural da Favela de São Carlos, onde, desde 1961, trabalho pastoralmente aqui no Rio de Janeiro.Em seguida, percebi que os horrores da Ditadura aconteceram também durante a Ditadura de Getúlio Vargas de 1930 a 1945. Além do mais as torturas, as prisões e o massacre das leis trabalhistas desde a ditadura de 1964 no Brasil, na América Latina, África e mesmo na Ásia, foram freqüentes e muito duros em toda parte. Este livro que fala da história dos trabalhadores e meio popular no Brasil, como da História da Igreja e da ACO, em seguida, dos acontecimentos do mundo, tanto neste livro de 1928 a 1988, como no seguinte de 1989 a 2003, quer lembrar a realidade dos trabalhadores e meio popular destes dois períodos, como o desejo profundo de libertação dentro de condições mais igualitárias para toda a sociedade nacional e internacional. Porque não importa a cor, as raças: somos todos os irmãos.
Pe. Mário Prigol
RAMALHO, José Ricardo e SANTANA, Marco Aurélio. Trabalho
e Tradição Sindical no Rio de Janeiro – a Trajetória
dos Metalúrgicos. Rio de Janeiro, DP&A, 2001.
Resumo:
A história dos metalúrgicos brasileiros se coloca entre as experiências mais significativas no processo de formação da classe trabalhadora no país. Uma tradição que começou a se construir no início do século passado, quando a categoria assumiu um papel decisivo nos principais eventos político-sindicais, sobrevivendo e recriando sua identidade a partir de conjunturas diversas, nas quais foi chamada a responder pelos desafios da sua representação e da contestação de políticas e práticas lesivas aos trabalhadores. Trabalho e tradição sindical no Rio de Janeiro – a trajetória dos metalúrgicos reúne artigos de sociólogos, antropólogos e historiadores que registram e analisam esse processo social e político, com ênfase nos trabalhadores fluminenses.
Retirado da contra-capa do livro
SANTOS, Guarino Fernandes dos. Nos Bastidores da Luta Sindical. São
Paulo, Ícone, 1987.
Resumo:
Em linguagem simples e direta o autor, Guarino Fernandes dos Santos, um ferroviário aposentado, ex-líder sindical e militante político, conta-nos os detalhes da luta sindical num enfoque muito realista.O livro é interessantíssimo, pois o autor relata a sua experiência e de seus companheiros, como se estivesse sentado à nossa frente conversando e penetrando num universo cheio de lances naturais e envolventes, que ora refletem algo curioso, ora mostram coisas cruéis e até mesmo o ridículo de determinadas situações.Cada capítulo é um pedaço de Pátria, diferente dos fragmentos mortos da história contida em livros e arquivos empoeirados, mas sim o registro da vida construída diariamente pelos trabalhadores nas suas lutas e suores diários.
Retirado da contra-capa do livro
SILVA, Fernando Teixeira da. Operários sem patrões: os trabalhadores da cidade de Santos no entreguerras. Campinas, Edunicamp, 2003.
Resumo:
Santos foi uma cidade sui generis, cuja história social entre as duas grandes guerras mundiais, contada por Fernando Teixeira da Silva, ilumina uma ampla série de questões da história brasileira.Um dos aspectos mais impressionantes deste livro é a capacidade do autor de mobilizar com segurança dados pertinentes sobre grandes portos do mundo, de San Francisco a Marselha, passando por Hamburgo, Liverpool, Nova York e Buenos Aires, para demonstrar as peculiaridades que distinguem o trabalho nos portos do trabalho em outros lugares.A reconstrução da cultura de trabalho forma talvez a contribuição mais original do livro. Os dois elementos centrais da interpretação, a noção de “operários sem patrões” e o complexo de práticas e valores englobados no conceito de valentia, analisados com sensibilidade e sutileza pelo autor, permitem uma nova compreensão das bases sociais das diversas estratégias sindicais encontradas em Santos e das suas mudanças no decorrer do período.
Michael Hall
VIANNA, Luiz Werneck. Liberalismo e Sindicato no Brasil. Rio de Janeiro,
Paz e Terra, 1976.
Resumo:
Em Liberalismo e Sindicato no Brasil, de Luiz Werneck Vianna, o leitor depara-se com um dos produtos mais substanciais da nova geração de cientistas sociais no Brasil de hoje. Uma geração que, não obstante os percalços que certo sistema autoritário opõe ao trabalho criativo, tem revelado excepcional habilidade em juntar os instrumentos teóricos e metodológicos mais percucientes, oferecidos por uma nova ciência, às preocupações e angústias de ordem prática do seu quotidiano.O trabalho de Luiz Werneck Vianna, cientista político e professor universitário, resultou de árdua pesquisa que, sob o patrocínio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, serviu de guia a elaboração de tese de doutoramento apresentada, com êxito, à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da Universidade de São Paulo, em 1976.Não se trata aqui de mais um levantamento empiricista ou historicizante do quilate desses que se fazem, hoje, às dezenas, nos cursos de pós-graduação em Ciências Sociais, em nosso país. A íntima, profunda e carnal identificação do seu autor com uma realidade da qual é sujeito consciente, imuniza-o de tolo se ambiciosos academicismos,levando-o a arrancar do âmago das reflexões, uma peça viva e atuante, que apresenta ao leitor.Ao mesmo tempo em que opera com frutíferos conceitos, como o da ideologia liberal, o analista tem presente em seu trabalho o movimento das classes, desfazendo, deste modo, equívocas interpretações, as quais; sem dúvida, tornaram-se responsáveis por desorientadas práticas, de nefastas conseqüências. Se não partilha de um criticismo teórico e inócuo, que tem vitimado promissores talentos no campo das Ciências Sociais, em nossa terra, nos últimos anos, muito menos saber mão daquela visão crítica radical e comedida que se constitui no apanágio dos mestres da perspectiva teórica em que se perfila.Em Liberalismo e Sindicato no Brasil são retomadas questões como as da revolução de1930, da formação da classe operária no país, das vinculações entre as burguesias agrária e industrial, do Estado Novo e as do liberalismo e do autoritarismo. E para se tomar um exemplo de retomada inovadora, veja-se como no trabalho o liberalismo interpreta-se dialeticamente com o autoritarismo, em termos conceituais, para dar conta de situação de compreensão impenetrável, quando envisada a partir de categorias acríticas e acientíficas.Por outro lado, Luiz Werneck Vianna elucida aspectos cruciais do Estado Novo, seguindo de perto a formação do corporativismo que o presidiu, para, mais adiante, lançar clarão sobre o processo que marca a derrubada de Vargas e o desenrolar das ações operárias, ao nível político-institucional. A problemática das orientações impressas ao movimento proletário, no Brasil, vê-se, assim, enriquecida por contribuição original, suscetível de realimentar indispensáveis diálogos.As discussões sistematicamente levantadas e rigorosamente seguidas, do ponto de vista metodológico e teórico, como se procede em Liberalismo e Sindicato no Brasil, constituem, a nosso ver, o melhor caminho e a melhor contribuição para a resolução dos problemas que afligem a todos nós, homens com o pensamento voltado para a liberdade e a igualdade.
José Nilo Tavares
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ALVES, Vânia Malheiros Barbosa. Vanguarda Operária: Elite de Classe? Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1984.
Resumo:
No início dos anos 70, uma temática começou a tomar corpo nas discussões sociológicas e políticas a respeito da classe operária brasileira.Trata-se da teoria da “aristocracia operária”, um possível método de interpretação do atual caráter do nosso operariado e seus movimentos políticos.A falta de um trabalho teórico sistemático em torno desta polêmica levou Vânia Malheiros Barbosa Alves a elaborar esta exaustiva e profícua análise da qual resultou Vanguarda operária: elite de classe?Para a autora, só uma compreensão histórica da natureza estrutural e ideológica da atual classe operária brasileira levaria à percepção da viabilidade da aplicação da teoria da “aristocracia operária” ao contexto brasileiro.Com Vanguarda operária: elite de classe?, pretende-se finalmente, entender sob uma perspectiva histórica, a formação da classe operária brasileira e apreender, do ponto de vista sociológico, a construção de seu atual papel político e social.
Retirado da contra-capa do livro
ANTUNES, Ricardo C. O Que É Sindicalismo. Coleção
Primeiros Passos. São Paulo, Brasiliense, 1982.
