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CORREIA, Hércules. A classe Operária e seu Partido. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1980. Resumo: Foi em 1963 que nasceu esta entrevista. (...) Eu havia (recebido) um estipêndio da Agência Sueca para o Desenvolvimento (SIDA) para desenvolver um investigação sobre a história do movimento operário brasileiro, em colaboração como Arquivo Histórico do Movimento Operário Brasileiro de Milão. O trabalho incluía uma entrevista com Hércules, que eu não sabia por onde andava, mas a quem ia começar a procurar.Nesse primeiro encontro, chegamos ao acordo de que ele me avisaria quando fosse incluída em seu programa uma passagem por Estocolmo. Reuniríamos então um grupo de pessoas que pudessem enriquecer a entrevista. Em março de 1979, em meu apartamento (...) juntamo-nos Lycio Hauer, fundador e primeiro presidente da União de Servidores Públicos e ex-deputado federal; Délson Plácido, secretário-geral do Sindicato dos Telegrafistas até 1964 e atualmente jornalista da Rádio Suécia; Ivens Marchetti do Monte Lima, arquiteto e fotógrafo; Jaime Walwitz Cardoso, poeta que editou no exílio as revistas Reflexo e Fragmento, e eu, agora trabalhando mais como cineasta. Os três últimos havíamos sido banidos do País em diferentes ocasiões.Eram amplas e diversas as seis experiências ali reunidas. Conversamos uma seis horas. Mas foi pena não haver nenhuma companheira presente. Sei que ninguém vai me acreditar, mas convidei várias. Não bastava convidar. Havia que resolver outros problemas estruturais que praticamente impedem a participação feminina quando há filhos de permeio e o marido também participa. A corda rebenta do lado mais fraco. Então essa entrevista não ficou tão boa quanto poderia. Mas esse preço nós pagamos.O texto foi ainda enriquecido com algumas perguntas feitas pelo economista Marurício David, diretor do Seminário de Estudos Brasileiros do Instituto Latino-Americano da Universidade de Estocolmo, quando da conferência de Hercules nessa instituição. Fragmentos retirados da introdução do livro
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