COSTA, Ségio Amad. O C.G.T. e as Lutas
Sindicais Brasileiras (1960-64). São Paulo: Grêmio Politécnico,
1981.
Resumo:
O presente trabalho é resultado de pesquisas que venho desenvolvendo
sobre o movimento operário brasileiro, desde que iniciei os estudos
universitários.
A idéia de sua elaboração surgiu quando me voltei
para a história das lutas sindicais, que ocorrem nos primeiros
anos da década de 60, e deparei com a ausência de textos,
já sistematizados, que versassem exclusivamente sobre o CGT (Comando
Geral dos Trabalhadores). Assim considerei importante propor-me a elaborar
um livro que abordasse o tema, pois desta forma, acreditei, estaria
contribuindo para ajudar a cobrir a lacuna deixada pela historiografia
oficial. Por outro lado, produziria um trabalho cujo teor vem sendo
pauta de discussões nos dias atuais.
A primeira parte apresente um quadro geral sobre o desenvolvimento do
sindicalismo no Brasil, ressaltando o seu surgimento, a estrutura sindical
oficial e as organizações horizontais que precederam a
CGT; na segunda é abordada a formação do Comando
Geral dos Trabalhadores, abarcando desde o III Congresso sindical Nacional
(agosto de 1960), onde são definidas três correntes no
movimento sindical brasileiro, até o IV Encontro Sindical Nacional
(agosto de 1962), quando se dá a formação “oficial”
do CGT; na terceira parte do trabalho é feito um estudo sobre
a atuação do Comando Geral dos Trabalhadores junto aos
homens do campo, que já vinham em processo de mobilização,
desde meados da década de 50, com a fundação da
União dos Trabalhadores Agrícolas Brasileiros (ULTAB)
e a criação da primeira Liga Camponesa, no Engenho da
Galiléia, e que culminou com a criação da CONTAG,
em dezembro de 1963. A ultima parte do livro, finalmente trata das manifestações
políticas integradas pelo CGT, desde a greve geral de 5 de julho
de 1962, cujo comando geral da greve fora o embrião da CGT, até
os acontecimentos de março de 1964.
Retirado da Introdução do Livro