Resumo:
O ressurgimento da luta sindical no Brasil foi, para muitos, algo inesperado. Para alguns porque, o que efetivamente se passava no mundo do trabalho. Para outros porque premeditadamente faziam questão de ignorar as reais condições de vida dos trabalhadores. Havia também aqueles que ainda acreditavam, apelando para a falsa idéia da “passividade” do povo brasileiro, este encontrar-se resignado com o lugar que lhe tinha sido destinado na sociedade. A todos eles – e a outros ainda -, o ressurgimento do movimento sindical foi uma surpresa.Este pequeno livro pretende destacar que esta “surpresa” era algo inevitável no desenrolar dos acontecimentos que envolviam a classe operária, sua história e seu sindicalismo. Para tanto, introduz algumas questões preliminares para todos aqueles que, envolvidos ou não na condição de assalariados, buscam principiar no entendimento do que é o sindicalismo.Daí que nos parece desnecessário frisar que ele foge a todas as regras de um trabalho acadêmico. Se não bastasse o seu caráter meramente introdutório, destina-se especialmente àquelas pessoas cujo cotidiano se desenvolve fora dos muros da universidade.Sob estas condições este texto foi concebido.Nele se encontram duas partes: a primeira mostra as origens do sindicalismo, suas várias concepções, sua importância e os seus limites dentro da sociedade capitalista moderna. A segunda faz um sintético balanço da história do movimento sindical brasileiro, destacando seus principais momentos, desde a criação das organizações de auxílio mútuo na segunda metade do século XIX até às recentes greves dos metalúrgicos do ABC.
Ricardo Antunes
BATALHA, Claudio. O Movimento Operário na Primeira República.
Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 2000.
Resumo:
Uma pequena história da classe operária e de sua evolução nos primeiros anos da República. Além das diferentes conjunturas atravessadas por esse movimento, o autor analisa setores de produção, a origem dos trabalhadores, as múltiplas formas de organização e a diversidade das correntes ideológicas, entre outros aspectos.
Retirado da contra-capa do livro
BENEVIDES, Maria Victoria. O PTB e o trabalhismo. São Paulo,
Brasiliense, 1989.
Resumo:
O velho PTB paulista aparece à tona neste estudo preciso e detalhado da socióloga Maria Victoria Benevides, especialista no período da chamada “república populista”, com livros consagrados sobre os governos Kubitschek e Jânio Quadros e sobre partidos como a UDN.Maria Victoria centra sua investigação em São Paulo, onde tradicionalmente o PTB foi frágil e detecta no trabalhismo getulista, tal como se deu neste estado, traços que permanecem atuantes em muitos dos partidos de hoje: fisiologismo crônico e fragilidade ideológica.Disputado, entre 1945 e 1954, por Getulio Vargas, Ademar de Barros e Jânio Quadros, o PTB paulista passa, a partir de 1955, a ser liderado por Ivete Vargas que definiria o partido como o “espelho e retrato do povo brasileiro: patriota, nacionalista, largadão, sem exageros ideológicos e sectarismos”.Mas do retrato de qual povo ela estaria falando?
Retirado da contra-capa do livro
CORRÊA, Hércules. A classe operária e seu Partido.
Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1980.
Resumo:
Qual a opinião dos comunistas sobre os complexos problemas hoje colocados diante da sociedade brasileira? Nos últimos anos, esse segmento importante do pensamento político do país não teve oportunidade de se manifestar de forma clara e precisa diante dessa questão, pelas limitações de toda sorte colocadas à participação dos comunistas na vida nacional.Privados dos veículos de expressão, com a maioria de seus líderes presos ou exilados, com seus partidários perseguidos e silenciados, apenas esporadicamente os comunistas puderam opinar sobre os problemas nacionais, e assim mesmo através de pronunciamentos em que apenas excepcionalmente seu pensamento não aparecia deformado ou mutilado.Neste volume, pela primeira vez desde 1964, um líder comunista expõe de forma ampla e exaustiva suas opiniões, que refletem a de seu partido, acerca da situação política, econômica e social do país. É ele, Hércules Corrêa dos Reis, líder sindical com destacada atuação pública até1964, ex-deputado estadual e integrante da liderança do movimento comunista brasileiro. Dado como morto pela repressão nos primeiros dias após o golpe militar de 1964, Hercules Corrêa dos Reis manteve atuação política clandestina até 1974, quando teve de se exilar do país para pôr-se a salvo de uma perseguição impiedosa que terminaria na liquidação física de alguns de seus companheiros. Tanto no período em que viveu na clandestinidade como na fase em que esteve fora do país, Hercules Corrêa dos Reis não deixou de participar e influenciar na ação de seus companheiros, que em setembro de 1979 finalmente o viram retornar a seu convívio.Operário tecelão que se iniciou na vida sindical e política ainda adolescente, sob a ditadura do Estado Novo, Hercules Corrêa dos Reis expõe, em diferentes trabalhos, um longo e minucioso depoimento sobre sua trajetória, artigos, entrevistas, intervenções em reuniões políticas suas opiniões e as de seus companheiros sobre aspectos fundamentais da vida brasileira:o caráter do regime que domina o país, sua política econômica e social, a organização sindical e os desafios que enfrenta, as tarefas postas diante de quantos aspiram a uma democratização real e profunda da vida brasileira.Além de reproduzir os pronunciamentos de Hercules, o volume incluí um apêndice com o texto da resolução política de maio de 1979 do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro, de cuja elaboração ele participou; o trabalho Herança revolucionaria no Brasil, produzido por uma equipe de pesquisa, e um artigo do jornalista português Miguel Urbano Rodrigues, que viveu exilado no Brasil até a Revolução dos Cravos de 25 de abril de 1974. Esse último trabalho, que exalta a memória de lideres comunistas mortos após 1964, como Astrogildo Pereira, David Capistrano da Costa e Luiz Maranhão, constitui uma homenagem de Hércules a quantos deram sua vida à causa do socialismo no Brasil.
Retirado da contra-capa do livro
COSTA, Hélio da. Em Busca da Memória – Comissão
de Fábrica, Partido e Sindicato no Pós-Guerra. São Paulo,
Scritta, 1995.
Resumo:
Maio de 1945, fim da Segunda Guerra. A cidade de São Paulo estava eufórica com a volta dos pracinhas que lutaram na Itália. O país vivia o clima de redemocratização com o fim do Estado Novo.Mas a realidade tinha também outra face. Nas fábricas se travava uma árdua luta pela efetivação da democracia e da cidadania no mundo do trabalho. No outono de 1945 estouraram inúmeras greves, colocando os trabalhadores no centro dos acontecimentos.Em Busca da Memória mostra como foi possível aos trabalhadores, entre os anos 40 e 50, se mobilizarem para conquistar melhores salários e condições dignas de vida. Por trás dessa mobilização silenciosa, que culminou com a Greve dos 300 mil em 1953, estava a forte organização dos operários nos locais de trabalho, através das comissões de fábrica.A partir de depoimentos dos operários, Hélio da Costa reconstitui a gênese e o cotidiano dessas lutas e como elas se sobrepuseram tanto ao sindicalismo oficial quanto àquele sob orientação da esquerda.Recuperar esta memória social é recuperar um pouco da história do Brasil dos excluídos. O objetivo deste livro é fazer com que as vozes desses indesejáveis personagens sejam ouvidas.
Retirado da contra-capa do livro
COSTA, Hélio da; FONTES, Paulo; FORTES, Alexandre; NEGRO, Antonio
Luigi; SILVA, Fernando Teixeira da. Na Luta por Direitos. Unicamp,
Editora da Unicamp, 1999.
Resumo:
Este livro reúne o trabalho de cinco jovens intelectuais, todos historiadores, e acrescente muito de novo à rica discussão sobre trabalhadores, movimento operário e a esquerda que vem se desenvolvendo em São Paulo desde os anos 50”
Retirado da contra-capa do livro
DELGADO, Lucília de Almeida Neves. O Comando Geral dos Trabalhadores
no Brasil (1961-1964). Petrópolis, Vozes, 1986.
Resumo:
A questão operária no Brasil tem merecido uma gama considerável de estudos por parte de cientistas políticos e sociais, o que demonstra o esforço de grande parte da comunidade acadêmica de re-estudar a história do Brasil.A história do CGT no Brasil é, até hoje, muito pouco conhecida. Muita coisa se fala sobre o CGT, mas a verdade é que poucos conhecem de fato o que foram os méritos e os desacertos da experiência real do Comando Geral dos Trabalhadores.Os Problemas do desemprego que estamos enfrentando, as limitações da estrutura sindical, a perspectiva do instrumento da greve geral como forma dos trabalhadores se fazerem ouvir neste país, os problemas da organização de base e de direção da classe trabalhadora e do movimento sindical, de uma forma ou de outra, foram enfrentados pelo movimento sindical daquele período. E é imprescindível hoje analisarmos as repostas que os dirigentes daquele período deram a estas questões para que possamos aprender dos erros e acertos do passado para melhor nos guiarmos nos passos do presente e do futuro.
Retirado da contra-capa do livro
FILHO, Evaristo de Moraes. O Problema do Sindicato Único no Brasil.
São Paulo, Alfa-Ômega, 1978.
Resumo:
O livro expõe uma vigorosa defesa da autonomia sindical, dentro da preservação da unidade sindical, compatível com a democracia política, estando toda a discussão situada num quadro comparativo mais amplo, num contexto internacional. Diante da intensificação dos protestos das classes trabalhadoras contra o controle autoritário do movimento sindical e para atender ao desenvolvimento de pesquisas da área de História e da Sociologia do Trabalho, [...] esse livro contribui para que as atuais discussões sobre a superação da legislação corporativista sejam aprofundadas com rigor.
Retirado da contra-capa do livro
FONTES, Paulo. Trabalhadores e Cidadãos – Nitro Química:
A Fábrica e as Lutas Operárias nos Anos 50. São Paulo,
Annablume, 1997.
Resumo:
Como compreender o drama que foi a industrialização brasileira? Paulo Fontes resolveu escolher uma empresa exemplar – a Nitro Química – e reconstituir o cotidiano da fábrica e do bairro, na década de 50.Essa estratégia permitiu que o livro iluminasse uma série de práticas empresariais que vão muito além do bairro de São Miguel Paulista. De fato, a Nitro, uma das maiores fábricas paulistanas do período, desempenhou um papel importante no projeto nacional-desenvolvimentista, tanto em termos práticos quanto ideologicamente.O autor analisa com precisão o modelo de dominação implementado pela firma, uma mistura de paternalismo e corporativismo, tornada mais palatável por fortes doses de nacionalismo. A imagem de uma empresa modelo, promovida intensamente na época, não sobreviveu à notável greve de 1957, examinada cuidadosamente no texto.O autor juntou à consideração das táticas empresariais – e aqui sua maior inovação – uma aguda análise das práticas políticas e sindicais dos trabalhadores da Nitro, baseada na recuperação da complexa cultura fabril, parte constitutiva de uma cultura operária mais ampla. Examinando as lutas dos trabalhadores por direiros, especialmente intensas entre 1957 e 1964, o autor aproveitou novas fontes, como o arquivo do Deops e entrevistas com participantes nos acontecimentos da época, para retratar os conflitos sobre taxas de insalubridade e muitas outras questões.Emerge da pesquisa de Paulo Fontes, e contra a ortodoxia acadêmica, um sindicalismo combativo que, mesmo dentro das notórias limitações do período, representou com uma certa eficácia os interesses dos trabalhadores. O autor também fornece elementos para avaliar, nesta base de militância comunista, as intricadas relações entre ativismo sindical, militância política e cultura operária nos anos anteriores a 1964.Uma das vantagens de um estudo de caso como este é a oportunidade que oferece para examinar em termos concretos certas questões bastante complexas. Certamente, um dos aspectos mais inovadores do livro é a importância que atribui à extraordinária – e ainda mal contada – história da grande migração nordestina a São Paulo. Depois do livro de Paulo Fontes, será difícil desprezar ou ignorar este fenômeno, cuja importância permeia quase todos os aspectos da vida econômica e social de São Paulo nos últimos cinqüenta anos.
Michael Hall
FÜCHTNER, Hans. Os Sindicatos Brasileiros - Organização
e Função Política. Rio de Janeiro, Edições
Graal, 1980.
Resumo:
Aqui temos em Hans Füchtner, um Brazilianista, não norte americano, tanto em voga entre nós, mas sim um pensador alemão. Só a tomada de conhecimento de como estes vêem e interpretam fatos históricos brasileiros, já é um convite tentador para conhecer e apreciar a obra. Ela é bastante oportuna, já que a problemática da estrutura sindical e a Legislação Trabalhista estão na ordem do dia: portanto é interessante ver de que angulação enfocam as nossas coisas.Ademais Hans demonstra perspicácia em não isolar o assunto central que enuncia- Sindicatos Brasileiros de Trabalhadores. Organização e Função Política, dos demais problemas da Sociedade Civil e Política nacional. Por isso enceta um apanhado histórico da República brasileira nos seus devidos períodos até nossos dias ligados ao discurso que propõe.A obra elabora uma filosofia em caráter de pesquisa da politização dos sindicatos. A metodologia é singular em nossa literatura a respeito. Sua visão é fundamentada em vasta bibliografia. É feito em estilo direto, o que facilita a qualquer leitor assimilá-la. Não fadiga com suas conceituações. Em base de registro de acontecimentos factuais que os narrara para o leitor deixando-o à vontade com fins de ele mesmo tirar suas percepções e conclusões. Aos estudiosos e manuseadores específicos da temática, ele brinda com sua visão contribuindo à discussão: os sindicatos têm ou não função política? Se têm, qual é? É de destacar ainda a historicidade que faz das “Ligas Camponesas” precedentes às entidades sindicais do universo rural. O trabalho arrola todo um patamar de elementos sociais, em torno da questão principal, que sugere, cujo escopo desemboca num ensaio sociológico com imaginações próprias do autor. Deste modo situa o posicionamento e o papel dos diferentes estratos sociais, instituições, partidos, ramificações jurídicas etc. diante do problema dos sindicatos. Desses salienta no caso o estado de perceptibilidade e comportamento das classes subalternas especificamente as fundamentais. Discorre sobre os assuntos no plano nacional, regional, universo rural e urbano. O propósito do autor, é revelar a visão do mundo de cada segmento social, da problemática em questão segundo a sua posição nas relações de produção. Assim Füchtner, esboça a sociedade civil interligada ao enfoque de que se ocupa.No decorrer da obra sobressaem questões como a Legislação Trabalhista e Sindical, sua prática e seus efeitos entre os trabalhadores e a sociedade. Não subestima a influência dos fatores exógenos no caso, no processo histórico. Assimila de ponto de vista especial a conduta dos Estados, seus governos e seu aparelho ao longo dos períodos da formação dos sindicatos e a feição que se lhes imprimiu. Deste modo o autor sublinha a estreita relação das entidades classistas e as Leis concernentes e a Sociedade Política dominante.O trabalho também se ocupa do posicionamento, neste caso, dos diversos grupos políticos e espirituais, no devido tempo, em relação aos Sindicatos e a sua Politização. Por fim o Brazilianista alemão aqui se preocupa com o futuro e a perspectiva dos sindicatos brasileiros. Destas notas e outros assuntos que a obra focaliza, se depreende que esta é imprescindível para os leitores em geral e aos estudiosos, em particular.
M. Vinhas- Retirado da orelha do livro.
LOPES, Juarez Rubens Brandão. Sociedade Industrial no Brasil.
São Paulo, Difusão Européia do Livro, 1964.
Resumo:
Usando o método da entrevista livre, o Autor entrega-se a uma coleta direta e extensa de dados, feita em duas indústrias, uma na cidade de São Paulo, outra no interior mineiro. Resultam daí uma variedade e minúcia de aspectos da situação estudada, bem como sugestões e hipóteses para novas indagações, constituindo por si só revelação fascinante de um setor de nossa vida social pouco conhecido, qual seja o das relações trabalhistas.
Retirado da contra-capa do livro
LOPES, Sérgio Leite. O Vapor do Diabo. Rio de Janeiro, Paz e
Terra, 1976.
Resumo:
Este livro trata das condições de trabalho dos operários da parte industrial das usinas açucareiras, baseado em pesquisa de campo de feição antropológica. Ele vem assim preencher uma lacuna na literatura econômica e sociológica sobre a organização social da plantation canavieira, a qual privilegia os grupos sociais ligados à parte agrícola da plantation.
Retirado da contra-capa do livro
PENNA, Lincoln de Abreu. República Brasileira. Rio de Janeiro,
Nova Fronteira, 1999.
Resumo:
Utilizando uma linguagem acessível mesmo aos leitores não-especializados, o autor exerce o seu ofício através do difícil caminho da síntese, percorrendo desde os fins do século XIX, quando a República se transformou de utopia em controversa realidade, até este decisivo final do século XX, marcado pela ambigüidade da Nova República, hoje nos seus estertores.
José Luiz Werneck da Silva
PRIGOL, Mário. Mario Prigol, Educado de Fé entre Trabalhadores
e Militantes Populares. Confrontos Históricos no Brasil e no Mundo –
1928-1988. Rio de Janeiro: ACO/MTC, 2003.
Resumo:
O Objetivo deste livro Mario Prigol, Educado de Fé entre Trabalhadores e Militantes Populares era apenas falar sobre as prisões e torturas da ditadura no Brasil, de 1964 a 1975.De 1968 a 1970, lembro as prisões na Polícia Especial do Exército pelo DOI (departamento de Operações Internas), inclusive de nossa prisão: 4 padres, 4 jovens homens e 4 moças, todos ligados à JOC, JOCF e ACO/ hoje MTC. Detenho-me também na invasão do IBRADES (Instituto Brasileiro de Estudos Sociais).De 1971 a 1972, o DOI passou para a Aeronáutica (no Galeão, Ilha do Governador). Depois o DOI foi transferido para o Estado da Bahia pela recusa de alguns brigadeiros em apoiar as brutalidades que lá se cometiam contra os direitos humanos. No interior da Bahia, nessa época, foi morto Lamarca e outros companheiros do mesmo. Lamarca era natural da Favela de São Carlos, onde, desde 1961, trabalho pastoralmente aqui no Rio de Janeiro.Em seguida, percebi que os horrores da Ditadura aconteceram também durante a Ditadura de Getúlio Vargas de 1930 a 1945. Além do mais as torturas, as prisões e o massacre das leis trabalhistas desde a ditadura de 1964 no Brasil, na América Latina, África e mesmo na Ásia, foram freqüentes e muito duros em toda parte. Este livro que fala da história dos trabalhadores e meio popular no Brasil, como da História da Igreja e da ACO, em seguida, dos acontecimentos do mundo, tanto neste livro de 1928 a 1988, como no seguinte de 1989 a 2003, quer lembrar a realidade dos trabalhadores e meio popular destes dois períodos, como o desejo profundo de libertação dentro de condições mais igualitárias para toda a sociedade nacional e internacional. Porque não importa a cor, as raças: somos todos os irmãos.
Pe. Mário Prigol
PUREZA, José. Memória camponesa. Rio de Janeiro, Editora
Marco Zero, 1982.
Resumo:
Camponeses com armas nas mãos, defendendo suas terras e seu trabalho, são os principais personagens de Memória camponesa, um livro onde José Pureza, um dos fundadores e dirigente da Federação dos Lavradores e Trabalhadores Rurais do Estado do Rio de Janeiro, resgata algumas das mais importantes lutas do movimento camponês pré-64. Memória Camponesa retrata a rica história de organização e lutas do movimento camponês e deixa claro a importância dos trabalhadores rurais no processo de transformação social que há de fazer deste país umas terra de trabalho e de democracia.
Retirado da contra-capa do livro
RODRIGUES, Leôncio Martins. Conflito Industrial e Sindicato no
Brasil. São Paulo, Difusão Européia do Livro, 1966.
Resumo:
Estudando inicialmente o movimento operário em algumas sociedades desenvolvidas no Ocidente, em seguida as greves ocorridas em São Paulo, e finalmente aspectos da história do sindicalismo nacional, este livro apresenta elementos para a compreensão de certos traços que singularizam o movimento operário no Brasil, dentro da problemática geral da constituição de uma sociedade industrial numa área periférica do mundo capitalista.
Retirado da contra-capa do livro
SARTI, Ingrid. Porto Vermelho. Rio de Janeiro, Paz e Terra,
1981.
Resumo:
Porto Vermelho é a história de uma associação operária que mostra muitos aspectos relevantes da história do país. Aqui se vê que o cuidado em desvendar a vida interna de uma organização não obriga ninguém a enclausurar a análise. Pelo contrário, no caso de Ingrid Sarti, levou-a a abrir a análise para o contexto social e político no qual o sindicato existe e se desenvolve.Herdeiros que somos de uma visão da história brasileira que se apóia no papel protagônico das elites, é sempre importante reconhecer os momentos de verdadeira emergência da classe operária. É o que nos permite cada um dos capítulos deste livro. Os trabalhadores da estiva têm uma presença marcante em 1945 como em todo o período democrático. O controvertido episódio dos “bagrinhos” de 1963, por exemplo, é um ponto de clivagem na história do sindicato tanto quanto um aspecto de relevo na história política do país. E a partir de 1964, a estiva deve sofrer, como os demais sindicatos do país, experiências de constrangimentos semelhantes às que já viveram no Estado Novo.A autora acompanha as vicissitudes da história dos estivadores de Santos com uma riqueza de informação e de análise que torna este livro uma referência necessária em nossos estudos sobre o movimento operário. Este livro vem juntar-se, com brilho, ao acervo, infelizmente ainda pequeno, das obras que se dedicam a projetar alguma luz sobre o lado escuro da sociedade brasileira.
Francisco Weffort
TELLES, Jover. O movimento sindical no Brasil. São Paulo,
Livraria Editora Ciências Humanas, 1981.
Resumo
:Jover Telles foi operário das minas de carvão de São Jerônimo, no Rio Grande do Sul, desde os onze anos de idade; militante comunista desde cedo, deputado à Assembléia Legislativa desse estado no curto período de legalidade do PCB e ativo participante do movimento sindical.O movimento sindical no Brasil possui grande interesse tanto para os militantes do sindicalismo em cujas páginas encontrarão a experiência de dezesseis anos ( 1946- 1962) de vitórias e derrotas da classe operária brasileira, como para os pesquisadores e intérpretes da história do operariado brasileiro que, com freqüência, nas suas análises cometem equívocos por falta de informações precisas.Poder-se-á acompanhar, no fluir do texto, rico em dados e informações colhidas diretamente no fogo da luta, a posição dos comunistas em face das lutas e reivindicações específicas imediatas assim como a posição dos mesmos em face de questões mais amplas: filiação ou não do movimento sindical brasileiro a organizações sindicais internacionais (ORIT, CIOSL, FSM, etc. ), questão agrária, política nacional e internacional, etc.Como introdução, O movimento sindical no Brasil contém um esboço histórico do movimento operário brasileiro desde suas primeiras manifestações em meados do século passado, e, como capítulo quarto o discurso que o autor teve oportunidade de pronunciar, em 1947, como deputado, na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, no qual descreve as condições de brutal exploração e opressão a que eram submetidos os mineiros de São Jerônimo.
Retirado da contra-capa do livro
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CARVALHO, Paulo Roberto. Memória e identidade: os trabalhadores na Companhia Vale do Rio Doce em Mariana, a última geração dos homens de ferro? Rio de Janeiro, Mestrado em Memória Social e Documento - CCH-UNIRIO, 2002. (Dissertação de Mestrado)
Resumo:
O trabalho analisa as memórias e as representações sociais de operários na CVRD da Mina de Timbopeba, buscando articulá-las com o processo de construção de identidades experimentado por aquele grupo operário. Estes trabalhadores foram transferidos ou recrutados pela empresa e assentados em Mariana. Para isto foram construídos 3 novos bairros que expandiram as fronteiras da cidade. Para estes migrantes a experiência na nova cidade trouxe vários problemas de corte econômico e social; além de dilemas afetivos, pois que a separação da família e da terra natal foi acompanhada de hostilidades e estranhamentos no novo espaço. O estudo foi delimitado pelo período de 1980/1990 que compreende a fase de construção e de entrada em funcionamento da referida mina. Este recorte temporal corresponde também ao ápice das transformações espaciais, arquitetônicas, sociais e econômicas que Mariana vinha experimentando desde o final da década de 1960. A metodologia utilizada neste estudo foi a História Oral. Foram realizadas 20 entrevistas, incluindo funcionários da CVRD dos diversos níveis hierárquicos além de integrantes da população local. Buscamos perceber os processos de mutação das identidades e como elas se comportaram na medida em que interagiram com outros elementos humanos e espaciais. Foi possível perceber que aquelas gerações operárias que possuíam características identitárias específicas, ao migrar para outro espaço, acabaram por reconfigurar-se no movimento de refazer os seus laços afetivos e identitários, promovendo tanto linhas de continuidade, como também de ruptura na sua percepção de aspectos como trabalho e sindicato.
Paulo Roberto Carvalho
CORREIA, Hércules. A classe Operária e seu Partido.
Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1980.
Resumo:
Foi em 1963 que nasceu esta entrevista. (...) Eu havia (recebido) um estipêndio da Agência Sueca para o Desenvolvimento (SIDA) para desenvolver um investigação sobre a história do movimento operário brasileiro, em colaboração como Arquivo Histórico do Movimento Operário Brasileiro de Milão. O trabalho incluía uma entrevista com Hércules, que eu não sabia por onde andava, mas a quem ia começar a procurar.Nesse primeiro encontro, chegamos ao acordo de que ele me avisaria quando fosse incluída em seu programa uma passagem por Estocolmo. Reuniríamos então um grupo de pessoas que pudessem enriquecer a entrevista. Em março de 1979, em meu apartamento (...) juntamo-nos Lycio Hauer, fundador e primeiro presidente da União de Servidores Públicos e ex-deputado federal; Délson Plácido, secretário-geral do Sindicato dos Telegrafistas até 1964 e atualmente jornalista da Rádio Suécia; Ivens Marchetti do Monte Lima, arquiteto e fotógrafo; Jaime Walwitz Cardoso, poeta que editou no exílio as revistas Reflexo e Fragmento, e eu, agora trabalhando mais como cineasta. Os três últimos havíamos sido banidos do País em diferentes ocasiões.Eram amplas e diversas as seis experiências ali reunidas. Conversamos uma seis horas. Mas foi pena não haver nenhuma companheira presente. Sei que ninguém vai me acreditar, mas convidei várias. Não bastava convidar. Havia que resolver outros problemas estruturais que praticamente impedem a participação feminina quando há filhos de permeio e o marido também participa. A corda rebenta do lado mais fraco. Então essa entrevista não ficou tão boa quanto poderia. Mas esse preço nós pagamos.O texto foi ainda enriquecido com algumas perguntas feitas pelo economista Marurício David, diretor do Seminário de Estudos Brasileiros do Instituto Latino-Americano da Universidade de Estocolmo, quando da conferência de Hercules nessa instituição.
Fragmentos retirados da introdução do livro
COSTA, Hélio da; FONTES, Paulo; FORTES, Alexandre; NEGRO, Antonio
Luigi; SILVA, Fernando Teixeira da. Na Luta por Direitos. Unicamp,
Editora da Unicamp, 1999.
Resumo:
Este livro reúne o trabalho de cinco jovens intelectuais, todos historiadores, e acrescente muito de novo à rica discussão sobre trabalhadores, movimento operário e a esquerda que vem se desenvolvendo em São Paulo desde os anos 50.
Retirado da contra-capa do livro
FILHO, Silas Sandoval. Braverman, Divisão do Trabalho e Maquinaria:
o alcance da análise do processo de trabalho presente em 'Trabalho e
Capital Monopolista'. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP,
Campinas, 2002.(Dissertação de Mestrado).
Resumo:
O objetivo desta dissertação é analisar as idéias de Harry Braverman em Trabalho e Capital Monopolista: A Degradação do Trabalho no Século XX. A noção de maquinaria de Braverman foi criticada porque para ele, diferentemente de Marx, divisão do trabalho e maquinaria são sinônimos. Em termos dialéticos, para Marx, a divisão industrial do trabalho produz as condições de sua própria negação. Estas condições são a maquinaria. A tese principal desta dissertação é que Braverman e outros pensadores marxistas, como Coriat e Gorz, não consideram a diferença entre divisão do trabalho e maquinaria. O discernimento desta diferença fundamental entre Braverman e Marx é muito importante para o pensamento marxista.
Silas Sandoval Filho
GORENDER, Jacob. Combate nas trevas. A esquerda brasileira: das ilusões
perdidas à luta armada. São Paulo, Ed. Ática, 1987, 2ªed.
Resumo:
No currículo de Jacob Gorender não constam títulos acadêmicos. Eles são substituídos por uma longa militância prática e teórica. Membro durante anos do PCB, onde chegou até o Comitê Central, e fundador do PCBR, Gorender sempre procurou fazer o que boa parte dos militantes marxistas não fazem: aliar à prática política uma sólida formação teórica. Autor de inúmeros ensaios e artigos, onde trata tanto de questões teóricas, como analisa vários aspectos da realidade brasileira em diversos momentos históricos, Gorender escreveu o Escravismo Colonial, uma obra considerada clássica pela comunidade acadêmica. Jacob Gorender atuou também como jornalista, escrevendo principalmente em órgãos de esquerda,e editor, sendo responsável pelo planejamento e organização da coleção Os Economistas.Neste Combate nas Trevas, Gorender alia dois elementos aparentemente contraditórios: a garra de combatente e a seriedade do historiador.Só mesmo um combatente teria a garra necessária para buscar arquivos até então inacessíveis, ler dezenas de tediosos processos e fazer um grande número de entrevistas com pessoas das mais diferentes partes do Brasil que de um modo ou de outro participaram dos acontecimentos aqui narrados. Na verdade é o combate que trava o verdadeiro pesquisador. Como historiador, Gorender mantém uma distância dos fatos que a objetividade do cientista exige,mesmo daqueles em que participa de forma dramática. Em nenhum momento se deixa envolver por sentimentos pessoais, e se alguns personagens saem engrandecidos ou diminuídos do livro, não é por obra do autor, mas única e exclusivamente devido a sua atuação histórica apresentada sempre de forma objetiva e documentada. Finalmente é indispensável que se diga: Jacob Gorender não se enquadra, como bom marxista, em nenhuma das seitas ideológicas que se constituíram tendo como pressuposto a teoria de Marx.Fica claro que Gorender tem no marxismo uma ferramenta teórica de análise da realidade e de orientação da prática política. O seu marxismo é algo vivo, enquanto teoria comprometida com a busca permanente da verdade, dialeticamente ligado à realidade histórica, e não um simples conjunto de fórmulas ou receitas prontas e fáceis.
IBRAHIM, José. O que todo cidadão precisa saber sobre
Comissões de Fábrica. São Paulo, Global, 1986.
Resumo:
Todo o poder para as comissões de Fábrica!Esta palavra de ordem definirá a luta pelo caráter democrático na nova Constituição brasileira. Isso porque a liberdade que caracteriza uma Comissão de Fábrica poderá se tornar a chave de um novo sindicalismo. Afinal, as CFs atuam sem o controle centralizador do Estado, partidos e sindicatos. E essa liberdade já causou muitas dores de cabeça a vários burocratas sindicais, regimes políticos e, principalmente, aos patrões.Por isso é tão importante, neste momento, conhecer sua história e funcionamento. José Ibrahim aborda tudo o que envolve uma Comissão de Fábrica, desde seu início na Comuna de Paris até o pioneiro movimento da Cobrasma, de Osasco. E ainda orienta como desenvolver e participar de uma Comissão de Fábrica no seu local de trabalho.
Retirado da contra-capa do livro
LIMA, Rogério Mendes. Purgatório: Crise da Cultura e Trajetória
Sindical entre os Ferroviários do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, no
Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia
da UFRJ, 2002. (Tese de Doutorado).
Resumo:
Os ferroviários, uma categoria profissional com mais de 150 anos de existência enfrentam, no Rio de Janeiro, uma crise sem precedentes. Caracterizada por um processo de fragmentação/esfacelamento da categoria, esta crise tem como um de seus elementos centrais, a decadência do sindicato como um interlocutor relevante dos trabalhadores. Para investigar e compreender as causas deste problema, esta tese analisa a trajetória dos trabalhadores ferroviários nos últimos vinte anos. A partir da reconstrução desta trajetória através de documentos e entrevistas com trabalhadores militantes que viveram esta experiência diretamente, e dando ênfase ao movimento sindical, defendo a tese de que a crise sindical ferroviária dos anos 90 representou a última etapa de decadência de uma cultura profissional peculiar, iniciada na década de 60 e que cede espaço para o surgimento de uma nova organização do espaço ferroviário.
Rogério Mendes Lima
MARTINS, Heloisa Helena Teixeira de Souza. O estado e a burocratização
do sindicato no Brasil. São Paulo, HUCITEC, 1979.
Resumo:
Este livro abra um caminho novo para os estudos sobre o sindicalismo brasileiro. Não há exagero em dizer que este estudo começa a iluminar a massa de um “iceberg” que, até aqui, só era vista pela ponta. Trabalhando, de modo coerente e rigoroso, sobre a hipótese clássica do sindicato como burocracia, a autora desvenda aspectos ignorados de sua lógica interna e de suas relações com o Estado e com o desenvolvimento capitalista no Brasil.A figura do dirigente sindical como burocrata é central às preocupações deste estudo. Mas é menos a figura do dirigente que se rebela, quando momentaneamente, a sua consciência de operário se sobrepõe à sua condição real de funcionário de uma burocracia dependente do Estado, do que a figura conformada do sindicalista que se dedica não apenas a controlar os trabalhadores que “dirige” como também a esquecer a sua própria origem operária e até, se possível, apagar a sua própria consciência.O que preocupa Heloisa Martins no sindicalismo brasileiro não é a exceção mas a regra. E esta não é ditada pelo dirigente ou pelo sindicato que aparecem, às vezes, na ponta do “inceberg” porque eventualmente escapam à estrutura à qual pertencem. O que, muito justamente, preocupa a autora é a grande massa anônima, mas também eficaz, das centenas a centenas de sindicatos e dos milhares e milhares de burocratas sindicais cuja função precípua é a de reproduzir as estruturas de dominação nas quais foram eles próprios formados.Um estudo de sociologia das organizações mas também de sociologia política, sua atualidade e interesse pode se revelar através de duas perguntas para as quais busca resposta. É possível uma prática política no interior da burocracia sindical? Qual prática política? Ninguém melhor qualificado que a autora, professora de sociologia na USP e ex-diretora do DIEESE, aliando, portanto, uma excelente formação teórica a um valioso conhecimento prático do dia a dia do nosso sindicalismo, para introduzir esta perspectiva nova ao acervo de obras dedicadas ao movimento sindical no Brasil.
Francisco C. Weffort – retirado da contra capa do livro
NEGRO, Antonio Luigi. Linhas de montagem. o industrialismo automotivo
e a sindicalização dos trabalhadores. (1945-1978). Programa
de Pós-Graduação em História da Unicamp.
Resumo:
Linhas de Montagem investiga e analisa a experiência do povo brasileiro na construção de uma nação industrial. Situando-se entre o pós-guerra e as greves de 1978, estuda o setor automobilístico ¾ suas fábricas na grande São Paulo ¾, e a interação das estratégias de industriais, políticos e partidos com o movimento operário. Para tal, aborda a relação entre o avanço da manufatura doméstica e a sindicalização operária nas fábricas durante os governos Vargas (1951-54) e Kubitschek (1956-60). Demonstra, assim, que a instalação de um cinturão automobilístico de linhas de montagem assentou-se numa rede de alianças patronal, policial, estatal e diplomática dedicada à neutralização dos esforços dos trabalhadores em instituir um sistema sindical independente dos políticos e dos patrões. Em vista disso, as conquistas sociais dessa época são afirmadas no chão das fábricas, e não benesses de acordos firmados em palácios.Durante os governos de Quadros (1961) e Goulart (1961-64), a aliança supracitada se sentiu ameaçada não só por sua incapacidade de constituir um mercado interno como também pela escalada dos movimentos sociais. Tramando contra Jango, aceitou o domínio militar após o golpe que o derrubou. Os novos donos do poder promoveram a “operação limpeza” nos sindicatos e favoreceram oposições moderadas e direitistas ao mesmo tempo em que instruíam novos líderes em cursos de formação. Entre os metalúrgicos do ABC, as noções de “sindicalismo autêntico” ¾ forjadas na oposição à esquerda do pré-64 ¾, sofreram um processo de mutação que contribuiu para a formação do “novo sindicalismo”. Este, para se impor, enfrentou o mais tradicional desafio: sindicalizar o operariado nas fábricas diante dos patrões.
Antonio Luigi Negro
NETO, Antônio Carvalho. As negociações coletivas
como expressão das relações de trabalho: estudo do caso
brasileiro de 1992 a 1998. Minas Gerais, PUC-MG, 1999.
Resumo:
Estudo das categorias de três regiões metalúrgicas (ABC, São Paulo e Betim/MG), química (SP e ABC), bancária (nacional, privados e estatais), e telecomunicações; 40 variáveis de relações de trabalho analisadas (remuneração, jornada, saúde, benefícios, relação sindicato-empresa, organização dos trabalhadores nos locais de trabalho, inovações tecnológicas e organizacionais e contrato de trabalho), 4.200 cláusulas de 100 acordos e 27 convenções coletivas, 39 entrevistas em SP e MG.
Antônio Carvalho Neto
OLIVEIRA, Marco Antonio de. Política Trabalhista e Relações
de Trabalho no Brasil: da Era Vargas ao Governo FHC. Campinas, Unicamp,
2002. (tese de doutorado)
Resumo:
Como o próprio título sugere, a tese analisa a evolução da política trabalhista e das relações de trabalho no Brasil. Sem a pretensão de inovar, o autor procurou realizar uma síntese entre o que considera as contribuições mais relevantes da economia do trabalho, nessa área específica, com o esforço de revisão crítica das interpretações tradicionais sobre questões sindicais, que vem sendo levada a cabo por uma nova geração de historiadores e sociólogos. Na primeira parte da tese, são examinados os primeiros passos da regulamentação do trabalho no país, que remontam à Primeira República, o complexo ordenamento jurídico-institucional ocorrido a partir da década de 30, que culminou em um sistema nacional de relações de trabalho, e a dinâmica das relações entre poderes públicos, empresários e trabalhadores no período de 1945 a 1964, quando esse sistema começou a vigorar em meio à rápida industrialização e urbanização e à crescente presença da classe trabalhadora no cenário político nacional.Na segunda parte, são analisadas as medidas de política trabalhista implementadas sob o regime militar – momento em que ocorreram as primeiras mudanças significativas nas normas de regulação do trabalho no Brasil –, o processo de renovação sindical e de mudança nas relações de trabalho que ocorreu ao longo das décadas de 80 e 90, e finalmente o ciclo de debates e iniciativas de reforma trabalhista que se inicia com a elaboração da Constituição de 1988 e que prossegue até o governo FHC.O autor procurou olhar não só para as experiências de luta e organização sindical ou para as relações políticas entre Estado e classe trabalhadora, mas também para a dinâmica das relações entre capital e trabalho, considerando o contexto econômico e as características do mercado de trabalho, dentro do que permitiam as fontes disponíveis. E no que se refere às normas de regulação do trabalho, tratou inicialmente de refazer os passos de sua implementação, examinado depois cada uma das iniciativas de revisão da legislação sindical e trabalhista que foram postas em prática entre 1964 e o governo FHC.
Resumo retirado do boletim eletrônico Sindicalismo e Política n.º 35
PARANHOS, Katia Rodrigues. Era uma vez em São Bernardo: o
discurso sindical dos metalúrgicos – 1971-1982. Campinas,
EdUnicamp, 2000.
Resumo:
O trabalho em questão examina a produção do discurso sindical dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo como o desenvolvimento de um projeto de classe, analisando a produção de imagens e enunciados que caracterizam e marcam o processo de lutas e reivindicações na organização do movimento operário.Nesse estudo, a autora problematiza e discute, particularmente, a fabrica, o sindicato, a greve e a cidade, como imagens que compõem um mosaico de metáforas e estratégias, resultante de um entrelaçamento do discurso da academia e do discurso sindical, de imagens produzidas por pesquisadores e intelectuais e da fala produzida nos lugares de luta, nas diversas instancias de ações de resistência.Como lembra, no prefacio, o professor Edgar Salvadori de Decca, da Unicamp, "dentre as contribuições importantes trazidas pela autora, existe aquela que explica o surgimento do novo sindicalismo, não como resultado inevitável das mudanças que ocorreram no processo de industrialização na década de 70, mas como um fazer-se de uma nova classe operaria. Fiel aos novos ventos que foram trazidos pela historiografia marxista inglesa que aportou no Brasil, na década de 70, Katia Rodrigues Paranhos estuda em detalhes de que maneira os trabalhadores foram capazes de se auto-organizarem em sindicato e de que modo esse sindicato tornou-se, simultaneamente, o porta-voz dos trabalhadores, por ter sido capaz de forjar uma imagem que se adequava as expectativas do operariado de São Bernardo”.
Kátia Rodrigues Paranhos
PENNA, Lincoln de Abreu. República Brasileira. Rio de Janeiro,
Nova Fronteira, 1999.
Resumo:
Utilizando uma linguagem acessível mesmo aos leitores não-especializados, o autor exerce o seu ofício através do difícil caminho da síntese, percorrendo desde os fins do século XIX, quando a República se transformou de utopia em controversa realidade, até este decisivo final do século XX, marcado pela ambigüidade da Nova República, hoje nos seus estertores.
José Luiz Werneck da Silva
PRIGOL, Mário. Mario Prigol, Educado de Fé entre Trabalhadores
e Militantes Populares. Confrontos Históricos no Brasil e no Mundo –
1928-1988. Rio de Janeiro: ACO/MTC, 2003.
Resumo:
O Objetivo deste livro Mario Prigol, Educado de Fé entre Trabalhadores e Militantes Populares era apenas falar sobre as prisões e torturas da ditadura no Brasil, de 1964 a 1975.De 1968 a 1970, lembro as prisões na Polícia Especial do Exército pelo DOI (departamento de Operações Internas), inclusive de nossa prisão: 4 padres, 4 jovens homens e 4 moças, todos ligados à JOC, JOCF e ACO/ hoje MTC. Detenho-me também na invasão do IBRADES (Instituto Brasileiro de Estudos Sociais).De 1971 a 1972, o DOI passou para a Aeronáutica (no Galeão, Ilha do Governador). Depois o DOI foi transferido para o Estado da Bahia pela recusa de alguns brigadeiros em apoiar as brutalidades que lá se cometiam contra os direitos humanos. No interior da Bahia, nessa época, foi morto Lamarca e outros companheiros do mesmo. Lamarca era natural da Favela de São Carlos, onde, desde 1961, trabalho pastoralmente aqui no Rio de Janeiro.Em seguida, percebi que os horrores da Ditadura aconteceram também durante a Ditadura de Getúlio Vargas de 1930 a 1945. Além do mais as torturas, as prisões e o massacre das leis trabalhistas desde a ditadura de 1964 no Brasil, na América Latina, África e mesmo na Ásia, foram freqüentes e muito duros em toda parte. Este livro que fala da história dos trabalhadores e meio popular no Brasil, como da História da Igreja e da ACO, em seguida, dos acontecimentos do mundo, tanto neste livro de 1928 a 1988, como no seguinte de 1989 a 2003, quer lembrar a realidade dos trabalhadores e meio popular destes dois períodos, como o desejo profundo de libertação dentro de condições mais igualitárias para toda a sociedade nacional e internacional. Porque não importa a cor, as raças: somos todos os irmãos.
Pe. Mário Prigol
SANTANA, Marco Aurélio. Homens Partidos- Comunistas e sindicatos
no Brasil. Coleção Mundo do Trabalho, Editora Boitempo, Rio
de Janeiro, 2001.
Resumo:
Extrato da apresentação de Ângela de Castro Gomes (CPDOC-FGV/UFF): Muito já se escreveu sobre a história do Partido Comunista Brasileiro, o PCB, e certamente muito ainda se escreverá. O desafio crescente é encontrar questões e ângulos novos para a realização de análises que, tomando o PCB como centro, iluminem a dinâmica de nosso sistema partidário e o funcionamento de nosso movimento sindical, trazendo contribuições para a compreensão da vida política de nosso país.É exatamente isso que Marco Aurélio conseguiu fazer em sua tese de doutorado, premiada pela ANPOCS e agora publicada em livro.Nela, ele examina a trajetória de vida, de morte e também o legado do PCB, reconstituindo um amplo período de atuação, mas estando particularmente atento às questões enfrentadas no pós-64, o que não é tão freqüente na literatura já disponível. Outra virtude do texto é fixar-se predominantemente nos dilemas que sempre envolveram as relações deste partido com o movimento sindical(...)um partido muito singular por ter sido quase sempre ilegal. Desta forma, fica claro para o leitor o grau de dificuldades presente na atuação do PCB junto aos sindicatos, e como sua força só cresceu significativamente a partir dos anos 1950(...).No período do pós-64, a luta do PCB contra o regime militar é seu ponto forte, mas o que a pesquisa (...) demonstra é que este é também um momento repleto de impasses em sua atuação no interior do movimento sindical. (...) Particularmente a partir dos anos 1980, o declínio do PCB vai sendo acompanhado de forma processual e sem teleologia. Pressionado a optar entre estratégias que priorizam o confronto ou que valoram as negociações, o partido decide pela segunda, lutando pela legalização de sua legenda e pela sustentação do sindicalismo corporativo. O leitor poderá encontrar no texto reflexões ricas para a compreensão das razões dessas escolhas, pois o autor leva em consideração tanto o contexto internacional, quanto à própria ótica dos integrantes do partido, como fatores que devem ser levados em conta.O livro mostra um partido vivo e dinâmico, construindo, através de embates, seus rumos e alterando esses mesmos rumos ao longo do tempo. (...)Além de tudo isso, o trabalho proporciona ainda ganhos marginais, ao permitir um outro olhar sobre o Partido dos Trabalhadores, o PT, e sobre a Central Única dos Trabalhadores, a CUT.(...)
Adaptado da contra-capa do livro
VINHAS, M. Estudos Sobre o Proletariado Brasileiro. Rio de Janeiro,
Civilização Brasileira, 1970.
Resumo:
M. Vinhas, analisando a estrutura e a estratificação social do proletariado brasileiro, realiza um precioso levantamento empírico da situação real e das perspectivas desta classe. Esta não apenas a sua distribuição nos diversos ramos da produção ou nas diversas regiões do País, como o que pode estabelecer corretamente suas semelhanças e diferenças, mas esboça ainda o seu papel e a sua importância na sociedade e na economia brasileiras. Sua análise do proletariado agrário, por exemplo, parece-me decisiva no esclarecimento de questões insistentemente colocadas nos últimos anos a respeito das características da nossa população rural. Como dialético, Vinhas evita, por outro lado, isolar os dados relativos ao proletariado; insere-os, ao contrário, no quadro de conjunto da realidade nacional, na totalidade viva e dinâmica que é nossa sociedade. E não se limita a análises empíricas: fundamenta tais análises em bases teóricas, ao expor, discutir e criticar as várias abordagens sociológicas sobre a natureza das classes sociais e, particularmente, do proletariado.Ora, a importância de um estudo teórico-empírico sobre a classe operária brasileira – cujo papel político-social tem sido decisivo nas últimas décadas – não escapará aos que realmente se interessam pelos destinos do nosso País. Estudos Sobre o Proletariado Brasileiro é um subsídio fundamental para este estudo.
Resumo adaptado do texto de Luís Augusto do Rosário
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ANTUNES, Ricardo. O Novo Sindicalismo. São Paulo, Editora Brasil Urgente, 1991.
Resumo:
Os anos 80 marcaram significativas transformações no sindicalismo brasileiro. Pode-se dizer que, no período que se abriu com o vigoroso movimento grevista do ABC paulista, em maior de 1978, até o fim da década de oitenta, inúmeras transformações ocorreram: a retomada das ações grevistas, a explosão do sindicalismo rural, o nascimento das centrais sindicais, o aumento dos índices de sindicalização, as mudanças e a conservação no âmbito da estrutura sindical pós-Constituição de 1988, etc.O Novo Sindicalismo, de Ricardo Antunes, faz um balanço dessa década, fundamental para se entender os desafios e as perspectivas do movimento sindical nos anos 90.
Retirado da contra-capa do livro
BOITO JR., Armando (et alli.). O Sindicalismo brasileiro nos anos
80. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1991.
Resumo:
Este livro foi escrito por cindo pesquisadores do sindicalismo que se propuseram a realizar um trabalho de descrição, análise e balanço dos problemas do sindicalismo brasileiro ao longo dos anos 80. Unitário na sua temática e heterogêneo ao nível da orientação teórica e das idéias apresentadas por seus autores, o resultado final é informativo e instigante. Aponta, destaca e analisa os elementos originais apresentados pelo movimento sindical nos anos 80, sem deixar de considerar as continuidades que o vinculam ao passado populista do movimento sindical. O artigo sobre a formação das centrais sindicais, de Leôncio Martins Rodrigues, descreve as forças políticas atuantes no meio sindical, concentrando-se no processo de formação da CUT. Destaca as conseqüências da aproximação da Igreja com o grupo de sindicalistas liderado por Lula.O artigo sobre a reforma e persistência da estrutura sindical, de Armando Boito Jr., analisa o processo que possibilitou a sobrevivência dessa velha estrutura numa década marcada por transformações na composição das classes trabalhadoras, pela superação de um regime ditatorial e por lutas sindicais maciças. O artigo sobre a explosão das greves, de Eduardo Noronha, apresenta, baseado em estatísticas, as características das greves de 1978 ao final da década de 80. Analisa a sua evolução ano a ano, em face das conjunturas políticas e econômicas do período considerado.O artigo sobre as comissões de empresa, de Iram Jácome Rodrigues, analisa a emergência desses organismos no ano de 1978, e a sua persistência na década de 1980. Mostra a novidade dessas comissões frente àquelas do período pré-64 e suas relações com o movimento sindical e a democratização das relações de trabalho.O artigo sobre as transformações no sindicalismo rural, de Regina Reyes Novaes, aborda o problema da representação sindical no campo, caracterizando a formação e o modo de funcionamento da CONTAG, e o recente surgimento e implantação da CUT entre trabalhadores rurais.
CARVALHO, Paulo Roberto. Memória e identidade: os trabalhadores
na Companhia Vale do Rio Doce em Mariana, a última geração
dos homens de ferro? Rio de Janeiro, Mestrado em Memória Social e Documento
- CCH-UNIRIO, 2002. (Dissertação de Mestrado)
Resumo:
O trabalho analisa as memórias e as representações
sociais de operários na CVRD da Mina de Timbopeba, buscando articulá-las
com o processo de construção de identidades experimentado por
aquele grupo operário. Estes trabalhadores foram transferidos ou recrutados
pela empresa e assentados em Mariana. Para isto foram construídos 3 novos
bairros que expandiram as fronteiras da cidade. Para estes migrantes a experiência
na nova cidade trouxe vários problemas de corte econômico e social;
além de dilemas afetivos, pois que a separação da família
e da terra natal foi acompanhada de hostilidades e estranhamentos no novo espaço.
O estudo foi delimitado pelo período de 1980/1990 que compreende a fase
de construção e de entrada em funcionamento da referida mina.
Este recorte temporal corresponde também ao ápice das transformações
espaciais, arquitetônicas, sociais e econômicas que Mariana vinha
experimentando desde o final da década de 1960. A metodologia utilizada
neste estudo foi a História Oral. Foram realizadas 20 entrevistas, incluindo
funcionários da CVRD dos diversos níveis hierárquicos além
de integrantes da população local. Buscamos perceber os processos
de mutação das identidades e como elas se comportaram na medida
em que interagiram com outros elementos humanos e espaciais. Foi possível
perceber que aquelas gerações operárias que possuíam
características identitárias específicas, ao migrar para
outro espaço, acabaram por reconfigurar-se no movimento de refazer os
seus laços afetivos e identitários, promovendo tanto linhas de
continuidade, como também de ruptura na sua percepção de
aspectos como trabalho e sindicato.(Paulo Roberto Carvalho)
COSTA, Hélio da; FONTES, Paulo; FORTES, Alexandre; NEGRO, Antonio Luigi;
SILVA, Fernando Teixeira da. Na Luta por Direitos. Unicamp, Editora da Unicamp,
1999.Este livro reúne o trabalho de cinco jovens intelectuais, todos
historiadores, e acrescente muito de novo à rica discussão sobre
trabalhadores, movimento operário e a esquerda que vem se desenvolvendo
em São Paulo desde os anos 50”
Retirado da contra-capa do livro
DUARTE, Ozeas. Os mercadores de Ilusões- análise crítica
do “sindicalismo de resultado.” São Paulo, Brasil Debates,
1988.
Resumo:
Tentaremos demonstrar que o “sindicalismo de resultado”, do ponto de vista da posição de classe, deve ser caracterizado como uma corrente adversária do movimento operário. E demonstrar principalmente que esse seu caráter geral se manifesta de uma maneira singular, única, distinta do velho peleguismo. Uma abordagem que, por isso mesmo, diferencia-se daquela realizada por outros críticos dessa corrente, implicando em desdobramentos táticos igualmente distintos.
Retirado da contra-capa do livro
FILHO, Silas Sandoval. Braverman, Divisão do Trabalho e Maquinaria: o
alcance da análise do processo de trabalho presente em 'Trabalho e Capital
Monopolista'. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP, Campinas,
2002. (Dissertação de Mestrado).
Resumo:
O objetivo desta dissertação é analisar as idéias de Harry Braverman em Trabalho e Capital Monopolista: A Degradação do Trabalho no Século XX. A noção de maquinaria de Braverman foi criticada porque para ele, diferentemente de Marx, divisão do trabalho e maquinaria são sinônimos. Em termos dialéticos, para Marx, a divisão industrial do trabalho produz as condições de sua própria negação. Estas condições são a maquinaria. A tese principal desta dissertação é que Braverman e outros pensadores marxistas, como Coriat e Gorz, não consideram a diferença entre divisão do trabalho e maquinaria. O discernimento desta diferença fundamental entre Braverman e Marx é muito importante para o pensamento marxista.
Silas Sandoval Filho
FREDERICO, Celso (org.). A esquerda e o movimento operário-1964/1984.
São Paulo, Editora Novos Rumos, 1987.
Resumo:
Esta antologia objetiva oferecer ao leitor um conjunto de textos produzidos pela esquerda brasileira durante a ditadura militar (1964/1984). A documentação apresentada compõe-se basicamente de boletins partidários, jornais, artigos e depoimentos pessoais de militantes, que circularam clandestinamente, e que se detêm na análise do movimento operário.Presença ativa nas lutas sociais, testemunha participante dos acontecimentos, a esquerda oferece uma visão de dentro do movimento operário que, somada às contribuições realizadas nos meios universitários, ajudam a uma melhor compreensão da espinhosa trajetória dos trabalhadores que vai dos primeiros momentos após o golpe militar até a vitória política da Aliança Democrática em 1984.
Fragmento retirado da introdução do livro
IBRAHIM, José. O que todo cidadão precisa saber sobre
Comissões de Fábrica. São Paulo, Global, 1986.
Resumo:
Todo o poder para as comissões de Fábrica!Esta palavra de ordem definirá a luta pelo caráter democrático na nova Constituição brasileira. Isso porque a liberdade que caracteriza uma Comissão de Fábrica poderá se tornar a chave de um novo sindicalismo. Afinal, as CFs atuam sem o controle centralizador do Estado, partidos e sindicatos. E essa liberdade já causou muitas dores de cabeça a vários burocratas sindicais, regimes políticos e, principalmente, aos patrões.Por isso é tão importante, neste momento, conhecer sua história e funcionamento. José Ibrahim aborda tudo o que envolve uma Comissão de Fábrica, desde seu início na Comuna de Paris até o pioneiro movimento da Cobrasma, de Osasco. E ainda orienta como desenvolver e participar de uma Comissão de Fábrica no seu local de trabalho.
Retirado da contra-capa do livro
LEITE, Rosalina de Santa Cruz. A operária metalúrgica:
estudo sobre as condições de vida da e trabalho de operárias
metalúrgicas na cidade de São Paulo. São Paulo, Cortez,
1984.
Resumo:
A operária metalúrgica- Neste livro, Rosalina de Santa Cruz Leite apresenta uma contribuição fundamental para o conhecimento das condições de vida, trabalho e luta da operária. Examina os principais aspectos da singular alienação em que ela vive. Mostra como seu trabalho na fábrica entra na produção de mais valia, em proporção maior que a do operário: c